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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mensagem para o Dia Mundial de Luta Contra a Aids/Sida 2011

Michel Sidibé
Diretor-Executivo do UNAIDS/ONUSIDA
Secretário-Geral-Adjunto das Nações Unidas
1º de dezembro de 2011

O ano em que o jogo mudou

Nunca antes na história da Aids/SIDA chegamos a um momento em que pudemos afirmar com convicção que o fim da aids/SIDA está à vista.

Tem sido um ano de realizações, ações coletivas, resiliência e coragem. Apesar da crise econômica que tem esticado a resposta à aids/SIDA aos limites, milhões de vidas vêm sendo salvas, à medida que os esforços de tratamento e prevenção do HIV/VIH continuam a mostrar resultados.

Os líderes mundiais fizeram novas promessas – ousadas, tangíveis e realistas. Agora essas promessas têm que ser cumpridas em cada país, cada comunidade e para cada pessoa necessitada.

Felizmente, os líderes estão afirmando que uma geração livre de aids/SIDA é possível e que nenhuma criança deve nascer com HIV e nenhuma mãe deve morrer de aids/AIDS.

O abismo entre o tratamento e a prevenção acabou. Agora tratamento é prevenção.

A divisão entre a saúde e a aids/SIDA diminuiu, à medida que a aids/SIDA sai do isolamento e entra em serviços integrados e holísticos de saúde. A resposta à aids/SIDA abriu o caminho para um sistema de saúde centrado em pessoas, um sistema que valoriza e restabelece o respeito e a dignidade de cada indivíduo.

O caminho adiante é claro e podemos avançar em ritmo acelerado com investimentos inteligentes, aproveitando os avanços e as evidências científicas e respeitando os direitos humanos. É por isso que os líderes mundiais hão de financiar completamente a resposta à aids/SIDA. A meta do investimento global de US$ 22 a 24 bilhões é uma responsabilidade compartilhada – de todos os países, financiadores e demais. Somente juntos podemos garantir o futuro e proporcionar benefícios maiores e de longo prazo.

Hoje, neste Dia Mundial de Luta Contra Aids/SIDA, chamo os líderes, as comunidades, os pais, as pessoas vivendo com HIV/VIH e os jovens para olhar para o futuro e trabalhar por um mundo com Zero novas infecções por HIV/HIV, Zero discriminação e Zero mortes relacionadas à aids/SIDA.
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UNAIDS/ONUSIDA, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids/VIH/SIDA, é uma parceria inovadora das Nações Unidas que lidera e inspira o mundo no alcance do acesso universal a prevenção, tratamento, atenção e apoio ao HIV/VIH.


Fonte: e-Group da RNAJVHA
Contato: UNAIDS/ONUSIDA Genebra | Sophie Barton-Knott | tel. +41 22 791 1697Enviado por: Kleber Mendes

SUS mantém epidemia de aids estabilizada no Brasil

O investimento do Sistema Único de Saúde na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de saúde, mantém sob controle a epidemia de aids no Brasil. De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, a prevalência (estimativa de pessoas infectadas pelo HIV) da doença permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência (novos casos notificados) teve leve redução de 18.8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010.

"O Brasil segue a tendência mundial de redução de casos e óbitos ao longo dos anos. As pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença, graças ao acesso aos medicamentos", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele reforçou que o Ministério da Saúde está investindo na expansão da testagem rápida para garantir que o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo. "Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a doença", destaca.

Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010. "A redução vertical, mesmo num período muito curto, já demonstrou um impacto positivo da ampliação do acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal", destacou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Em relação à taxa de mortalidade, o Boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.

O boletim, no entanto, chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos.  Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de aids notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre jovens.

O quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que acontece em 1 de dezembro.

A campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan "A aids não tem preconceito. Previna-se", reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à aids entre jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/aids. Também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.


Fonte: Departamento Nacional de DST/Aids e HV
Contato: (61) 3306-7010/7016/7024/7051
Enviado por: Hugo Soares