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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Anvisa suspende distribuição de lotes do antirretroviral lamivudina 10mg, suspeitos de desvio de qualidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta quarta-feira, 26 de outubro, a distribuição do antirretroviral Lamivudina 10mg, solução oral, por suspeita de desvio de qualidade. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a nota, a Anvisa "determina, como medida cautelar de interesse sanitário, a suspensão dos lotes 0208, 0209, 0210, 0233, 0234 e 0242, fabricados pela Indústria Química do Estado de Goiás (IQUEGO)."

O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, informou que cerca de 2700 pacientes fazem uso deste remédio no Brasil, sendo que cerca de 50% deles podem ter tomado as soluções com suspeita de desvio de qualidade. "Parece que em alguns frascos, quando eram agitados, formavam substâncias mais condensadas, que logo depois se dissolviam. A primeira atitude que tivemos foi retirar esses lotes do mercado, e agora eles estão em análise", explicou.

Dr. Dirceu disse que não houve nenhum relato de efeitos colaterais provocados pela ingestão desses medicamentos.


Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Redação
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Brasil cria comprimido único contra a Aids

Muito utilizados no tratamento contra a AIDS, porém em comprimidos diferentes, os fármacos zidovudina (AZT), lamividina (3TC) e EFAVIRENZ (EFV) podem ser reunidos em uma única unidade, reduzindo-se de três para duas vezes diárias a necessidade de ingestão desses remédios, facilitando a adesão dos pacientes ao tratamento e reduzindo os custos de produção. O trabalho é do Laboratório de Tecnologia dos Medicamentos (LTM), divulgado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Os comprimidos já vêm sendo produzidos na capital, depois de quatro anos de pesquisa, sob a coordenação do professor Pedro Rolim, diretor do LTM da UFPE. De acordo com os estudos, as propriedades dos medicamentos estão mantidas e não houve nenhuma incompatibilidade entre as três drogas, que integram o coquetel antirretroviral distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. No momento, novos testes são realizados, com o objetivo de testar o prazo de validade do comprimido.

O estudo mobilizou uma equipe de seis pessoas e integra a dissertação de mestrado do farmacêutico Danilo Augusto Ferreira Fontes, que foi defendida pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFPE. As pesquisas consumiram mais de R$1,2 milhão, provenientes do Ministério da Ciência e Tecnologia, via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Laboratório aguarda sinal verde do Ministério

O trabalho foi desenvolvido em parceria com o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco. O Lafepe já fornece nove medicamentos contra a AIDS ao Ministério da Saúde, inclusive o AZT e o 3TC. E no momento vem se preparando para produzir, também, o EFV. Em 2011, no entanto, apenas cinco dessas drogas foram solicitadas pelo governo federal.

- Estamos prontos para fabricarmos o comprimido, cumpridas todas as etapas exigidas no processo de industrialização e demonstrado o interesse do Ministério da Saúde - afirmou ontem o diretor-técnico do Lafepe, Leduar Guedes. - Para nós, o comprimido é de grande importância, por reduzir os custos da produção e facilitar o tratamento por parte dos pacientes.

Os três insumos agora reunidos em um mesmo comprimido fazem parte da chamada terapia antirretroviral de alta atividade e normalmente são muito solicitados no início do tratamento da doença. Danilo Fontes acredita que a nova apresentação dos remédios poderá diminuir os custos do Ministério da Saúde com o tratamento de pacientes portadores do HIV, devido à redução nas etapas de produção e distribuição (matéria-prima, embalagem, estoque e transporte).

Tão logo sejam concluídos os estudos sobre o prazo de validade do comprimido, a UFPE vai repassar a tecnologia para um laboratório estatal - provavelmente o próprio Lafepe - e aguardar o sinal verde do Ministério da Saúde e da Anvisa para produção em larga escala. No Brasil, cerca de 200 mil portadores do HIV realizam tratamento pelo SUS, o que representa uma despesa superior a R$1 bilhão.


Fonte: O Globo
Por: Letícia Lins (leticia.lins@oglobo.com.br)
De: Recife
Enviado por: João Geraldo Netto