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quarta-feira, 21 de março de 2012

Campanha do Ministério da Saúde pós-Carnaval incentiva teste de HIV

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que cerca de 630 mil pessoas vivem com o HIV no País. Dessas, 255 mil nunca teriam feito o teste e por isso não conhecem sua sorologia.

Diante deste problema, a campanha nacional de prevenção às DST/aids durante o Carnaval foi dividida mais uma vez em mensagens pré e pós-folia.

Nesta semana, o filme preparado para depois do Carnaval começou a ser exibido na TV aberta. Um jovem encontra no bolso da sua calça um bilhete de uma pessoa que ele teria supostamente feito sexo durante o Carnaval. Sem se recordar se usou ou não preservativo, ele pergunta a um elefante, que o leva a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para fazer o teste de HIV.


Segundo o Ministério da Saúde, o filme é voltado aos jovens gays e busca reduzir as condições de vulnerabilidade em relação ao HIV/aids, às hepatites virais e a outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

A pasta ressalta que saber se tem o HIV precocemente permite começar o tratamento no momento certo e ter uma melhor qualidade de vida. Além disso, mães soropositivas podem aumentar suas chances de terem filhos sem o HIV, se forem orientadas corretamente e seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto.

Os jovens gays de 15 a 24 anos foram definidos como principal foco da campanha do Ministério da Saúde para o Carnaval deste ano, porque, de 1998 a 2010, o percentual de casos na população homossexual de 15 a 24 anos subiu 10,1%, conforme boletim epidemiológico de 2011. O conceito da campanha é: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”.

Campanha polêmica

Desde que o vídeo ficou indisponível, em 3 de fevereiro, o assunto vem causando críticas de ativistas. O Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, por exemplo, entrou com representação na Procuradoria da República no Distrito Federal para ter explicações sobre o dinheiro gasto com o filme.

O Ministério da Saúde nega que houve qualquer tipo de censura ao filme e informa que o material foi produzido para ser exibido em locais específicos.

O filme que acabou indo ao ar na TV aberta mostra um casal de jovens alertando sobre os dados epidemiológicos da aids, e foi duramente criticado por militantes e representantes das pessoas vivendo com HIV e aids.


Por: Redação
Enviado por: João Geraldo Netto

SUS começa a distribuir em maio 20 milhões de preservativos femininos


O Ministério da Saúde começa a distribuir em maio o primeiro lote dos 20 milhões de preservativos femininos que serão entregues ao longo do ano. As populações prioritárias serão definidas de acordo com critérios de vulnerabilidade a doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo a aids e as hepatites virais.

No público-alvo, de acordo com a pasta, estão profissionais do sexo, mulheres em situações de violência doméstica e/ou sexual, pessoas com HIV/aids, usuárias de drogas e seus parceiros e pacientes do DST. Também se enquadram pessoas de baixa renda e usuárias do serviço de atenção à saúde da mulher que tenham dificuldade em negociar o uso do preservativo masculino com o parceiro.

Segundo o ministério, esta é a primeira aquisição feita pelo governo de camisinhas femininas de terceira geração – fabricadas com borracha nitrílica. Foram gastos R$ 27,3 milhões, sendo o preço unitário R$ 1,36.

O preservativo feminino chegou ao mercado brasileiro em 1997, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a comercialização do produto no país. As 20 milhões de unidades a serem distribuídas este ano representam um aumento de 25% em relação à compra de toda a série histórica, que totaliza 16 milhões de camisinhas.

Uma pesquisa feita pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais em 2008 mostrou que cerca de 90% das mulheres sexualmente ativas no Brasil conhecem ou pelo menos já ouviram falar da camisinha feminina.

De acordo com a pasta, estudos demostram ainda que saber onde conseguir a camisinha é um fator essencial para o seu uso e que mulheres que não sabem onde encontrar o preservativo têm 81% a menos de chance de fazerem sexo protegido.

Veja abaixo como funciona um preservativo feminino:



Fonte: Agência Brasil
De: Brasília
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Imprensa destaca com críticas vídeo da campanha televisiva de prevenção ao HIV no Carnaval

Diferentes veículos de comunicação informaram hoje o início da veiculação na TV da campanha do Ministério da Saúde de prevenção à aids no Carnaval e expuseram a insatisfação dos ativistas do movimento social de luta contra a aids sobre o vídeo. Algumas dessas críticas foram reproduzidas da reportagem da Agência de Notícias da Aids publicada nesta segunda, dia 13 (leia aqui). 

O vídeo que será exibido em televisão aberta a partir desta terça-feira está na capa do site do Ministério da Saúde (assista ). A campanha foi intitulada "No Carnaval rola de tudo, só não rola sem camisinha". Os jovens gays são o público-alvo.  




A polêmica sobre o material começou quando, em 3 de fevereiro, um dia depois do lançamento oficial da campanha, o vídeo foi retirado do site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Enquanto, por um lado, ativistas afirmam que houve veto do próprio governo, por outro, a mídia destacou diferentes versões do Ministério da Saúde sobre e retirada do material (saiba mais).


A Folha de S. Paulo informou que o filme que será exibido é improvisado. De acordo com o jornal, a presidenta Dilma Rousseff quis assistir aos vídeos da campanha, ficou irritada com o grau de irreverência e vetou o a produção voltada aos homossexuais jovens. "Com o curto prazo para lançar oficialmente a campanha antes do Carnaval, a saída encontrada pela pasta (Saúde) foi, às pressas, produzir um vídeo mais simples e genérico".

Com o título "Vídeo de campanha da Aids troca casal gay por locutores", reportagem do jornal O Globo afirmou que o vídeo é "burocrático e cheio de números do Boletim Epidemiológico".  O texto traz a crítica do militante e especialista em saúde pública Mário Scheffer, para quem é nítido que a produção foi feita a 'toque de caixa'. "Certamente, é a pior campanha de Carnaval já feita em toda história do Programa de Aids do Brasil. Essa discriminação imposta aos gays, dentro do próprio governo, é coresponsável pelo crescimento da epidemia nessa população. Por isso, vamos iniciar campanha internacional denunciando a conduta vergonhosa do governo brasileiro, que viola o direito dos homossexuais à prevenção".

Já o portal Terra publicou a insatisfação do presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro. "O vídeo para a televisão aberta é burocrático e não cativa o público-alvo", disse. O site também publicou a crítica de Rodrigo sobre a decisão do governo federal de produzir material diferenciado para a TV aberta e os ambientes segmentados. "Não faz o menor sentido. Vão interromper uma festa na boate para colocar o vídeo. É totalmente fora de foco, é falta de encarar o problema de frente". 


Por: Redação
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Michel Teló canta versão de Ai Se Eu Te Pego para campanha de Carnaval do governo contra Aids


O Ministério da Saúde publicou na noite desta terça-feira (7) em seu canal no YouTube um vídeo em que o cantor Michel Teló é a estrela da campanha do governo federal para a prevenção da Aids durante o Carnaval.

No clipe, o cantor faz uma paródia de seu hit nacional e internacional Ai Se Eu Te Pego. 

- No carnaval ou na balada. Se a pegação começou a rolar. Você com a pessoa mais linda. E camisinha pra não vacilar. 

O conceito da campanha, segundo o Ministério da Saúde, é "Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua" e tem como principal foco os jovens gays, de 15 a 24 anos. 

Ela será veiculada em dois momentos: antes do Carnaval, com alertas para o uso responsável do preservativo e, no período pós-festa, a partir do final de fevereiro, com a promoção do diagnóstico e a conscientização da necessidade da realização do teste.

Assista ao vídeo:








Fonte: R7
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Especialistas e ativistas elogiam inclusão de travestis na campanha nacional de prevenção às DST/aids no Carnaval

A iniciativa é louvável, ousada e traz um público renegado socialmente. Estes foram alguns elogios de especialistas e ativistas do movimento social de luta contra a aids sobre a inclusão de travestis na campanha do Ministério da Saúde de prevenção às DST/aids no Carnaval 2012. No entanto, há discordâncias sobre o conteúdo abordado nos cartazes e críticas em relação à sazonalidade da campanha e ao incentivo do teste de HIV nas festas. 

Para estimular o sexo seguro durante o período de festas de Carnaval, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde lançou na tarde desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, uma campanha voltada para jovens de 15 a 24 anos, principalmente gays. 

Pela primeira vez, as travestis receberam atenção especial. Em um dos cartazes, um rapaz e uma travesti aparecem juntos, como um casal. A ideia é mostrar que esse tipo de situação é "normal" e que o único problema em qualquer relação de Carnaval é se esquecer do uso da camisinha.

Eduardo Soares, articulador de Educomunicação da Pastoral da Juventude de uma arquidiocese no Pará, avaliou que a inclusão de travestis pode aumentar a visibilidade do público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros) em outros ministérios. Mas, ele tece algumas críticas. "O material resume o carnaval somente a sexo. A frase ´isso rola muito´ poderia ser trocada por outra expressão de cuidado com a saúde". 

Kleber Mendes, ativista no Paraná integrante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, disse que a forma como os cartazes foram contextualizados contribui para o estigma. "Mostram a travesti em um beco, os gays em uma balada e um casal heterossexual na praia, com uma ambientação romantizada". Segundo ele, a campanha deixa de contemplar o olhar do movimento social. 

Marta McBritton, coordenadora do Instituto Cultural Barong, de São Paulo, gostou da forma como os diferentes públicos foram apresentados no material gráfico. "Os casais receberam o mesmo tratamento de imagem e cenário semelhante, traduzindo a `normalidade` das relações héteros, homossexuais e com travestis".

Marta acredita que é fundamental haver uma avaliação do impacto das ações feitas durante o Carnaval. 
Já William Amaral, presidente da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids no núcleo Rio de Janeiro, considerou a campanha fraca. "O filme voltado para o público gay é uma caricatura. Diferente da encenação voltada para os heterossexuais, o casal gay mal se toca", avaliou. 

Amaral criticou ainda o filme que será veiculado na mídia depois do Carnaval. O vídeo incentiva os foliões que transaram sem camisinha a procurarem um serviço de saúde para fazer o exame de teste rápido. "A mensagem é para que as pessoas façam o exame nas unidades básicas de saúde, e não nos serviços especializados em DST/aids", disse.

Segundo o Ministério da Saúde, assim como nos anos anteriores, serão veiculadas mensagens incentivando a realização do teste de HIV depois do período de folia. As ações incluem cartazes, anúncios na televisão, no rádio, bonés, entre outros materiais.

Ações pontuais e de pouco alcance 
Alguns ativistas criticaram a maneira como usualmente é feita a distribuição dos materiais. "Nunca vi um cartaz em Porto Alegre numa escola de samba, por exemplo, onde os grupos fazem festa e ensaios para se preparar para o Carnaval", disse Alexandre Böer, jornalista especializado em comunicação em saúde e integrante do grupo SOMOS - Comunicação, Saúde e Sexualidade, do Rio Grande do Sul. 

De Pernambuco, a coordenadora da ONG Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero defendeu mais ações de prevenção ao longo do ano. "Falta política estratégica. Não adianta ter campanha de Carnaval e ao longo do ano não fornecer preservativo feminino e os recursos destinados às ONGs não chegarem às entidades."

Hugo Hagström, integrante da ONG paulistana Grupo de Incentivo à Vida (GIV) e técnico em publicidade, se disse preocupado com o incentivo ao teste de HIV no período pós-festa. Hugo questionou se a estrutura de saúde do País tem condições de receber um grande número de pessoas que se descubram com o vírus da aids. "Se em São Paulo há unidades especializadas que estão cheias e deixando de atender novos usuários, como será a situação no restante do País?". 

Importância da publicidade governamental 
A publicitária Josi Paz, autora do livro ‘Aids anunciada: a publicidade e o sexo seguro’ (Editora Unb), declarou que a campanha de prevenção ao HIV tem uma importância que extrapola o público-alvo das peças publicitárias. Segundo Josi, a publicidade do governo federal é uma fala que ‘costura’ as ações locais nos dias de Carnaval e aponta o que é necessário dizer na perspectiva da política pública de saúde do País. 

"Certamente há o risco do estereótipo, pois a linguagem publicitária é feita de estereótipos. Mas isso é do processo de produção de uma campanha como essa, ousada", avaliou.

Josi defendeu que a campanha deveria ter veiculação gratuita, a exemplo do que ocorre, segundo ela, com as ações do Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert).




Por: Fábio Serrato
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Controle da Aids deve ser permanente (Editorial)

O Brasil está entre os países que mais a sério, e com apreciável eficácia, enfrentam o flagelo da AIDS. O poder público contabiliza estimulantes - ainda que não ideais - resultados nessa guerra, por conta de uma combinação de medidas preventivas e outras de redução de danos, notadamente uma política que flexibiliza o acesso a coquetéis de medicamentos capazes de inibir o desenvolvimento da doença. Dados do Boletim Epidemiológico AIDS/DST divulgados anteontem pelo Ministério da Saúde mostram que a incidência de infectados na população em geral se manteve estável entre 1998 e 2010, com uma leve queda de 18,7 para 17,9 casos em grupos de cem mil habitantes.

Mas, esmiuçados os números do documento, a curva do perfil epidemiológico mostra uma inquietante inversão. Descontada a tendência de estabilização na Região Sudeste, que concentra pouco mais de 50% dos infectados pelo HIV no país, constata-se que o número de novos casos cresceu nas demais regiões. Mais grave é o aumento (10%) da contaminação entre jovens homossexuais de 15 a 24 anos. Dados comparativos reforçam essa preocupação. Caso, por exemplo, da constatação de que na mesma faixa etária caiu o índice de contaminação entre heterossexuais. Houve queda também entre usuários de drogas e dos registros de transmissão vertical (quando a mãe passa o vírus para o bebê). São indicadores que evidenciam a necessidade de se adotarem ações preventivas específicas para este grupo de risco.

Em relação ao aumento do número de casos fora da Região Sudeste é aceitável a versão técnica de que, entre outras razões, no Norte e no Nordeste, onde o boletim detectou os mais altos índices de novos infectados, testes passaram a ser feitos em áreas onde antes não havia acesso a exames. Isso terá levado para as estatísticas um universo de doentes não detectado em levantamentos anteriores.

Mas, na questão do crescimento da AIDS entre jovens gays, misturam-se aspectos comportamentais e falhas na política pública de prevenção. Esta geração não viveu os primeiros e apavorantes anos de disseminação, até então sem controle, de uma doença que, na época, registrava altíssimo grau de letalidade quase imediata, e sequer foi testemunha das ações de luta contra a AIDS nos anos 90, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A descoberta de medicamentos que atenuam a manifestação do mal e dão sobrevida às vítimas também contribui para um quase natural relaxamento com cuidados que, os números comprovam, continuam sendo essenciais para evitar o contágio.

Este quadro deixa patente que não se pode afrouxar com as campanhas de esclarecimento e com o aperfeiçoamento das ações de redução de danos. São providências cruciais para manter vivas as informações sobre a doença que ajudaram a manter sob controle o quadro de infecções em geral no país. E, sobretudo, para ampliar o nível de consciência dos grupos de risco sob maior exposição ao contágio, alertando-os para a realidade, ainda inescapável, de que, mesmo sob algum nível de controle de letalidade, a AIDS ainda é mortal.


Fonte: O Globo
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aumento do vírus HIV cresce entre jovens gays em 2011

De acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, o vírus HIV aumentou entre jovens homossexuais de 15 a 24 anos.

Em 1990, a Aids correspondia a 25,2% dos homens infectados nesta faixa etária. Agora, em 2011, o número aumentou para quase o dobro, chegando em 46,4% de infectados.

Devido a esses dados, a campanha de 2011 em combate ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, que acontece no dia 1º de dezembro, será focada em jovens gays.

"Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos que falar dos (sic) travestis. Temos uma preocupação específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse setor. Achamos que para esse público não falta conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir a Aids HIV é a camisinha", afirmou Alexandre Padilha, ministro da saúde.

Mulheres entre 13 e 19 anos também terão destaque nesta campanha. Segundo relatório, essa faixa de idade é a única em que há mais mulheres infectadas pelo HIV do que homens. Geralmente, meninas dessa idade acabam cedendo à pressão do parceiro em fazer sexo sem camisinha.


Fonte: A Capa
Enviado por: Ewerton Souza

Reunião da RNAJVHA e Departamento de DST/Aids e HV

Prezados (as) Senhores (as),

A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV\Aids está em parceria com o CONJUVE (Conselho Nacional de Juventude) para a realização de uma reunião com o Departamento de DST\Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde no dia 07 de Dezembro de 2011.

A RNAJVHA+Brasil estará presente na II Conferência Nacional de Juventude representada por seis delegados, uma articulação que está sendo feita intersetorialmente entre a rede e o conselho de juventude.

Para reunião no Departamento estarão presentes, José Rayan e Kleber Mendes, e a pauta da reunião será o plano de enfrentamento a juvenização das DST\HIV-Aids.

Para participação na II Conferência Nacional de Juventude que ocorrerá dos dias 09 á 12 de Novembro, estarão presentes os seguintes jovens:
  1. José Rayan
  2. Hugo Soares
  3. Natasha Brás
  4. Cinthia 
  5. Kleber Mendes
  6. Jadilson Neto
Nos colocamos a disposição para esclarecimentos e informações adicionais, assim como deixamos meus votos de estima e consideração.


Fonte: e-Group da RNAJVHA
Enviado por: José Rayan
Contato: jovensbrasil@yahoo.com.br

Laço vermelho em todas as cidades do país

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a Associação Brasileira de Municípios (ABM) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) estão promovendo mobilização para que os 5.565 municípios participem da Campanha do Laço Vermelho 2011. A iniciativa foi idealizada pela Unaids que em conjunto com municípios e governo federal enviaram às prefeituras cartas lembrando que em 1º de dezembro comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

A proposta é que todos os prefeitos e prefeitas instalem um laço vermelho, símbolo da data, em um marco de referência de sua cidade. E sugerem, ainda, que sejam realizados eventos locais para marcar a data. Os municípios também são convidados a compartilhar os resultados divulgados pela mídia da ação realizada em cada cidade e receberão certificados de participação. Fotos, notícias de jornais e clippings sobre os eventos devem ser enviados para o escritório do Unaids no Brasil, no e-mail imprensaunaidsbrazil@unaids.org.

A Prefeitura de Alagoa (MG) saiu na frente e já oficializou a participação do município na Campanha do Laço Vermelho. No ano passado Alagoa também foi a primeira cidade do país a ingressar na Campanha. De 25 de novembro a 05 de dezembro, laços vermelhos serão fixados em pontos estratégicos da cidade e ações de conscientização serão desenvolvidas pela equipe da prefeitura com jovens e adolescentes na Escola Estadual Maria do Carmo Lima Pinto no dia 1º de Dezembro.

O laço vermelho foi escolhido como símbolo na luta contra a doença em 1991, em Nova York. Os autores inspiraram-se nas faixas amarelas que condecoravam os veteranos da Guerra do Golfo. A cor vermelha expressa uma relação com o sangue, o amor e a infecção pelo HIV. O símbolo foi criado como forma de homenagear os mortos pela doença e também para ajudar na conscientização sobre a seriedade da epidemia.


Fonte: Departamento Nacional de DST/Aids e HV
Contato: (61) 3306-7010/7016/7024/7051
Enviado por: João Geraldo Netto

SUS mantém epidemia de aids estabilizada no Brasil

O investimento do Sistema Único de Saúde na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de saúde, mantém sob controle a epidemia de aids no Brasil. De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, a prevalência (estimativa de pessoas infectadas pelo HIV) da doença permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência (novos casos notificados) teve leve redução de 18.8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010.

"O Brasil segue a tendência mundial de redução de casos e óbitos ao longo dos anos. As pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença, graças ao acesso aos medicamentos", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele reforçou que o Ministério da Saúde está investindo na expansão da testagem rápida para garantir que o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo. "Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a doença", destaca.

Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010. "A redução vertical, mesmo num período muito curto, já demonstrou um impacto positivo da ampliação do acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal", destacou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Em relação à taxa de mortalidade, o Boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.

O boletim, no entanto, chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos.  Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de aids notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre jovens.

O quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que acontece em 1 de dezembro.

A campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan "A aids não tem preconceito. Previna-se", reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à aids entre jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/aids. Também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.


Fonte: Departamento Nacional de DST/Aids e HV
Contato: (61) 3306-7010/7016/7024/7051
Enviado por: Hugo Soares

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ministério da Saúde: aids aumenta em jovens homossexuais

A presença do vírus HIV em jovens homossexuais entre 15 e 24 aumentou entre 1990 e 2011, segundo informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde. Há 21 anos, 25,2% dos homens nesta faixa etária infectados com o vírus da aids faziam sexo com outros homens. Esse percentual quase dobrou este ano, atingindo 46,4%.

De acordo com a previsão do ministério, a chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é aproximadamente 13 vezes maior quando se compara este grupo com os jovens em geral. Na campanha de 2011 para o dia mundial de luta contra a aids, celebrado no próximo dia 1º de dezembro, o ministério vai propor a discussão contra o preconceito e a discriminação dessa população.

O aumento da presença do vírus HIV nessa população específica é considerado preocupante pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, o foco da pasta na próxima campanha contra a aids será esse grupo, incluindo os jovens travestis.

"Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos que falar dos travestis. Temos uma preocupação específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse setor. Achamos que para esse público não falta conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir a aids HIV é a camisinha", afirmou Padilha.

O crescimento do número de pessoas infectadas nessa faixa da população é uma tendência mundial, segundo relatório do programa de HIV/aids das Nações Unidas (Unaids). Em 2010, houve mais de sete mil novas infecções por dia em todo o mundo, sendo 34% em jovens entre 15 e 24 anos. Com isso, a determinação da Unaids é que os países reduzam pela metade a transmissão sexual do vírus da aids entre jovens gays até 2015.

Outro grupo que ganhará a atenção redobrada do ministério é o de mulheres jovens, entre 13 e 19 anos. Segundo dados da pasta, esta é a única faixa etária em que há mais mulheres infectadas pelo HIV do que homens. No geral, 0,41% da população feminina brasileira tem o vírus da aids, contra 0,82% dos homens. Em 2011, 137 meninas nessa faixa etária foram identificadas como portadoras do vírus, contra 110 meninos. A quantidade de mulheres entre 13 e 19 anos infectadas pelo HIV é maior que a de homens pelo menos desde 1998.

Diminuição do número de mortes
Houve uma diminuição do número de óbitos causados pelo vírus da aids no Brasil. Em 2009, 12,097 mil pessoas morreram por conta de doenças decorrentes do HIV, contra 11,965 em 2010. Desde 1980 (quando foi registrado o primeiro caso de pessoa com o vírus no País) até 2011, 241,5 mil pessoas já morreram por causa da aids ¿ de um universo de 608,2 mil infectados desde então. O coeficiente de mortalidade, no entanto, permanece estável em 6,3 mortes a cada 100 mil habitantes.


Fonte: Terra
Por: Luciana Cobucci
De: Brasília
Enviado por: João Geraldo Netto

II Encontro de Jovens Gays e Travestis debate a campanha do Dia Mundial Contra a AIDS


A Aids não tem preconceito, esse é o mote da campanha de 01 de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, realizada pelo Departamento Nacional de DST/aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. A campanha será lançada durante a Conferência Nacional de Saúde, de 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011, em Brasília.

O assunto foi discutido hoje, na primeira mesa de debates do II Encontro Nacional de Jovens Gays, outros HSH e Travestis, em São José do Rio Preto, São Paulo. Participaram do debate o Diretor Adjunto do Departamento Nacional de DST/aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, Toni Reis, presidente da ABGLT, Jean Dantas, pelo Programa Estadual de DST/aids de São Paulo e Kleber Mendes, da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids.

No debate, o tema da campanha de prevenção de 01 de dezembro, a implementação do Plano de Enfrentamento da Epidemia de HIV/aids entre Gays, outros HSH e Travestis e equipamentos de promoção da testagem rápida em HIV/aids.

O projeto Quero Fazer, um piloto de oferecimento da testagem gratuita do HIV em funcionamento em três cidades do país, Recife, Rio de Janeiro e Brasília foi apresentado e debatido. Toni Reis, presidente da ABGLT, defende a criação desses equipamentos. "A testagem tem que ser oferecida no cotidiano das pessoas". A iniciativa se mostra necessária quando se leva em consideração o percentual de casos de diagnóstico tardio de HIV que, segundo Eduardo Barbosa, gira em torno de 48%.

A abertura do encontro, hoje, contou com a presença do presidente do Conselho Nacional de Juventude, Gabriel Medina. Cerca de 80 jovens representando 23 estados da federação participam do encontro, que é organizado pela Associação de Populações Vulneráveis, com apoio do Departamento Nacional de DST/aids, Programa Estadual de DST/aids de São Paulo, ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e RNAJVHA - Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids.


Fonte: 180 Graus
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ao Ministro Alexandre Padilha

AC/ Exmo.sr. Ministro da Saúde – Alexandre Padilha
Ministério da Saúde

Nós adolescentes e jovens que vivemos com HIV/AIDS de todo país, integrantes da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS reconhecemos a importância da sociedade civil como um dos principais atores responsáveis pela resposta brasileira a AIDS, tida hoje como exemplo para países no mundo inteiro.

Estamos com uma epidemia que completou 30 anos e houve avanços em muitos aspectos, tanto para acesso universal a tratamento, distribuição de preservativos nos postos de saúde, dentre outras ações, que levaram ao Brasil a ser reconhecido como o melhor programa de AIDS do Mundo, sendo que muitas destas iniciativas para chegar a esse reconhecimento se deram por política de ousadas, quando muitas pessoas não acreditavam que estas iniciativas do governo Brasileiro não obteriam quaisquer resultado, muitas infecções e vidas foram salvas por estas iniciativas, um país que era pobre e despontou em suas brilhantes ações .

Entendemos que uma das principais ferramentas de redução do estigma e preconceito bem como as ações de prevenção são as campanhas que atingem uma importante parcela da sociedade, o que acaba conscientizando sobre a prevenção, e diminuindo de uma certa forma o impacto do preconceito e do estigma as pessoas que vivem com AIDS ainda hoje tão marginalizadas.

O tema da campanha deste 01 de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra a AIDS será jovens Gays. Que segundos dados do próprio Ministério da saúde a taxa de prevalência do HIV na população de gays e outros HSH com mais de 18 anos das 10 cidades pesquisadas (pesquisa essa realizada pelo Ministério da saúde) foi de 10,5%. O dado encontrado é consistente com estudos anteriormente realizados em algumas cidades do Brasil e característico de uma epidemia concentrada. A prevalência na população masculina brasileira de 15 a 49 anos é estimada em 0,8%. Significa afirmar que o risco de infecção entre gays e outros HSH é cerca de 10 vezes maior que entre homens heterossexuais.

Neste sentido, para nós é motivo de indignação que estamos a 10 dias do dia 01 de Dezembro – dia mundial de luta contra AIDS e saber que o recursos para as ações da campanha de primeiro de dezembro de 2011, no qual os recursos que foram destinados para estás ações são insuficientes para a sua eficácia.

Para nós está claro a falta de compromisso do governo com todas as pessoas que hoje vivem com AIDS no país, com a sociedade civil organizada e movimento social como um todo, tão importantes para que esse Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais se tornasse referência para o mundo na resposta brasileira a epidemia.

Estamos manifestando nossa preocupação com a forma que esta sendo tratado este tema e a forma que está sendo conduzida, e principalmente o pouco recurso que está sendo destinada a uma campanha tão importante como essa. Espero que o Ministério da Saúde, e o senhor Ministro repense a forma que está conduzindo todo esse processo, e pensem principalmente no impacto negativo que terá na vida de todas as pessoas que vivem com AIDS espalhadas em todas as regiões do país, principalmente os jovens gays que vivem com AIDS tão estigmatizados e tão excluídos de uma sociedade democrática que prega a liberdade de expressão e o direito de ir vir.

A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens que Vivem com HIV/AIDS do Brasil (RNAJVHA+Brasil) Manifesta neste documento sua preocupação e indignação e aguarda um posicionamento e um retorno do Ministério da Saúde quanta a tudo já exposto neste documento.

José Rayan Damião de Oliveira
Coordenador Nacional da RNAJVHA
A juventude dá seu Recado!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Jovens serão alvo de campanha contra a Aids em 2011

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta segunda-feira (21) que a nova campanha contra a Aids que será lançada em 1º de dezembro terá como foco principal mulheres entre 13 e 29 anos e o segmento de homens que fazem sexo com homens (HSH) com idade de 13 a 24 anos.

O anúncio foi feito durante a divulgação do balanço de soropositivos no mundo das Nações Unidas. Segundo a Unaids, braço da organização que mantém iniciativas e estatísticas sobre a doença, até o fim de 2010, 34 milhões de pessoas no mundo conviviam com o vírus HIV, que pode causar a Aids.

No Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde no ano passado, a ocorrência de Aids em jovens de 13 a 24 anos de idade equivale a 11,3% (66.751) dos casos acumulados no país desde 1980 até junho 2010.

De acordo com Padilha, além de se voltar para este público, a campanha, que vai até o período do Carnaval, utilizará novas estratégias de comunicação, como veiculação de propaganda na TV a cabo e uso das redes sociais.

"Ou nós, que somos profissionais de saúde e militantes da luta contra a Aids, percebemos que a mensagem de hoje é diferente da mensagem que tinha 20 anos atrás, ou nós vamos perder a luta de informação pra mudar a atitude dessa nova geração", disse.

O ministro também informou que serão adotados novos mecanismos para alcançar o público das regiões Norte e Nordeste e das cidades do interior. De janeiro até o Carnaval de 2012, a pasta investirá cerca de R$ 14 milhões nas campanhas. O valor total para este ano é de cerca de R$ 16 milhões.

Ele disse ainda que haverá uma combinação de propaganda na mídia impressa com ação direta, como as campanhas que ocorrem nas festas de Carnaval.
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Fonte: Globo News e G1
 

Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ministro da Saúde fala sobre os desafios brasileiros para conter a AIDS

Alexandre Padilha disse que os desafios incluem o combate ao preconceito e a ampliação do diagnóstico precoce. O ministro da Saúde também falou que vai ser feito o uso das redes sociais para orientar as pessoas.
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Fonte: Globo News
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Direitos Fundamentais

Pela Constituição brasileira, os portadores do HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos. Entre eles: dignidade humana e acesso à saúde pública e, por isso, estão amparados pela lei. O Brasil possui legislação específica dos grupos mais vulneráveis ao preconceito e à discriminação, como homossexuais, mulheres, negros, crianças, idosos, portadores de doenças crônicas infecciosas e de deficiência.

Em 1989, profissionais da saúde e membros da sociedade civil criaram, com o apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids. O documento foi aprovado no Encontro Nacional de ONG que Trabalham com Aids (ENONG), em Porto Alegre (RS).

I - Todas as pessoas têm direito à informação clara, exata, sobre a aids.
II – Os portadores do vírus têm direito a informações específicas sobre sua condição.
III - Todo portador do vírus da aids tem direito à assistência e ao tratamento, dados sem qualquer restrição, garantindo sua melhor qualidade de vida.
IV - Nenhum portador do vírus será submetido a isolamento, quarentena ou qualquer tipo de discriminação.
V - Ninguém tem o direito de restringir a liberdade ou os direitos das pessoas pelo único motivo de serem portadoras do HIV/aids, qualquer que seja sua raça, nacionalidade, religião, sexo ou orientação sexual.
VI - Todo portador do vírus da aids tem direito à participação em todos os aspectos da vida social. Toda ação que visar a recusar aos portadores do HIV/aids um emprego, um alojamento, uma assistência ou a privá-los disso, ou que tenda a restringi-los à participação em atividades coletivas, escolares e militares, deve ser considerada discriminatória e ser punida por lei.
VII - Todas as pessoas têm direito de receber sangue e hemoderivados, órgãos ou tecidos que tenham sido rigorosamente testados para o HIV.
VIII - Ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para o HIV/aids, sem o consentimento da pessoa envolvida. A privacidade do portador do vírus deverá ser assegurada por todos os serviços médicos e assistenciais.
IX - Ninguém será submetido aos testes de HIV/aids compulsoriamente, em caso algum. Os testes de aids deverão ser usados exclusivamente para fins diagnósticos,  controle de transfusões e transplantes, estudos epidemiológicos e nunca qualquer tipo de controle de pessoas ou populações. Em todos os casos de testes, os interessados deverão ser informados. Os resultados deverão ser transmitidos por um profissional competente.
X - Todo portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja seu estado de saúde e o resultado dos seus testes.
XI - Toda pessoa com HIV/aids tem direito à continuação de sua vida civil, profissional, sexual e afetiva. Nenhuma ação poderá restringir seus direitos completos à cidadania.

Veja também
Direitos dos soropositivos:


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Apresentação do Relatório Final do Planejamento Estratégico

Em reunião realizada na quinta feira (27), em Brasília, representantes da Rede de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS apresentaram ao Departamento de DST, AIDS e Hepatities Virais, do Ministério da Saúde, o relatório final do planejamento estratégico para o biênio da atual gestão da RNAJVHA. Também foram colocadas as demandas para o próximo ano, como a realização dos encontros regionais de adolescente e jovens soropositivos e de um seminário nacional de juventude e aids, com a participação dos gestores públicos.

Outra demanda foi a dificuldade de entendimento da questão da idade dos jovens nas coordenações municipais e estaduais de DST/AIDS. De acordo com o coordenador da Rede de Jovens, José Rayan, ainda não há uma clareza sobre a classificação da faixa etária da juventude. "O próprio movimento social não tem essa problemática bem definida, precisamos que o Departamento também leve esse debate aos estados", afirmou.

Ainda foi solicitado ao Departamento, apoio técnico e político para o desenvolvimento de um projeto de acolhimento e vivência, que será pleiteado através de um edital da União Europeia.

Para José Rayan, a aproximação com o Departamento está sendo importante não só para o financiamento, como também para dar visibilidade às ações da RNAJVHA. "Estamos desenvolvendo uma relação muito saudável e podemos notar o interesse do Departamento em acompanhar e apoiar nossas atividades", disse.



Fonte: Jovens Positivos Brasil
Enviado por: José Rayan

Série Qualidade de Vida - Vacinação de soropositivos

O soropositivo deve ser avaliado por um médico antes de tomar qualquer vacina para se prevenir de doenças. Se estiverem com a imunidade muito baixa, não devem receber vacinas compostas por bactérias ou vírus vivos. Diversos estudos mostram que a resposta aos organismos invasores é menor em soropositivos com pouca concentração de linfócitos T CD4+, células de defesa do organismo. Por isso, normalmente os soropositivos sintomáticos não têm boa resposta às vacinas. Portanto, na tentativa de obter uma resposta imunológica ideal, todas as vacinas devem ser dadas no curso da infecção pelo HIV, o mais precocemente possível.
Orientações para adultos
  • Vacina contra a bactéria causadora da pneumonia (pneumococo): a resposta é melhor na fase em que as células CD4+ estão acima de 350/mm3.
  • Vacina contra hepatite B: deve ser tomada somente quando indicada pelo médico. Indicações para: usuários de drogas injetáveis, homossexuais sexualmente ativos, prostitutas, homens e mulheres com atividade sexual e doenças sexualmente transmissíveis ou mais de um parceiro sexual nos últimos seis meses e pessoas que vivem na mesma casa ou tiveram contato sexual com portadores da hepatite B.
  • Vacina contra a bactéria causadora da meningite (Haemophilus influenzae tipo b): a resposta é mais eficiente nos estádios precoces da infecção pelo HIV.
  • Vacina contra tétano-difteria: a recomendação geral é de uma dose de reforço a cada 10 anos.
  • Vacina inativada contra o vírus causador da poliomielite: é preferível à vacina oral, no soropositivo e seus comunicantes próximos.
  • Vacina contra a gripe A H1N1 (gripe suína): deve ser tomada somente quando indicada pelo médico.

Orientações para crianças
As crianças menores de um ano, com suspeita de infecção pelo HIV ou com diagnóstico definitivo de infecção pelo HIV devem seguir orientação médica especializada.


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Terapias complementares

Além do tratamento existente com os remédios antirretrovirais, exercícios físicos e alimentação equilibrada, há algumas práticas que o soropositivo pode adotar que melhoram a saúde e a autoestima. As chamadas terapias complementares estão disponíveis nas unidades públicas de saúde de todo o país e devem ser indicadas por profissionais e avisadas ao médico.

Apesar de fazerem bem à saúde, não podem substituir os medicamentos, pois não combatem a aids. Essas terapias são muito utilizadas para reduzir o estresse e os efeitos colaterais dos coquetéis, melhorar o sistema imunológico, aliviar a dor e auxiliar no tratamento de infecções oportunistas. As mais comuns são: acupuntura, homeopatia, massagens (shiatsu e reflexologia), práticas físicas (yoga e Tai Chi Chuan), além do consumo de algumas ervas medicinais.

Acupuntura

A técnica milenar da medicina chinesa consiste em estimular, com finas agulhas, determinados pontos do corpo por onde a energia circula. Vem sendo muito utilizada entre soropositivos para minimizar efeitos colaterais como enjoos, náuseas, vômitos e dores em geral. No Brasil, é reconhecida como especialidade médica há quase uma década.

Homeopatia
Não trata nenhuma doença específica, mas combate as causas dos sintomas. Esses remédios estimulam as forças internas do organismo e os processos de manutenção e recuperação da saúde. Criada em 1796, pelo médico alemão Samuel Hahnemann, foi reconhecida como especialidade médica no Brasil, em 1980, pelo Conselho Federal de Medicina.

Shiatsu
Utiliza os mesmos pontos e princípios da acupuntura e a pressão é feita com a polpa dos dedos. Os benefícios são: melhora do sistema circulatório, maior flexibilidade aos músculos, recuperação do equilíbrio do sistema ósseo, melhor funcionamento do sistema digestivo e maior controle do sistema endócrino. Também ajuda a tratar o estresse, dores de cabeça e musculares e artrite. Deve ser evitada em pessoas com inflamações, febre, anemias ou que estejam debilitadas fisicamente. Quem sofre de osteoporose pode fazer, mas com toques leves, já que os ossos já estão frágeis. Essa massagem é tradicionalmente do Japão, criada em 1925., mas tem suas raízes na milenar medicina chinesa.

Reflexologia
É uma prática da Medicina Natural que consiste na aplicação de pressões rítmicas em pontos localizados nos pés e nas mãos, que correspondem às diferentes zonas do corpo. Ajuda a recuperar o bem-estar; a aliviar o estresse, a angústia, a depressão, a ansiedade, a dor de cabeça, a síndrome pré-menstrual, a asma, os problemas digestivos, entre outros. Deve ser evitada em caso de gravidez, pois a pressão em certos pontos reflexos dos pés pode levar a contrações uterinas.

Ervas medicinais
São muito utilizadas em todas as regiões do país e estão sendo implantadas no Sistema Único de Saúde (SUS). São usadas em substituição a alguns medicamentos industrializados. Mas devem ser consumidas com cuidado, pois algumas são proibidas para quem toma remédios antiaids.

Apesar de beneficiarem pessoas saudáveis, a Erva de São João (Hipérico), o Kava Kava e o óleo de alho em cápsulas podem comprometer o tratamento e pode causar a resistência do vírus ao tratamento. O importante é sempre conversar com o médico sobre as alternativas de terapias complementares e nunca se automedicar. Saiba mais sobre a reação dos remédios com algumas ervas.


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

domingo, 6 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Saúde mental

O impacto na saúde mental pode acontecer desde o momento do diagnóstico positivo. O medo da morte, por exemplo, pode levar à depressão e ao isolamento. Esses momentos merecem receber atenção especial, pois afetam não só o emocional e psicológico do paciente como também seu sistema imunológico.

Distúrbios de comportamento, como depressão, agitação, dependência e abuso de álcool, drogas e tabaco, entre outros, são frequentes em soropositivos. Pode não parecer, mas o diagnóstico precoce é fundamental para oferecer maior qualidade de vida, pois permite o acompanhamento da doença antes de surgirem os sintomas.

A falta de concentração, atenção e memória fraca, chamados distúrbios cognitivos, também podem estar associadas ao HIV e têm evolução bem variada. É importante estar sempre atento às mudanças do corpo e relatar aos médicos caso alguns desses sintomas apareça. Essas questões psicológicas ou psiquiátricas são normalmente tratadas pelas equipes multidisciplinares dos Serviços de Assistência Especializada (SAE), quando contam com profissionais de saúde mental. No caso de transtornos mais graves, é recomendado o encaminhamento para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto