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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Governo apóia Rede de Jovens na elaboração do plano juvenil de enfrentamento da aids



Representantes da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids estiveram reunidos, em Brasília, nessa terça, na primeira reunião do ano da agenda de políticas públicas de combate à epidemia na juventude. O objetivo do encontro foi debater a criação do plano nacional de enfrentamento da Aids entre os jovens. Promovida pela Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República, a reunião também contou com a participação do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e de entidades do movimento LGBT.

Para o coordenador nacional da Rede de Jovens, José Rayan, a reunião foi um marco para o plano de juvenização. Ele lembrou que, além das questões relacionadas à saúde, o plano deverá contemplar todo o contexto social dos jovens vivendo com HIV e Aids. "Queremos que as políticas tenham uma visão ampla da nossa vivência e que promovam a cidadania, seja na escola, no trabalho e nos diversos espaços da sociedade", afirmou.

O diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa falou da necessidade do fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento do HIV/Aids voltadas para a juventude e ressaltou a importância do desenvolvimento de uma ação interministerial. Segundo ele, o momento é de encontrar soluções nas ações que já existem, como o SPE (Programa de Saúde e Prevenção nas Escolas), do Ministério da Educação.

"A Rede de Jovens amplia seu espaço de diálogo com outros setores de governo, trazendo para a pauta questões que ultrapassam as ligadas ao tratamento e cuidado em saúde. A ação em parceria com a Secretaria da Juventude agrega um conjunto de questões que podem colaborar para os vários contextos do viver e juventude, potencializando as ações da Rede e voltados para adolescentes e jovens vivendo com HIV e Aids em programas do Governo Federal", disse Barbosa.

A reunião terminou com o comprometimento dos participantes em apresentar, em curto prazo, as diretrizes norteadoras para a elaboração do plano. O grupo deverá se reunir novamente ainda no primeiro semestre para discutir as propostas dos movimentos sociais e do Governo. A Secretária Nacional de Juventude, Severine Macedo, afirmou que a Secretaria vai continuar apoiando o debate proposto pela Rede de Jovens.


Enviado por: José Rayan

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

RNAJVHA+Brasil discute epidemia de AIDS entre jovens gays

O aumento dos casos de AIDS entre os jovens gays ganhou destaque na imprensa nos últimos dias, após a divulgação do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Este ano, a campanha do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS vai ser direcionada, principalmente, a esse público. O tema também está sendo discutido amplamente na Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS.

No último final de semana, a Rede de  Jovens participou do II Encontro Nacional de Jovens Gays,HSH e Travestis, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Na abertura do evento, o coordenador nacional da RNAJVHA,  José Rayan, lembrou que a comunidade gay foi a principal afetada pela epidemia de AIDS e por isso precisa fazer a prevenção primária e secundária do HIV. "A aproximação com o movimento LGBT é fundamental para combater não somente a epidemia biológica do vírus, como também a ideológica do estigma e do preconceito, além de lutar pelos direitos", afirmou.

No encontro, José Rayan também apresentou a proposta de criação de um plano nacional de enfrentamento da AIDS entre os jovens. Ele também ressaltou a importância da união entre as agendas como forma de fortalecer o diálogo e pautar demandas conjuntas nas várias instâncias."Participamos do processo de organização do encontro, e diagnosticamos que é preciso se pensar, planejar e executar ações que unam os movimentos para um impacto maior na prevenção e no combate ao preconceito e estigma, seja por AIDS, por homofobia, ou qualquer outro tipo de preconceito", disse.

O coordenador da AGLBT, Toni Reis, comemorou a união  das agendas do movimento gay e da Rede de Jovens. "A Rede é uma parceira estratégica para enfrentamento da epidemia e diminuição das infecções entre jovens gays". Toni também criticou a diminuição dos recursos para ações de prevenção a população LGBT. "É preciso que seja executado o pacto federativo, os municípios e os estados tem que assumir o seu papel na prevenção a AIDS,  houve uma diminuição substancial com a descentralização dos recursos", alertou.


Fonte: Site da RNAJVHA
Enviado por: José Rayan

Programa da ONU vê Brasil como referência no tratamento da aids

Desde que descobriu ser portador do vírus HIV, há 22 anos, o ex-professor de educação física Aguinaldo José Gomes toma, todos os dias, o coquetel de medicamentos que mantém seu organismo resistente à doença. Na época do diagnóstico, ele morava havia quatro anos em Lisboa, onde estudava literatura. Depois de ter descoberto ser soropositivo, o então bolsista ainda ficou um ano na capital portuguesa recebendo a medicação gratuitamente. "Mas depois desse tempo fiquei psicologicamente abalado e senti saudade. Eu queria colo, a minha terra, a minha família", lembra.

Em 1990, Aguinaldo voltou ao Brasil. Naquela época, a aids era uma doença sobre a qual ainda havia poucas informações. O medo era inevitável. "Eu estava perto dos 30 anos de idade e tive que lidar com a morte numa fase produtiva da vida", conta. A angústia aumentou quando ele descobriu que, por causa dos medicamentos que vinha tomando, seu organismo não se enquadrava no protocolo à época vigente no Brasil para acesso gratuito à medicação. "Aí comecei outra luta: convencer os médicos a me receitarem os medicamentos", contou Aguinaldo, hoje com 51 anos de idade.

De 1990 para cá, muita coisa mudou no Sistema Único de Saúde (SUS) em relação ao atendimento a portadores do HIV. Hoje, as autoridades do País destacam que o programa brasileiro é apontado como referência pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids). Segundo divulgou o Ministério da Saúde na segunda-feira, a prevalência da doença estimativa de pessoas infectadas permanece estável em 0,6% da população brasileira.

O País investe R$ 1,2 bilhão anuais no combate à doença, em ações que vão desde entrega de medicamentos e assistência aos soropositivos até a realização de testes, campanhas publicitárias e distribuição de preservativos. Em 2012, governo quer ampliar diagnóstico.

Aplicação eficiente de recursos
Um dos pontos altos do programa é o acesso universal aos medicamentos de combate ao HIV. O país foi um dos pioneiros a distribuir, gratuitamente, toda a medicação necessária para o combate ao vírus, investimento que, este ano, chegará a R$ 846,7 milhões. De acordo com diretor do Departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, 97% dos brasileiros diagnosticados com Aids, ou seja, 215 mil pessoas recebem os 20 medicamentos atualmente usados no tratamento.

Greco conta que, desses, 10 são produzidos nacionalmente, sendo um deles por meio de quebra de patente, em 2007. "Eu teria que desembolsar de R$ 6 mil a R$ 8 mil por mês com medicamentos se tivesse que pagar por eles", calcula Aguinaldo Gomes. Cada exame de genotipagem que ele precisa fazer três vezes por ano para verificar se seu organismo desenvolveu resistência a algum dos medicamentos custaria, em média, R$ 2,5 mil.

O diretor da Unaids no Brasil, Pedro Chequer, ressalta que um relatório divulgado pelo órgão aponta que o governo brasileiro foi muito mais eficiente do que o da Rússia, por exemplo, na aplicação dos recursos no combate ao HIV. Segundo o relatório, os US$ 600 milhões aplicados pelo Brasil durante todo o ano de 2008 foram mais bem direcionados que os US$ 800 milhões investidos pelos russos no combate à Aids no mesmo período.

"A Unaids conclui efetivamente que o Brasil tem um modelo estratégico bastante adequado do ponto de vista da realidade do País, pois visa a otimizar a utilização dos recursos, concentrando seus esforços nas populações mais vulneráveis", afirmou o diretor.

Testes durante a Copa
Segundo Chequer, no entanto, ainda há lacunas no programa brasileiro que precisam ser preenchidas. Entre elas, as diferenças regionais no acesso a informações. "Muitos municípios das regiões norte e nordeste do País ainda não têm acesso ao diagnóstico mais rápido, ao tratamento da doença e a ações mais efetivas de prevenção", destaca o diretor.

Considerando a estimada parcela da população que ainda desconhece estar contaminada pelo HIV por não ter realizado o teste, entre 200 e 230 mil pessoas, a cobertura do tratamento gratuito cairia dos 97% para algo entre 60% e 79%.

"O grande desafio hoje do Brasil é ampliar o acesso ao diagnóstico para que se possa, até 2015, chegar a mais de 80% de cobertura (de todos os infectados)", avalia Chequer, ressaltando que esse índice já é registrado hoje por países como Botsuana, Chile e Cuba.

O ministério garante que um dos principais objetivos da política nacional de combate ao HIV em 2012 será elevar o índice de diagnósticos precoces. "Este hoje é o foco no mundo inteiro", afirma Greco. Segundo ele, o governo deve ampliar a quantidade de locais para realização de testes rápidos, cujo resultado sai em 30 minutos.

O diretor explica que atualmente os exames são oferecidos em locais públicos, especialmente em datas festivas como o Carnaval, paradas de orgulho gay e no Dia Mundial de Combate à Aids, em 1º de dezembro. O ministério também planeja oferecer testes gratuitos aos torcedores durante a Copa do Mundo de 2014. "Neste ano, foram realizados mais de 3 milhões de exames rápidos, e a meta é alcançar mais de 7,5 milhões de testes no ano que vem", afirma.

O presidente da ONG Pela Vida, Mário Scheffer, calcula que cerca de 45% das pessoas diagnosticadas estão chegando tardiamente ao serviço de saúde e não se beneficiam do acesso à medicação. "É preciso ampliar a testagem e o número de beneficiados pelo tratamento. Apesar dos esforços, 12 mil pessoas ainda morrem todos os anos de aids no Brasil."

Parceria com a África
O programa também estabeleceu diversas parcerias com países das Américas do Sul e Central, assim como da África, para troca de informações sobre tratamento e prevenção do HIV. De acordo com o ministério, o Brasil doa medicamentos para 26 países, entre eles os vizinhos Argentina, Bolívia, Chile, e alguns africanos que registram altos índices de soropositivos, como Botsuana, Quênia e Zâmbia.

Por meio da parceria com Moçambique, o governo autorizou a transferência de tecnologia para a construção de uma fábrica de medicamentos antirretrovirais em Maputo. "É uma troca. Também aprenderemos com eles a lidar com situações mais complexas do que as nossas", afirma Greco. Ele conta que a pré-produção de medicamento na capital moçambicana deve começar já no próximo ano.

Falhas no abastecimento
Apesar de considerado modelo em âmbito internacional, internamente o programa brasileiro de combate ao vírus HIV recebe críticas de ativistas de organizações que prestam apoio a portadores da doença. Segundo eles, uma grande dificuldade encontrada pelos pacientes são as falhas no abastecimento de medicamentos.

"O governo ainda não tem uma estrutura que garanta continuidade na compra dos medicamentos, há sempre problemas no processo burocrático. Isso prejudica o tratamento", critica Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de ONGs/Aids de São Paulo. Ele conta que, no ano passado, houve falta de uma medicação nos estoques do SUS durante quatro meses. Dirceu Greco admite as falhas e garante que o governo estuda maneiras de vencer a burocracia e evitar o desabastecimento temporário.

Mário Scheffer defende ainda que o Brasil retome a política de quebra de patentes e amplie a produção nacional de genéricos. Ele ressalta que uma das estratégias para conseguir oferecer medicamento a tantos soropositivos foi a produção nacional de antirretrovirais. "A política tem sido pouco transparente, o Brasil está pagando muito caro pelos medicamentos que produz", reclama.

Apesar das críticas, no entanto, os ativistas que apoiam portadores de HIV e lutam por seus direitos elogiam o pioneirismo ao estabelecer por meio de lei, há 15 anos, que todos os infectados teriam acesso gratuito a tratamento. "A garantia em 1996 do acesso ao tratamento de forma gratuita foi a maior conquista desses 30 anos da epidemia no Brasil", diz Pinheiro.

Para Aguinaldo Gomes, o acesso gratuito à medicação e a adesão ao tratamento foram essenciais para ele superar a doença e continuar a fazer planos. "Esperei a morte chegar uma semana, um mês, três meses. Vi que ela não chegava. Então comecei a viver. E há 22 anos a morte não chega."


Fonte: Terra
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Veja lista dos estados com maior incidência de Aids em 2010

O Rio Grande do Sul é o estado com maior incidência de Aids no país, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde - veja lista de estados no quadro. A taxa de incidência de casos da doença é de 37,6 para cada 100 mil habitantes.


Estados com maior incidência de Aids





UF Casos* | UF Casos*
Rio Grande do Sul 37,6 | Distrito Federal 15,8
Roraima 35,7 | Maranhão 14,1
Amazonas 30,9 | Goiás 14
Santa Catarina 30,2 | Bahia 12
Rio de Janeiro 28,2 | Minas Gerais 12
Espírito Santo 20,4 | Sergipe 11,9
Pará 19,5 | Ceará 11,1
Paraná 19 | Piauí 11
Mato Grosso do Sul 17,9 | Rio Grande do Norte 10,6
Mato Grosso 17,4 | Alagoas 10,6
Amapá 17,2 | Paraíba 10,5
Pernambuco 17 | Tocantins 9,5
Rondônia 16,6 | Acre 7,2
São Paulo 15,9







* Casos por 100 mil habitantes

O segundo estado que, porporcionalmente a sua população, tem mais registros é Roraima, com 35,7 casos por 100 mil habitantes.

Em terceiro lugar no ranking está Amazonas, com índice de 30,9 por 100 mil, seguido por Santa Catarina (30,2) e Rio de Janeiro (28,2).

Na outra ponta da lista, está o Acre, com 7,2 casos para cada 100 mil habitantes.

Municípios do Sul
Os municípios da região Sul dominam a lista das 14 cidades com mais de 50 mil habitantes que, proporcionalmente, possuem mais casos de Aids.

Em primeiro na lista, está Porto Alegre, com taxa de incidência de 99,8 casos por 100 mil habitantes.

Também localizado no Rio Grande do Sul, Alvorada é a segunda cidade com mais registros de Aids, 81,8 por 100 mil habitantes. Em terceiro no ranking está Balneário de Camboriú (SC), seguido por Uruguaiana (RS) e Sapucaia do Sul (RS).

Regiões
O Sul tem, proporcionalmente, a maior incidência da doença quando comparado às demais regiões do país, apresentando, em 2010, indíce de 28,8 casos por 100 mil habitantes.

Em segundo na lista, está o Norte (20,6), seguido por Sudeste (17,6), Centro Oeste (15,7) e Nordeste (12,6).

Os casos de óbito também são mais numerosos no Sul, onde o coeficiente registrado em 2010 foi de 9 mortos pela doença para cada 100 mil habitantes. O Norte aparece em segundo em mortalidade (6,5 para cada 100 mil).

A região com menos mortos por Aids é o Nordeste. Segundo o Ministério da Saúde, os dados de mortalidade no Sul revelam que a doença tem sido diagnosticada tardiamente na região.

Redução de casos
Os novos casos de Aids e óbitos pela doença sofreram pequena queda em 2010, quando comparados a 2009, segundo dados divulgados nesta segunda pelo Ministério da Saúde.

Foram registrados no país 34,2 mil novos casos de Aids no ano passado, contra 35,9 mil em 2009. De 1980 a junho de 2011, 608.230 pessoas foram infectadas no país. A taxa de incidência da doença passou de 18,8 por 100 mil habitantes em 2009 para 17,9 em 2010.

No ano passado, 11,9 mil pessoas morreram em decorrência da Aids, enquanto em 2009 foram registradas 12 mil mortes. Apesar da leve redução, o coeficiente de mortalidade se manteve igual - 6,3 por 100 mil habitantes.

"Estamos vendo uma tendência de diminuição do número de casos ao longo dos anos, as pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


Faça o download do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde

Fonte: G1
Fonte dos dados: Ministério da Saúde
Enviado por: Rafaela Queiroz

Reunião da RNAJVHA e Departamento de DST/Aids e HV

Prezados (as) Senhores (as),

A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV\Aids está em parceria com o CONJUVE (Conselho Nacional de Juventude) para a realização de uma reunião com o Departamento de DST\Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde no dia 07 de Dezembro de 2011.

A RNAJVHA+Brasil estará presente na II Conferência Nacional de Juventude representada por seis delegados, uma articulação que está sendo feita intersetorialmente entre a rede e o conselho de juventude.

Para reunião no Departamento estarão presentes, José Rayan e Kleber Mendes, e a pauta da reunião será o plano de enfrentamento a juvenização das DST\HIV-Aids.

Para participação na II Conferência Nacional de Juventude que ocorrerá dos dias 09 á 12 de Novembro, estarão presentes os seguintes jovens:
  1. José Rayan
  2. Hugo Soares
  3. Natasha Brás
  4. Cinthia 
  5. Kleber Mendes
  6. Jadilson Neto
Nos colocamos a disposição para esclarecimentos e informações adicionais, assim como deixamos meus votos de estima e consideração.


Fonte: e-Group da RNAJVHA
Enviado por: José Rayan
Contato: jovensbrasil@yahoo.com.br

Laço vermelho em todas as cidades do país

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a Associação Brasileira de Municípios (ABM) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) estão promovendo mobilização para que os 5.565 municípios participem da Campanha do Laço Vermelho 2011. A iniciativa foi idealizada pela Unaids que em conjunto com municípios e governo federal enviaram às prefeituras cartas lembrando que em 1º de dezembro comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

A proposta é que todos os prefeitos e prefeitas instalem um laço vermelho, símbolo da data, em um marco de referência de sua cidade. E sugerem, ainda, que sejam realizados eventos locais para marcar a data. Os municípios também são convidados a compartilhar os resultados divulgados pela mídia da ação realizada em cada cidade e receberão certificados de participação. Fotos, notícias de jornais e clippings sobre os eventos devem ser enviados para o escritório do Unaids no Brasil, no e-mail imprensaunaidsbrazil@unaids.org.

A Prefeitura de Alagoa (MG) saiu na frente e já oficializou a participação do município na Campanha do Laço Vermelho. No ano passado Alagoa também foi a primeira cidade do país a ingressar na Campanha. De 25 de novembro a 05 de dezembro, laços vermelhos serão fixados em pontos estratégicos da cidade e ações de conscientização serão desenvolvidas pela equipe da prefeitura com jovens e adolescentes na Escola Estadual Maria do Carmo Lima Pinto no dia 1º de Dezembro.

O laço vermelho foi escolhido como símbolo na luta contra a doença em 1991, em Nova York. Os autores inspiraram-se nas faixas amarelas que condecoravam os veteranos da Guerra do Golfo. A cor vermelha expressa uma relação com o sangue, o amor e a infecção pelo HIV. O símbolo foi criado como forma de homenagear os mortos pela doença e também para ajudar na conscientização sobre a seriedade da epidemia.


Fonte: Departamento Nacional de DST/Aids e HV
Contato: (61) 3306-7010/7016/7024/7051
Enviado por: João Geraldo Netto

SUS mantém epidemia de aids estabilizada no Brasil

O investimento do Sistema Único de Saúde na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de saúde, mantém sob controle a epidemia de aids no Brasil. De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, a prevalência (estimativa de pessoas infectadas pelo HIV) da doença permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência (novos casos notificados) teve leve redução de 18.8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010.

"O Brasil segue a tendência mundial de redução de casos e óbitos ao longo dos anos. As pessoas estão vivendo mais e melhor com a doença, graças ao acesso aos medicamentos", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele reforçou que o Ministério da Saúde está investindo na expansão da testagem rápida para garantir que o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo. "Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a doença", destaca.

Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010. "A redução vertical, mesmo num período muito curto, já demonstrou um impacto positivo da ampliação do acesso das mulheres ao diagnóstico no pré-natal", destacou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Em relação à taxa de mortalidade, o Boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.

O boletim, no entanto, chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos.  Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de aids notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre jovens.

O quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que acontece em 1 de dezembro.

A campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan "A aids não tem preconceito. Previna-se", reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à aids entre jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/aids. Também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.


Fonte: Departamento Nacional de DST/Aids e HV
Contato: (61) 3306-7010/7016/7024/7051
Enviado por: Hugo Soares

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

II Encontro de Jovens Gays e Travestis debate a campanha do Dia Mundial Contra a AIDS


A Aids não tem preconceito, esse é o mote da campanha de 01 de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, realizada pelo Departamento Nacional de DST/aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. A campanha será lançada durante a Conferência Nacional de Saúde, de 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011, em Brasília.

O assunto foi discutido hoje, na primeira mesa de debates do II Encontro Nacional de Jovens Gays, outros HSH e Travestis, em São José do Rio Preto, São Paulo. Participaram do debate o Diretor Adjunto do Departamento Nacional de DST/aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, Toni Reis, presidente da ABGLT, Jean Dantas, pelo Programa Estadual de DST/aids de São Paulo e Kleber Mendes, da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids.

No debate, o tema da campanha de prevenção de 01 de dezembro, a implementação do Plano de Enfrentamento da Epidemia de HIV/aids entre Gays, outros HSH e Travestis e equipamentos de promoção da testagem rápida em HIV/aids.

O projeto Quero Fazer, um piloto de oferecimento da testagem gratuita do HIV em funcionamento em três cidades do país, Recife, Rio de Janeiro e Brasília foi apresentado e debatido. Toni Reis, presidente da ABGLT, defende a criação desses equipamentos. "A testagem tem que ser oferecida no cotidiano das pessoas". A iniciativa se mostra necessária quando se leva em consideração o percentual de casos de diagnóstico tardio de HIV que, segundo Eduardo Barbosa, gira em torno de 48%.

A abertura do encontro, hoje, contou com a presença do presidente do Conselho Nacional de Juventude, Gabriel Medina. Cerca de 80 jovens representando 23 estados da federação participam do encontro, que é organizado pela Associação de Populações Vulneráveis, com apoio do Departamento Nacional de DST/aids, Programa Estadual de DST/aids de São Paulo, ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e RNAJVHA - Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids.


Fonte: 180 Graus
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Jovens serão alvo de campanha contra a Aids em 2011

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta segunda-feira (21) que a nova campanha contra a Aids que será lançada em 1º de dezembro terá como foco principal mulheres entre 13 e 29 anos e o segmento de homens que fazem sexo com homens (HSH) com idade de 13 a 24 anos.

O anúncio foi feito durante a divulgação do balanço de soropositivos no mundo das Nações Unidas. Segundo a Unaids, braço da organização que mantém iniciativas e estatísticas sobre a doença, até o fim de 2010, 34 milhões de pessoas no mundo conviviam com o vírus HIV, que pode causar a Aids.

No Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde no ano passado, a ocorrência de Aids em jovens de 13 a 24 anos de idade equivale a 11,3% (66.751) dos casos acumulados no país desde 1980 até junho 2010.

De acordo com Padilha, além de se voltar para este público, a campanha, que vai até o período do Carnaval, utilizará novas estratégias de comunicação, como veiculação de propaganda na TV a cabo e uso das redes sociais.

"Ou nós, que somos profissionais de saúde e militantes da luta contra a Aids, percebemos que a mensagem de hoje é diferente da mensagem que tinha 20 anos atrás, ou nós vamos perder a luta de informação pra mudar a atitude dessa nova geração", disse.

O ministro também informou que serão adotados novos mecanismos para alcançar o público das regiões Norte e Nordeste e das cidades do interior. De janeiro até o Carnaval de 2012, a pasta investirá cerca de R$ 14 milhões nas campanhas. O valor total para este ano é de cerca de R$ 16 milhões.

Ele disse ainda que haverá uma combinação de propaganda na mídia impressa com ação direta, como as campanhas que ocorrem nas festas de Carnaval.
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Fonte: Globo News e G1
 

Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ministro da Saúde fala sobre os desafios brasileiros para conter a AIDS

Alexandre Padilha disse que os desafios incluem o combate ao preconceito e a ampliação do diagnóstico precoce. O ministro da Saúde também falou que vai ser feito o uso das redes sociais para orientar as pessoas.
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Fonte: Globo News
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Apresentação do Relatório Final do Planejamento Estratégico

Em reunião realizada na quinta feira (27), em Brasília, representantes da Rede de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/AIDS apresentaram ao Departamento de DST, AIDS e Hepatities Virais, do Ministério da Saúde, o relatório final do planejamento estratégico para o biênio da atual gestão da RNAJVHA. Também foram colocadas as demandas para o próximo ano, como a realização dos encontros regionais de adolescente e jovens soropositivos e de um seminário nacional de juventude e aids, com a participação dos gestores públicos.

Outra demanda foi a dificuldade de entendimento da questão da idade dos jovens nas coordenações municipais e estaduais de DST/AIDS. De acordo com o coordenador da Rede de Jovens, José Rayan, ainda não há uma clareza sobre a classificação da faixa etária da juventude. "O próprio movimento social não tem essa problemática bem definida, precisamos que o Departamento também leve esse debate aos estados", afirmou.

Ainda foi solicitado ao Departamento, apoio técnico e político para o desenvolvimento de um projeto de acolhimento e vivência, que será pleiteado através de um edital da União Europeia.

Para José Rayan, a aproximação com o Departamento está sendo importante não só para o financiamento, como também para dar visibilidade às ações da RNAJVHA. "Estamos desenvolvendo uma relação muito saudável e podemos notar o interesse do Departamento em acompanhar e apoiar nossas atividades", disse.



Fonte: Jovens Positivos Brasil
Enviado por: José Rayan

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desabastecimento do Fosamprenavir continua no Rio de Janeiro, denuncia paciente

Comprimido de Fosamprenavir
Alister Rafael tem 27 anos e mora na cidade do Rio de Janeiro. Ele está procurando a imprensa, o movimento social ou alguém que o ajude a tornar público seu problema. Pela segunda vez, em menos de uma semana, ele esteve no Instituto de Pesquisas Evandro Chagas (IPEC) - ligado à Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) - e saiu sem o kit completo de comprimidos que usa para o tratamento da Aids.

Há cerca de um ano tomando o antirretroviral Fosamprenavir, Alister teme agora uma baixa na sua adesão ao tratamento devido à escassez deste medicamento no Estado. "Na terça-feira passada fui pegar meus remédios e me deram um montante suficiente para apenas cinco dias. Me disseram que da próxima vez a situação já estaria regularizada, mas hoje voltei lá para pegar os medicamentos e a situação continua igual", conta.

O jovem foi informado pelo pessoal da logística de medicamentos do IPEC que não havia previsão de regularização. Não contente com a resposta foi à Secretaria Estadual de Saúde e recebeu a notícia de que os lotes do Fosamprenavir estavam parados na alfândega.

"O governo está brincando com a vida humana. Ganha trilhões com impostos e deixa faltar medicamentos. Nós pagamos impostos e temos esse direito do acesso universal", criticou. "É inconcebível que o Brasil doe medicamentos para outros países, mas deixe faltar medicamentos aqui", acrescentou.

Até o momento, Alister não ficou sem o medicamento, mas queixa-se de ter que ir constantemente ao IPEC para pegar apenas alguns comprimidos.

Quando não há desabastecimento, os pacientes podem retirar montantes suficientes para mais de um mês. Isso é o que chamam de entrega fracionada de medicamentos.

O problema com a distribuição do Fosamprenavir foi denunciado por ativistas no dia 17 deste mês. Em nota, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que mil frascos do antirretroviral tinham sido enviados aos Estados, e que uma outra remessa de nove mil frascos seriam enviadas na sequência para regularizar a situação. "O Ministério da Saúde empenhou-se em agilizar as entregas e, assim, a partir de 15 de julho, não haverá mais a necessidade de fracionamento do antirretroviral", informava a nota.

No entanto, segundo a Assessoria de Imprensa do Departamento de Aids, esses nove mil frascos ficaram presos na alfândega por conta de uma exigência de documentos feita pela Receita Federal à fabricante GlaxoSmithKline. Espera-se que o medicamento seja liberado e chegue a Brasília nesta quinta-feira e até a próxima segunda-feira aos Estados.

DICA DE ENTREVISTA:
Alister Rafael (Rede Estadual de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids - RJ)
Tel.: (21) 8765-1033
E-mail: alister.r@bol.com.br

Fonte: Agência de Notícias da Aids
Enviado pelo jovem: João Geraldo Netto

Ativistas criticam novo prazo para regularização de testes de carga viral

Em resposta ao novo prazo do Ministério da Saúde para a regularização do estoque de exames de carga viral (Leia aqui), ativistas reforçaram a necessidade de estoques reguladores e pediram a reestruturação do SUS. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a situação estará normalizada até o final de agosto. O prazo inicial, divulgado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais na semana passada, era o começo do próximo mês.

"Quem conhece a logística do Ministério da Saúde sabe que seria impossível acabar com o problema nas primeiras semanas de agosto. Uma coisa é o material chegar aos Estados e municípios, outra é estar disponível aos usuários", disse o representante do Fórum de ONG/Aids do Estado do Rio de Janeiro, William Amaral.

As explicações oficiais de que a falta de kits para os exames aconteceu porque algumas empresas que participavam da licitação de compra entraram com recursos, atrasando o processo,  não serviram como justificativa para William. "O governo precisa estar preparado para essas situações. Mais uma vez fica clara a necessidade de estoques emergenciais", afirmou. Segundo o ativista, "o Departamento de Aids está desaprendendo como combater a doença."

Já o integrante do GIV (Grupo de Incentivo à Vida), Jorge Beloqui, avaliou que a situação não pode ser vista com um problema pontual. "Esta não é uma dificuldade isolada da resposta brasileira à aids. Recentemente faltaram vários remédios", lembou.  "É preciso reestruturar o SUS, desde o Ministério até o municípios".

Beloqui também cobrou informações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais de um diagnóstico que seria realizado pelo órgão sobre o fluxo de medicamentos. Em março deste ano, quando o antirretroviral atazanavir 300mg teve a distribuição fracionada para evitar o desabastecimento, o diretor do Departamento, Dirceu Greco, afirmou à Agência Aids que em cerca de 30 dias essa análise seria concluída.


Dica de Entrevista
William Amaral (Fórum de ONG/Aids do RJ)
Tel.: (21) 3563-6440
Jorge Beloqui (GIV)
Tel.: (11) 5084-0255 / (11) 5084-7465

Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Fábio Serrato
Enviado pelo jovem: João Geraldo Netto