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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Vacina contra o HIV em teste

Proteína GP41 – memorize o nome, porque esta proteína pode ajudar os pesquisadores europeus a superar um dos maiores flagelos mundiais: a AIDS.

Esta equipe acredita que o baixo nível de variabilidade genética da proteína pode permitir o desenvolvimento de uma vacina pioneira.

Nicolas Mouz, Diretor Científico, PX’Therapeutics afirma: “Estamos desenvolvendo uma vacina contra o HIV, utilizando uma proteína do vírus, a GP41. E porque a proteína GP41? Porque é uma proteína chave no mecanismo de entrada do vírus nas células. É uma proteína que desenvolve anticorpos neutralizantes, que é o principal objetivo da vacina.”

Segundo Nicolas Mouz, “A ideia é observar uma resposta de imunidade no muco por parte dos anticorpos neutralizantes. Porque na mucosa? Porque quase 90% dos casos de AIDS devem-se a relações sexuais.”

Estes investigadores franceses fazem parte de um projeto europeu que inclui ensaios clínicos desta vacina de prevenção do HIV.

A equipe está acompanhando de perto 50 voluntários britânicos que participaram na primeira rodada de testes.

Lucile Marron Brignone, Diretora Farmacêutica, PX’Therapeutics: “Depois de cada administração do produto verificamos se existem efeitos secundários. O outro objetivo é obter informações sobre o produto, se gera ou não uma resposta imunológica em pacientes, ou em voluntários saudáveis.”

Os ensaios começaram bem – espera-se que esta tecnologia possa fazer parte de uma vacina contra a AIDS verdadeiramente eficaz.

Nicolas Mouz: “Estamos provavelmente no início do caminho da vacina contra a AIDS, acreditamos que tem potencial e imaginamos que a vacina do futuro será uma combinação de várias, e que esta pode ser parte integrante de uma vacina futura.”


* Esse texto passou por adaptações do Português de Portugal para o Português Brasileiro

Fonte: Euronews
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Entrada do vírus HIV-2 no Brasil


Uma pesquisa inédita realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, confirmou a presença de um segundo tipo de vírus da Aids em 15 pacientes no Brasil, todos em situação de coinfecção com o vírus 1, que circula no país. O estudo, conduzido por pesquisadores do Laboratório de Genética Molecular do Instituto, foi premiado no 2º Congresso de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro, realizado no início do mês de setembro.

Um paciente pode ter o vírus do tipo 1 e não ter o 2 e vice-versa. Não é preciso ter o HIV-1 para se adquirir o tipo 2 da doença. Aqueles que se encontram em situação de coinfecção podem desenvolver uma forma mais grave da doença. Em relação ao HIV-1, a infecção pelo tipo 2 difere por ter uma evolução mais lenta. Entretanto, o HIV-2 é resistente a algumas classes de antirretrovirais. Segundo o infectologista e professor da UFRJ, Edimilson Migowski, “o desfecho da doença pode ter uma evolução pior se o vírus desenvolver resistência aos medicamentos. O paciente fica mais predisposto a ter infecções oportunistas”. 

Com a descoberta de casos de pacientes com o HIV-2 no Brasil, vírus que é mais resistente a alguns tipos de antirretrovirais, podem surgir quadros mais graves da doença e mais mortes. O paciente terá que testar drogas diferentes, até chegar a uma que o faça responder melhor ao tratamento. Este quadro reforça a necessidade de pesquisar novos medicamentos, já que os primeiros se tornarão menos eficazes, o que representa um impacto negativo no combate à doença.

Essa descoberta reforça a necessidade da prevenção.Eu sempre ressalto que mesmo parceiros soropositivos devem usar camisinha porque eles correm o risco de se reinfectar com tipos de vírus do HIV diferentes e mais resistentes.

Fica o alerta também para alguns pacientes que param de tomar o medicamento durante o tratamento, o que torna o vírus mais resistente,visto que a doença ainda é muito estigmatizada. Muitos pacientes não querem tomar estes medicamentos na frente de outras pessoas e acabam interrompendo o tratamento.

Presença do vírus HIV-2 no Brasil é discutida desde 1987
Desde 1987, pesquisadores discutem a presença do HIV-2 no país, mas o novo estudo usou meios mais precisos e encontrou um número maior de casos. A pesquisa foi desenvolvida em parceria com pesquisadores do Laboratório Sérgio Franco, do Hospital Universitário Gafreé e Guinle e do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Foram analisadas amostras de sangue que na primeira etapa de testagem para HIV apresentaram resultados indicativos da presença dos dois vírus. Como preconizado pelo Ministério da Saúde, estes resultados devem ser confirmados por reagentes específicos tanto para o HIV-1 quanto para o HIV-2. No entanto, no momento não há disponível no mercado reagentes específicos para o HIV-2, só para o HIV-1. Foi neste ponto que a pesquisa básica contribuiu, aplicando testes moleculares e imunológicos ainda restritos ao estudo. 

O HIV-2 foi identificado pela primeira vez em 1985, em pacientes do Senegal, e, logo após, casos foram detectados também em Cabo Verde. A maioria dos casos da epidemia global de Aids é causada pelo retrovírus humano tipo 1 (HIV-1). No entanto, o HIV-2, o outro retrovírus associado à Aids, é epidêmico e endêmico em alguns países da África Ocidental, como Guiné Bissau, Gâmbia, Costa do Marfim e Senegal, entre outros.


Fonte: G1
Enviada por: Diego Calixto

Estudo avalia início precoce da terapia contra o vírus HIV




Um estudo envolvendo 35 países e 226 centros de saúde está avaliando os resultados do início precoce para o tratamento contra o HIV.

Diferentemente do que se possa imaginar, o paciente nem sempre começa a tomar os antirretrovirais logo após o diagnóstico. A avaliação é feita caso a caso mas, segundo diretrizes do Ministério da Saúde, a terapia para pessoas sem sintomas começa só quando a contagem das células de defesa CD4 cai abaixo de 350 por mm3 de sangue.

Há exceções, como gestantes, pacientes com hepatite B ou C, com mais de 55 anos ou com carga viral alta, entre outras condições que pedem tratamento com 500 ou menos células por mm3.

A pesquisa "Start", que no Brasil é coordenada pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, e pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), está recrutando soropositivos com contagem de células de defesa acima de 500/mm3. Eles são divididos em dois grupos: um fará o tratamento segundo as diretrizes atuais e o outro já receberá os remédios.

Segundo o infectologista Luiz Carlos Pereira Junior, do Emílio Ribas, o instituto já acompanha 96 pessoas e está recrutando participantes.

A dúvida sobre iniciar ou não o tratamento tem a ver com os efeitos colaterais causados pelos antirretrovirais.

Quando o tratamento com essas drogas começou, diz o médico, a tendência era o início imediato. Depois, quando se observou que os remédios causavam muitos efeitos colaterais, como alterações metabólicas, alta no colesterol, entre outros, os médicos colocaram o pé no freio.

"Foram sendo colocados limites. Primeiro, começávamos quando a contagem de CD4 caía a menos de 200 por mm3. Depois, isso foi para 350 e, nos últimos anos, têm surgido evidências de benefício para um início mais cedo."

O infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcellos, lembra que pesquisas recentes mostraram que os antivirais reduzem em 90% o risco de transmissão do HIV. "A tendência hoje é tratar independentemente da contagem CD4."

Tratamento deve ser adotado no país
As novas diretrizes para o tratamento de pessoas com HIV, a serem publicadas pelo Ministério da Saúde ainda neste semestre, devem seguir o caminho da terapia precoce, segundo o infectologista Ronaldo Hallal, coordenador de cuidado e qualidade de vida no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.

"O ministério está atento às novas evidências científicas. Hoje há remédios menos tóxicos e mais fáceis de tomar." Segundo Hallal, 217 mil pessoas com HIV estão tomando antirretrovirais por meio da rede pública. Acrescentando os soropositivos com contagem de células de defesa entre 350 e 500 por mm3 de sangue, que fariam a terapia precoce, seriam mais 20 mil. O custo das drogas é de R$ 800 milhões por ano.

O infectologista Artur Timerman explica que, apesar de expor o paciente antes aos efeitos colaterais, tratar mais cedo freia a multiplicação dos vírus e bloqueia o surgimento de cópias do HIV que resistem aos remédios.

Mas, se a pessoa não tomar os antivirais com regularidade, esse risco aumenta, diz Luiz Carlos Pereira Junior, do Emílio Ribas. Deixar o paciente sem tratamento, mesmo com alta imunidade, porém, causa problemas que levam a envelhecimento precoce.

"Uma pessoa que se contamina hoje tem mais décadas de vida. Tratar cedo vai preservá-lo dos efeitos da multiplicação viral? Só podemos responder por meio de um estudo clínico com número grande de voluntários."


Fonte: Folha
Por: Débora Mismetti
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 21 de março de 2012

Cientistas descobrem "chave geral" do sistema imunológico


Uma proteína, chamada TMED7,
pode desativar uma parte do nosso
sistema imunológico, o que ocorre
naturalmente quando uma infecção
acaba de ser eliminada. (Imagem: ICL)
Chaves de reforço
Cientistas descobriram que o sistema imunológico possui uma série de "chaves liga-desliga".

Eles afirmam que essas chaves poderão ser reforçadas para tratar doenças causadas pela super-ativação do sistema imunológico, ou bloqueadas, para melhorar as vacinas.

O "reforço" de uma chave faz sentido porque os mecanismos descobertos estão presentes nas células, o que levaria a um modo de ação baseado na ativação ou desativação do mecanismo em um maior número de células.

Desligando o sistema imunológico
Uma equipe da Universidade de Dublin, na Irlanda, descobriu que uma proteína, chamada TMED7, pode desativar uma parte do nosso sistema imunológico, o que ocorre naturalmente quando uma infecção acaba de ser eliminada.

"Sem esses sinais de parada, como a TMED7, nosso sistema imunológico continuaria a agir, de forma descontrolada, eventualmente levando a doenças como o choque séptico," explica a Dra. Anne McGettrick.

Segundo ela, a manipulação dessas "chaves" pode acalmar nosso sistema imunológico, evitando que ele ataque nossos próprios corpos, como no caso das doenças autoimunes.

Por outro lado, tentativas de criar vacinas contra a malária e o HIV, por exemplo, têm falhado porque o sistema imunológico não ativa uma resposta forte o suficiente à vacina, o que a torna ineficaz para gerar imunidade.

"Remover a TMED7 das nossas células poderia ajudar a reforçar nossa resposta imunológica às vacinas, tornando-as assim mais eficazes," diz a Dra. Sarah Doyle, principal autora da pesquisa.

Chave geral do sistema imunológico:
macrófagos humanos marcados
com um corante ligado a anticorpos
que se ligam à proteína IRF5.
Chave geral do sistema imunológico
Mas uma outra equipe, do Imperial College de Londres, fez uma descoberta ainda mais radical.

Eles afirmam ter identificado uma proteína, chamada IRF5, que é uma espécie de "chave geral" do sistema imunológico.

Essa proteína está presente em glóbulos brancos específicos, determinando se eles promovem ou inibem as inflamações.

As respostas inflamatórias são uma defesa importante que o organismo utiliza contra os estímulos nocivos, tais como infecções ou danos a tecidos.

Contudo, em várias situações, a inflamação excessiva pode prejudicar o próprio corpo. Na artrite reumatoide, por exemplo, que envolve uma inflamação excessiva, as articulações ficam inchadas e doloridas. Mas as razões por que isso acontece não são bem compreendidas.

Células do sistema imunológico, chamadas macrófagos, podem estimular ou suprimir a inflamação através da liberação de sinais químicos que alteram o comportamento de outras células.

O que a equipe da Dra. Irina Udalova descobriu é que a proteína IRF5 atua como um interruptor molecular que controla se os macrófagos promovem ou inibem a inflamação.

Os resultados sugerem que bloquear a produção da IRF5 nos macrófagos pode ser uma forma eficaz de tratar uma ampla gama de doenças auto-imunes, como artrite reumatoide, doença inflamatória intestinal, lúpus e esclerose múltipla.

Por outro lado, aumentar os níveis de IRF5 pode ajudar a tratar as pessoas cujo sistema imunológico está comprometido.


Por: Redação
Enviado por: João Geraldo Netto

Vacina anti-HIV é feita com células do próprio voluntário


Cientistas belgas testaram uma nova "vacina terapêutica" contra o HIV em voluntários humanos.

A novidade é que os voluntários foram vacinados com suas próprias células.

Os cientistas filtraram determinados glóbulos brancos do sangue dos participantes, "carregaram-nos" com células dendríticas de pacientes soropositivos, e reaplicaram-nas de volta nos voluntários.

O resultado mostrou que o sistema imunológico dos voluntários aumentou a capacidade de atacar e eliminar o HIV.

Mas a vacina ainda não é capaz de curar a doença.

Células dendríticas
Pacientes infectados com HIV passaram a ter uma vida praticamente normal depois do desenvolvimento do chamado coquetel de drogas antirretrovirais.

Contudo, esses medicamentos não eliminam o vírus do corpo - se o paciente parar com a medicação, o HIV volta a atacar o organismo.

Os cientistas acreditam saber porque isso acontece: o problema são as células CD8, as "forças especiais" do nosso sistema imunológico, que não conseguem recrutar "soldados" suficientes, as células dendríticas, para combater o ataque.

As células dendríticas apresentam em seu exterior partes típicas do vírus a ser atacado.

Contudo, as células dendríticas humanas não são boas em coletar informações do HIV.

Vacina anti-HIV
O que os cientistas belgas fizeram foi inserir as células dendríticas de pacientes soropositivos nas células de pacientes saudáveis, incluindo as instruções para montagem das proteínas do HIV - informações genéticas na forma de RNA mensageiro.

Uma vez no corpo, as células carregadas executam as instruções, passando a apresentar uma parte típica do HIV em sua superfície, o que ativa as células de defesa.

Os voluntários receberam uma pequena quantidade de suas próprias células dendríticas retrabalhadas, em quatro doses, com intervalos de quatro semanas.

Após cada vacinação, suas células CD8 passaram a reconhecer o HIV cada vez melhor - os testes foram feitos coletando amostras do sangue dos voluntários e submetendo-a ao HIV em tubos de ensaio.

A vacinação não mostrou qualquer efeito colateral para os voluntários.

Enganador
Mas o HIV se mostra um inimigo difícil: ele continua sendo capaz de mudar suas proteínas rápido o suficiente para que alguns deles escapem das células retrabalhadas introduzidas pela vacina.


Por: Redação
Enviado por: Damiana

Avelós: a esperança para quem tem câncer, HIV e dores

O nome científico Euphorbia tirucalli pode não dizer muita coisa para pacientes de câncer. Mas, quando se fala em avelós, alguns já conhecem e se animam. Originária da África, a planta se adaptou bem ao Nordeste. Mas é preciso ter cuidado com ela: especialistas alertam que o avelós é muito tóxico, e que só o contato com o látex (conhecido como leite) pode lesionar a pele, os olhos e causar alergias. 

Mesmo com propriedades tóxicas, o potencial do avelós é grande. Quem explica é o doutor em Tecnologia Farmacêutica pela Universidade do Porto e coordenador dos estudos financiados pela empresa cearense Amazônia Fitomedicamentos, Luiz Francisco Pianowski. "Provamos a ação para câncer em vários testes iniciais. Fizemos testes com animais, testes toxicológicos para provar que era seguro dar a humano. E depois chegamos a humanos", conta.

A pesquisa com o avelós começou em 2003 e não se restringiu ao câncer. Com o tempo, e por causa dos pacientes que tomavam as conhecidas 'garrafadas' (preparações elaboradas com plantas medicinais) feitas com avelós e diziam não sentir dor, os pesquisadores foram investigar se a planta podia funcionar contra isso. "Realmente achei uma molécula, isolei no meu laboratório, começamos a trabalhar e aí a surpresa é grande", comemora o pesquisador.

E como se não bastassem essas duas importantes linhas de pesquisa, eis que uma terceira também passou a ser estudada. "Por uma questão de mecanismo de ação, deduzi que uma molécula que agia em câncer poderia agir em HIV", conta Pianowski. Ele explica que alguns testes toxicológicos já foram feitos na França. Agora, o próximo passo é iniciar os testes em macacos nos Estados Unidos.

Os bons resultados obtidos até agora pela equipe do pesquisador Luiz Francisco Pianowski podem representar a esperança para muitos pacientes. Mas é preciso prudência na hora de falar de resultados. Os estudos demandam tempo; até que possíveis medicamentos cheguem ao mercado, costumam se passar anos. Mesmo assim, as pesquisas com o avelós são animadoras, tanto que, cada uma, possui um financiamento de mais de R$ 30 milhões, segundo Pianowski.

Nesta edição, o Ciência & Saúde apresenta cada uma dessas pesquisas. Afinal, quem não tem algum familiar ou amigo que não sofra com um desses males? Também vamos adentrar ao mundo das plantas medicinais e ver como elas estão sendo utilizadas no Estado. Até porque elas estão longe de servir apenas para aquele tradicional chazinho. Que também é muito bom, não negamos.

Entenda a Notícia
A pesquisa com o avelós começou em 2003. Está sendo estudada a ação da planta contra o câncer, a dor e o HIV. Testes estão sendo feitos por pesquisadores. O financiamento das pesquisas é de mais de R$ 30 milhões.

Fonte: O Povo
Enviado por: Diego Calixto

terça-feira, 20 de março de 2012

HIV: remédio infantil será testado em humanos


As crianças brasileiras com até 13 anos que vivem com HIV/Aids terão em breve um antirretroviral infantil, de administração mais simples. O medicamento está sendo desenvolvido há três anos pela Farmanguinhos, unidade técnico-científica da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

A previsão é que o medicamento já esteja pronto para fabricação em 2015, mas os testes em humanos devem começar no segundo semestre deste ano, em seis centros de pesquisas nos estados de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Em vez de três, a criança poderá tomar somente um comprimido, que terá uma formulação adocicada, de sabor agradável, para disfarçar o gosto amargo original do remédio. Além disso, o comprimido será dispersível, para ser dissolvido na água.

Combinação
Segundo a farmacêutica do Departamento de Pesquisas Clínicas da unidade, Marli Melo da Silva, que participa da coordenação do estudo clínico, a combinação também reduz os custos operacionais no processo produtivo, e fica mais fácil dispensar, transportar, armazenar e administrar o medicamento.

"Outra vantagem é que essa formulação dispersível dá mais garantia sobre a dose de princípio ativo, ao contrário do que ocorre quando se divide comprimidos para as crianças", disse a pesquisadora, que explicou também que, hoje, as drogas prescritas para a população infantil são as mesmas ministradas em adultos, sendo a diferença a diminuição da dosagem, que varia de acordo com o peso, sem considerar a complexidade do metabolismo dos pacientes pediátricos.

O medicamento combinará em um único comprimido três princípios ativos – a lamivudina 30 miligramas + zidovudina 60 miligramas + nevirapina 50 miligramas. A medicação será dissolvida em uma pequena quantidade de água para ser ingerida.

Distribuição
Atualmente, o SUS (Sistema Único de Saúde do Brasil) distribui 16 tipos de antirretrovirais para os pacientes infantis, que variam em apresentação farmacêutica e concentração de acordo com a faixa etária. A maioria dessas drogas não foi estudada em populações pediátricas e somente tem registro na Anvisa para adultos ou crianças acima de determinadas idades.

Dados preliminares, divulgados pelo Ministério da Saúde em 2010, revelam que de 1980 a 2010 o Brasil registrou aproximadamente 14 mil casos de HIV em indivíduos menores de 13 anos.

Atualmente, estima-se que cerca de 4 mil crianças nessa faixa etária estejam em terapia antirretroviral. Ainda segundo o ministério, esses números têm caído gradualmente ao longo dos últimos cinco anos. Em todo o mundo, há aproximadamente 2,5 milhões de pessoas menores de 15 anos vivendo com o vírus HIV.


Fonte: Band.com
Por: Agência Brasil
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vacina nasal entra em teste e poderá ser usada no tratamento da aids



Uma nova vacina ministrada pelo nariz pode ajudar no tratamento de pacientes HIV positivos. Desenvolvida pela empresa de biotecnologia Bionor Pharma, a vacina foi criada para ser ministrada por uma injeção na pele. Mas agora uma versão modificada e injetada por gotas pelo nariz, que entra em testes em breve, é uma das promessas da empresa para a substituição das drogas orais – o que aumentaria a adesão dos pacientes.

Há poucos meses, a Bionor já havia relatado que a vacina Vacc-4x, administrada pela pele, havia obtido resultados animadores: os pacientes que receberam essa medicação eram duas vezes mais propícios a não precisarem de outro remédio por, no mínimo, dois anos.

Potencial de impacto
Até o momento, os testes clínicos com a Vacc-4x vinham sendo feitos por injeções diretamente na pele. Agora, uma versão modificada da vacina será testada em um projeto de pesquisa conduzido no Hospital Universitário de Oslo. "Vacinação por injeção requer uma boa técnica e muita prática, do contrário a vacina não atinge as células do sistema imunológico", diz Ga Kvale, um dos responsáveis pelo estudo. "Agora nós vamos testar se a eficácia é tão boa quando ela é administrada por vias nasais."

Se os testes mostrarem que a imunização por via nasal é realmente eficaz, isso poderá ter um impacto mundial no tratamento dos pacientes HIV positivos. Isso porque o procedimento é simples e tem baixo custo - fatores relevantes para a administração em larga escala e em países pobres com sistemas de saúde subdesenvolvidos.

Testes
Os testes clínicos do modelo nasal da Vacc-4x serão feitos em 24 voluntários: 18 irão receber a vacina em várias doses e seis receberão apenas o adjuvante (agente imunológico adicionado às vacinas para estimular o sistema imunológico a desencadear uma leve reação inflamatória). O primeiro objetivo é descobrir se quando administrada nasalmente a vacina tem algum efeito no sistema imunológico, e caso sim, qual a melhor dosagem.

Já o objetivo global da pesquisa é desenvolver uma vacina que fortaleça a resposta imunológica do corpo ao vírus do HIV, reduzindo a carga viral (quantidade vírus ativo no sangue de uma pessoa). "Se esses estudos obtiverem sucesso, esperamos que a vacina esteja disponível em poucos anos", diz Birger Sørensen, um dos responsáveis pelo projeto.


Fonte: Exame
De: São Paulo
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SP recruta voluntários para novo remédio contra HIV

O hospital estadual Emílio Ribas, em São Paulo, está recrutando pacientes com HIV para testes de um novo remédio que poderá ajudar aqueles que não estão reagindo bem ao tratamento atual.

O processo de seleção de voluntários para participar da pesquisa será até o mês de janeiro de 2012. As vagas são limitadas.

Poderão participar pacientes com HIV, maiores de 18 anos, e que apresentam multiplicações do vírus mesmo com o uso correto dos medicamentos convencionais. Neste caso são aqueles que apresentam resistência do vírus aos antirretrovirais.

Os interessados devem levar exames recentes e procurar a equipe do hospital-dia do Emílio Ribas, no 2º andar da unidade, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 3896-1285 /  3896-1213 / 3085-7059.


Fonte: Band
Por: Redação
Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Expectativa de vida dos soropositivos avança cada vez mais no Brasil e em grande parte do mundo

Os portadoras do vírus HIV estão cada vez mais otimistas. Isso porque, segundo cientistas do Reino Unido, a expectativa de vida dos soropositivos aumentou 15 anos entre 1996 e 2008. Segundo o infectologista do Departamento de DST/aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal, a nova realidade dessas pessoas é o resultado do acesso universal ao tratamento da doença e ao avanço das pesquisas, proporcionando a população o benefício do diagnóstico precoce, prática adotada pelo Brasil desde 1996:

"O nosso grande desafio é oferecer oportunidades para que  a população busque e tenha acesso ao diagnóstico precoce, porque isso tem impacto evidente  direto na chance de controlar a infecção pelo HIV e de se beneficiar com esse avanço da tecnologia e na produção de conhecimentos que tem sido observado nas últimas décadas."

No início da década de 90, o tratamento para a aids era basicamente administrado pelo AZT, que atuava isoladamente como redutor da reprodução do HIV no organismo. Hoje, o Ministério da Saúde fornece gratuitamente cerca  de vinte anti retrovirais na rede pública de saúde, medicamentos com eficácia mais moderna, capazes de garantir a qualidade de vida do soropostivo.  O Governo Federal investe anualmente cerca de 800 milhões de reais para garantir o acesso gratuito e universal aos medicamentos para combater a aids no Brasil.


Fonte: Amazonas Notícias
Por: Débora Rocha
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nova vacina pode tornar a aids inofensiva

Modelo tridimensional do vírus da aids: vacina,
aliada aos remédios atuais, poderá controlar a doença
A aids nunca esteve tão próxima de seu fim como doença letal. O Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol) anunciou nesta quarta-feira uma vacina capaz de provocar uma resposta imunológica contra o vírus HIV em 90% dos casos. A pesquisa, que já está na fase clínica, sendo testada em humanos, mostrou que, mesmo um ano após receber a vacina, 85% dos voluntários ainda mantinham a imunidade.

"Se tudo der certo, o HIV representará, no futuro, o que o vírus da herpes representa hoje: uma infecção menor que só atinge pessoas com o sistema imunológico debilitado", afirmou nesta quarta-feira o pesquisador Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha, vinculado ao CSIC, responsável pelo desenvolvimento da vacina.

Mariano Esteban, pesquisador do
Centro Nacional de Biotecnologia da
Espanha e responsável pelo
desenvolvimento da vacina
A pesquisa, publicada nos periódicos Vaccine e no Journal of Virology, além de eficaz, se mostrou perfeitamente segura. Por isso, será administrada, em sua fase 2 de testes clínicos, em voluntários já infectados pelo vírus, como forma de determinar sua eficácia não apenas na prevenção, mas também no tratamento da doença. "Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV", disse Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, que participou dos testes com os voluntários.

Como funciona - Quando administrada em voluntários saudáveis, a vacina faz com que o sistema imunológico detecte e aprenda a combater componentes do vírus. "É como mostrar uma fotografia do vírus HIV ao sistema imunológico para que ele possa reconhecê-lo quando o vir novamente no futuro", disse Mariano Esteban.

As principais células de defesa do organismo são os linfócitos T e B. As células B são responsáveis pela chamada imunidade humoral, que ataca as partículas de HIV antes que elas infectem as células. As células de defesa T induzem a imunidade celular, que detecta e destrói as células já infectadas.

A vacina funciona estimulando a produção dessas células. Testes feitos nos 24 voluntários que participaram da pesquisa, um ano depois de receber a vacina, mostraram que a produção de ambos os tipos de células de defesa aumentou em até mais de 70%, enquanto no grupo controle (seis voluntários que não tomaram a vacina) não houve aumento.

Memória - Para que a vacina seja realmente eficaz, é preciso que ela produza linfócitos especiais com "memória", formados após o primeiro ataque do vírus. Elas ficam no corpo por anos, à espreita de uma nova investida do vírus. Novamente, testes feitos um ano após a aplicação da vacina mostraram que, em 85% dos voluntários, 50% das células de defesa eram linfócitos T com memória.

No entanto, segundo Esteban, a vacina não é capaz de eliminar totalmente o vírus HIV do organismo. "Mas a imunidade celular que a vacina produz faz com que o vírus fique sob controle", diz o pesquisador espanhol. "Se o vírus tentar entrar na célula, o sistema imunológico desativará o vírus e destruirá a célula infectada."

Até agora, a única vacina contra o HIV que chegou à terceira fase de testes clínicos foi feita na Tailândia. As duas primeiras fases testam a toxicidade do composto e sua eficácia, enquanto a terceira e a quarta examinam a posologia do remédio. Como gerou uma defesa de apenas 27%, não pôde ser utilizada na população.


Fonte: Veja
Enviado por: João Geraldo Netto

Anticoncepcional hormonal feminino eleva riscos de infecção por HIV

Pesquisa foi feita em vários países da África
As mulheres que fazem uso de hormônios anticoncepcionais são duas vezes mais propensas a se infectarem com HIV ou transmitir o vírus causador da Aids ao parceiro, mostrou um estudo publicado esta terça-feira (4).

A pesquisa foi feita com 3.790 casais heterossexuais da África, em que um dos parceiros era soropositivo e o outro, soronegativo.

Se confirmadas, as descobertas poderão ter grande impacto nas políticas de contracepção e prevenção da Aids.

Os autores anteciparam que o estudo reforçará a necessidade de enviar mensagens em prol da prática do sexo seguro, na qual o preservativo é considerado um escudo contra a transmissão do vírus.

Os casais foram monitorados, em média, por 18 meses, período no qual 167 indivíduos foram infectados, 73 deles mulheres, de acordo com o artigo, publicado na revista The Lancet Infectious Diseases.

Quanto à prevalência, as transmissões de HIV ocorreram na proporção de 6,61% ao ano entre as mulheres que fizeram uso do contraceptivo hormonal contra 3,78% naquelas que não utilizaram o método.

As taxas de infecção de mulheres para homens foram de 2,61% entre aquelas que usaram contraceptivo hormonal contra 1,51% das que não recorreram ao método.

A maioria das mulheres que tomou contraceptivos hormonais usou a forma injetável, duradoura, como a injeção de Depo-Provera. Apenas uma pequena parte fez uso da pílula. Neste grupo, foi constatado um aumento do risco de infecção por HIV, mas não grande demais para ser conclusiva.

Nas últimas duas décadas, os cientistas lançaram várias pesquisas sobre a influência do uso de contraceptivos hormonais no risco de HIV, mas as pesquisas tiveram resultados conflitantes.

Este é o primeiro estudo em larga escala a fazer uso de um projeto ambicioso para fornecer resultados claros dos riscos. Também é o primeiro a ressaltar um aparente risco para os homens.

Os cientistas destacaram que as mulheres que tomam contraceptivos injetáveis tiveram "concentrações aumentadas" de material genético do HIV em suas secreções cervicais.

Segundo eles, se este for um mecanismo de transmissão do vírus para os homens, é urgente a necessidade de realizar mais trabalhos para testar a teoria, afirmaram.

Em termos práticos, os médicos devem aconselhar as mulheres sobre o risco potencialmente elevado e alertá-las sobre a importância do uso da "dupla proteção" com preservativos, destacou o estudo, chefiado por Renee Heffron, da Universidade de Washington, em Seattle.

A pesquisa foi realizada entre 2004 e 2010 em Botsuana, Quênia, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia, como parte de um teste de uma terapia contra o vírus herpes simplex, comum entre pessoas com HIV.

Em um comentário, também publicado na revista, o cientista clínico Charles Morrison, mencionou um dilema "trágico".

Promover um controle hormonal da natalidade na África pode estar contribuindo para a epidemia de HIV. No entanto, limitar esta forma altamente eficaz de contracepção também elevaria as taxas de morte e adoecimento maternos, de bebês abaixo do peso e órfãos.

"O momento de dar uma resposta mais definitiva para esta questão crítica de saúde pública é agora", através de um teste aleatório de voluntários, escreveu.

Em 2009, mais de 33 milhões de pessoas viviam com HIV e 2,6 milhões se infectaram, segundo números divulgados no ano passado pela organização OnuAids.


Fonte: AFP (via Terra)
Foto: Getty Images
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vacina anti-HIV: sucessos iniciais

Após décadas de esperanças frustradas, os desenvolvedores de vacinas contra o HIV estão se permitindo uma cautelosa atitude otimista. Em conferência realizada em Bancoc, na Tailândia, cientistas relataram indícios moleculares que ajudam a explicar o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos. O resultado pode indicar o caminho para a produção de mais vacinas no futuro.

"É possível afirmar que este foi até agora o experimento mais bem-sucedido", afirma Adriano Boasso, imunologista do Imperial College de Londres.

O estudo analisou amostras clínicas de um teste da vacina RV144 realizado anteriormente com mais de 16 mil pessoas. Em 2009, três anos após a aplicação da vacina, os cientistas relataram que, para os voluntários que receberam a vacina, a probabilidade de contrair a doença diminuiu 30 por cento em relação aos que receberam placebo.

Os resultados modestos marcaram o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos – dois anos após o notório fracasso da vacina produzida pelo laboratório farmacêutico Merck. Porém, o teste da Tailândia também deixou os pesquisadores intrigados.

Maior do que a soma das partes O regime de vacinação consistia em dois componentes que fracassaram quando sozinhos: a vacina primária ALVAC-HIV (vCP1521), que continha diversas proteínas do HIV, seguida da vacina de reforço AIDSVAX, feita de uma proteína da superfície do HIV. A primeira foi produzida pelo laboratório Sanofi-Pasteur, de Lyon, na França, e a segunda, pelo australiano VaxGen, de Brisbane. Contudo, duas das três medições usadas pelos pesquisadores para determinar se a vacina prevenia a infecção por HIV não revelaram diferenças que alcançassem significância estatística entre vacinados e o grupo de controle. No último estudo, os pesquisadores formaram uma equipe para examinar o sangue dos voluntários em busca de indicadores imunológicos diferentes das 41 pessoas que receberam a vacina e contraíram HIV em comparação com as 205 pessoas que não contraíram o vírus. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Mahidol, em Bancoc, e pelo Programa de Pesquisas do HIV das Forças Armadas Americanas, em Washington.

A investigação não foi concluída. Até o momento, porém, a equipe descobriu dois indícios moleculares que explicam porque para algumas pessoas a vacina preveniu contra o HIV, mas para outras não. Para os voluntários cujo sangue continha um anticorpo em forma Y denominado imunoglobulina G (IgG), que reconhece uma parte do envelope externo do HIV, denominada laço V2, a possibilidade de contrair o vírus era 43 por cento menor do que para os indivíduos cujos sistemas imunológicos não produziam esses anticorpos.

Entretanto, os participantes que produziram grandes quantidades de outro tipo de anticorpo, denominado IgA, que reconhece diferentes partes do envelope do HIV, evoluíram desfavoravelmente no teste – a probabilidade de infecção era 54 por cento maior em comparação às pessoas que produziam esses anticorpos. Contudo, essa reação imunológica não tornava as pessoas mais suscetíveis de contrair o vírus do que os participantes que receberam o placebo.

Os pesquisadores ainda estão estudando esses resultados. Segundo Nelson Michael, diretor do Programa de Pesquisas em HIV das Forças Armadas, os resultados reasseguraram que a vacina protegeu alguns dos participantes do HIV e que o sucesso não significou um acaso estatístico. "Isso proporciona credibilidade biológica aos resultados da pesquisa inicial", afirma. "Isso sugere que os resultados da pesquisa com a RV144 estava relacionado à vacinação".

O caminho a seguir Segundo Barton Haynes, diretor do Instituto de Vacinação Humana de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, que coordenou o estudo de acompanhamento, afirmou em entrevista coletiva à imprensa que os resultados gerariam hipóteses para outros estudos. "O que temos no momento são pistas que ajudam explicar porque a vacina funcionou. Nós não obtivemos resultados assim nos últimos 30 anos. Ele é muito importante para esse campo de investigação". Os pesquisadores já estão planejando verificar se anticorpos como os encontrados nos participantes exercem o mesmo efeito em primatas infectados com um vírus análogo ao HIV. Esses experimentos determinarão se as respostas imunológicas são responsáveis pelo sucesso ou fracasso da vacina em determinadas pessoas ou se estão apenas ligadas a fatores subjacentes.

Em última análise, segundo Michael, as novas descobertas devem servir de orientação para pesquisas futuras e para o desenvolvimento de vacinas. A equipe está planejando realizar testes de acompanhamento de uma vacina semelhante com homossexuais masculinos da Tailândia – um grupo em elevado risco de contrair o vírus – bem como pesquisas na África do Sul, que necessitarão de vacinas que identifiquem um subtipo diferente do HIV.

Com base nos últimos resultados, é possível que essas novas vacinas sejam remodeladas para estimular a produção de anticorpos IgG, que reconhecem o laço V2 do HIV, afirma Michael. "Com certeza, essa pesquisa precisará do empenho de muitas pessoas, o que é positivo", afirma.

Outra pesquisa apresentada em Bancoc apoia a teoria de que atacar o V2 pode ser uma forma de combater o HIV. Segundo Michael, os vírus coletados dos participantes da pesquisa com a RV144 que contraíram o HIV possuem mutações nesta região, o que sugere que o laço V2 estava sendo atacado pelo sistema imunológico. Nesse meio tempo, foram realizados testes de uma vacina em macacos. Os animais que produziam os anticorpos que identificam o V2 estavam menos propensos a morrer em consequência do SIV, vírus da imunodeficiência que afeta macacos.

Segundo Dan Barouch, imunologista da Escola de Medicina de Harvard, em Boston, que liderou o estudo com os macacos, ter observado reações imunológicas semelhantes em humanos e macacos que receberam vacinas diferentes forneceu garantias de que vale a pena pesquisar o laço V2. Porém, ele afirma que os pesquisadores não devem parar de procurar outras frestas na armadura do vírus.

Por exemplo, Wayne Koff, vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Iniciativa Internacional de Vacinas contra a Aids, com sede em Nova York, aponta os anticorpos neutralizadores do vírus obtidos de pacientes infectados com o HIV de forma crônica como outra estimulante direção a seguir para a produção de vacinas. "Este é um período de renascimento para o desenvolvimento de vacinas contra o HIV", afirma.


Fonte: The New York Times
Por: Ewan Callaway
Enviado por: Tiago Perco

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pesquisa propõe nova forma de combater HIV

Cientistas acharam uma nova forma de evitar que o vírus HIV cause danos ao sistema imunológico. Essa descoberta pode ser um novo caminho para desenvolver uma vacina contra a AIDS.

Pesquisadores americanos e europeus descobriram que o vírus é incapaz de atacar o sistema imune se tiver o colesterol removido da membrana que o envolve.

O vírus usa a membrana da célula que ele infecta. Essa membrana contém colesterol, que ajuda o HIV a interagir com outras células.

Em geral, células de defesa do corpo reconhecem o HIV rapidamente e produzem moléculas chamadas interferon. Esses sinais ativam respostas que, no começo, ajudam a lutar contra o vírus, mas que, a longo prazo, prejudicam o sistema imune.

A equipe de cientistas liderada por Adriano Boasso, do Imperial College de Londres, descobriu que, sem o colesterol, o HIV não ativa mais essa resposta nociva.

Isso deixa o caminho livre as células T, que montam a segunda linha de defesa do corpo e têm mais sucesso na luta contra o vírus.

Os pesquisadores dizem que a descoberta desse mecanismo é um passo à frente no desenvolvimento de vacinas contra o HIV.

A imunização contra o vírus está na mira dos cientistas há muitos anos, sem resultados até agora.

Em 2009, um estudo tailandês com 16 mil voluntários mostrou, pela primeira vez, que uma vacina pode proteger algumas pessoas contra o vírus HIV, mas a eficácia foi só de 30%.


Fonte: Reuters
Artigo completo em inglês
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Gamers ajudam a desvendar proteína da AIDS

Jogadores tentam montar estrutura 3D de proteína
Há algum tempo a ciência busca contribuições de novas áreas. Dessa vez, a dedicação e o talento dos jogadores de videogame foram usados para descobrir a forma de uma proteína. O jogo online Foldit pedia para que os gamers ajudassem pesquisadores a montarem uma proteína produzida por um vírus de macaco semelhante ao HIV. Os cientistas lutaram para descobrir o segredo por uma década, os gamers descobriram em 3 semanas

O Foldit manda que os participantes manipulem complexas formas tridimensionais de proteínas virtuais para tentar descobrir como elas seriam na vida real. As proteínas tendem a se acomodar de maneira que gastem o mínimo de energia possível, assim os jogadores ganhavam pontos quando conseguissem combinações eficientes em gasto de energia.

O jogo foi criado em 2008 por pesquisadores da Universidade de Washington. E os jogadores mostram que podem ser melhores do que sistemas automáticos de encaixe das peças de proteínas. Muitas vezes, os programas chegam a situações aparentemente sem saída onde só a criatividade pode ajudar a resolver o "quebra-cabeça" protéico.

Como uma tarefa do game, os jogadores tiveram que tentar montar uma enzima, tipo de proteína, do vírus de macaco Mason-Pfizer. Em 3 semanas, os jogadores criaram uma forma válida para a proteína, que depois os pesquisadores confirmaram estar correta Entender como a proteína funciona pode ajudar os cientistas a desativá-la junto com o vírus. Para isso, eles precisam ter sua forma para saber quais estruturas poderiam atacar.

Os resultados foram publicados na revista Nature Structural & Molecular Biology e os jogadores foram creditados pela descoberta.


Fonte: Revista Galileu
Por: New Scientist
Enviado por: Camila Gonçalves

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Médico alemão admite produzir em laboratório mutação genética que trata HIV

O médico alemão que diz ter curado um paciente com HIV afirmou hoje ao site Lusa que é possível imitar, em laboratório, uma mutação genética que bloqueia a proteína CCR5, responsável pela entrada do vírus nas células de defesa do organismo.

"É possível produzir artificialmente a CCR5 - e já foi feito e testado", disse, em entrevista à Lusa, Gero Huetter, o médico que curou o executivo americano Timothy Brown, 43 anos, do vírus HIV através de um transplante de medula óssea especial, cujo doador da medula possuía uma mutação rara, que eliminava das suas células a proteína CCR5.

Timothy Brown é provavelmente o primeiro paciente do mundo a ficar curado do vírus da sida através de uma terapia médica e há quatro anos e meio que não tem quaisquer sinais da doença, referiu Huetter.

À margem do VI Young European Scientist Meeting (YES Meeting), evento científico que arrancou hoje no Porto e é promovido por estudantes da Faculdade de Medicina, o médico e investigador Gero Huetter adiantou à Lusa que "há diferentes tipos de técnicas que se podem usar para bloquear a proteína CCR5".

"Vou apresentar as principais técnicas que já foram utilizadas", acrescentou o especialista em hematologia, referindo que apesar de ainda ser cedo para anunciar decisões finais, esta terapia funciona bem e traz esperança para que, no mínimo, se melhore o tratamento da infecção do HIV.

Gero Huetter participa hoje numa sessão multidisciplinar sobre medula óssea, cujo objectivo é apresentar uma das novidades mais recentes na área do HIV e dar um exemplo de aplicações de conhecimento de medicina molecular no tratamento de doenças.

O encontro YES continua no sábado, destacando-se a participação do cirurgião norte-americano Robert A. Montgomery, reconhecido internacionalmente, e que vai falar sobre cirurgia por orifícios naturais, e de uma das suas aplicações na transplantação renal.


Fonte: Luza/Sol
Enviado por: João Geraldo Netto

Brasil cria comprimido único contra a Aids

Muito utilizados no tratamento contra a AIDS, porém em comprimidos diferentes, os fármacos zidovudina (AZT), lamividina (3TC) e EFAVIRENZ (EFV) podem ser reunidos em uma única unidade, reduzindo-se de três para duas vezes diárias a necessidade de ingestão desses remédios, facilitando a adesão dos pacientes ao tratamento e reduzindo os custos de produção. O trabalho é do Laboratório de Tecnologia dos Medicamentos (LTM), divulgado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Os comprimidos já vêm sendo produzidos na capital, depois de quatro anos de pesquisa, sob a coordenação do professor Pedro Rolim, diretor do LTM da UFPE. De acordo com os estudos, as propriedades dos medicamentos estão mantidas e não houve nenhuma incompatibilidade entre as três drogas, que integram o coquetel antirretroviral distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. No momento, novos testes são realizados, com o objetivo de testar o prazo de validade do comprimido.

O estudo mobilizou uma equipe de seis pessoas e integra a dissertação de mestrado do farmacêutico Danilo Augusto Ferreira Fontes, que foi defendida pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFPE. As pesquisas consumiram mais de R$1,2 milhão, provenientes do Ministério da Ciência e Tecnologia, via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Laboratório aguarda sinal verde do Ministério

O trabalho foi desenvolvido em parceria com o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco. O Lafepe já fornece nove medicamentos contra a AIDS ao Ministério da Saúde, inclusive o AZT e o 3TC. E no momento vem se preparando para produzir, também, o EFV. Em 2011, no entanto, apenas cinco dessas drogas foram solicitadas pelo governo federal.

- Estamos prontos para fabricarmos o comprimido, cumpridas todas as etapas exigidas no processo de industrialização e demonstrado o interesse do Ministério da Saúde - afirmou ontem o diretor-técnico do Lafepe, Leduar Guedes. - Para nós, o comprimido é de grande importância, por reduzir os custos da produção e facilitar o tratamento por parte dos pacientes.

Os três insumos agora reunidos em um mesmo comprimido fazem parte da chamada terapia antirretroviral de alta atividade e normalmente são muito solicitados no início do tratamento da doença. Danilo Fontes acredita que a nova apresentação dos remédios poderá diminuir os custos do Ministério da Saúde com o tratamento de pacientes portadores do HIV, devido à redução nas etapas de produção e distribuição (matéria-prima, embalagem, estoque e transporte).

Tão logo sejam concluídos os estudos sobre o prazo de validade do comprimido, a UFPE vai repassar a tecnologia para um laboratório estatal - provavelmente o próprio Lafepe - e aguardar o sinal verde do Ministério da Saúde e da Anvisa para produção em larga escala. No Brasil, cerca de 200 mil portadores do HIV realizam tratamento pelo SUS, o que representa uma despesa superior a R$1 bilhão.


Fonte: O Globo
Por: Letícia Lins (leticia.lins@oglobo.com.br)
De: Recife
Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Gato fluorescente testa tratamento anti HIV

Proteínas de água-viva deixam gato fluorescente -
mas são os genes de macacos que ajudam
a combater a Aids
Gatos fluorescentes estão sendo usados nos Estados Unidos para testar formas de tratar a Aids em humanos.

Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram uma técnica para modificar o genoma dos gatos, inserindo um fator que ataca e desabilita o vírus. O objetivo final é criar gatos naturalmente imunes ao vírus da AIDS em felinos.

Para rastrear a ação desse gene, eles inseriram também genes que dão um brilho verde aos animais.

A modificação, publicada na Nature Methods, foi a primeira tentativa bem sucedida de tal técnica em um carnívoro. Agora, os pesquisadores irão aprofundar os testes para ver quão eficiente ela é.

Gatos verdes
O vírus da imunodeficiência felina (FIV) causa a Aids em gatos da mesma forma que o HIV em humanos: afetando as células-T, que combatem infecções.  Nos dois casos, as proteínas que potencialmente defenderiam o corpo das invasões de vírus não funcionam contra o FIV ou o HIV.

Por isso, os cientistas da Mayo decidiram colocar versões eficientes das proteínas, vindas de macacos, no genoma do gato. Os macacos rhesus possuem um fator de restrição TRIMCyp que bloqueia o FIV, atacando e desabilitando a camada externa do vírus enquanto tenta invadir a célula.

Esse ataque funcionou bem “in vitro”, em uma cultura de células, mas era preciso testar em seres vivos.

A técnica consiste em inserir genes do macaco em óvulos felinos antes da fertilização como espermatozoide. Além do gene do macaco que bloqueia infecções, foi inserido também um gene de água-viva que faz os gatos brilharem em verde. Ele serve apenas para que os pesquisadores possam rastrear a ação dos novos genes inseridos.

O método se mostrou muito eficiente: quase todos os filhotes nascidos carregavam os novos genes – o que significa que as proteínas de defesa estavam em todo o corpo do animal. Além disso, os filhotes dessa primeira ninhada, nascidos sem intervenção, também receberam os genes.

É importante ressaltar que essa técnica específica, de modificação de genoma, não seria usada para tratar pessoas com HIV ou gatos com FIV. Ela simplesmente é uma forma de ajudar médicos e veterinários a entender melhor como funcionam as técnicas de combate à infecção. A partir daí, um novo tratamento pode surgir.


Fonte: Info
Enviado por: João Geraldo Netto

Tratamentos mais que alternativos

Terapias complementares, como acupuntura e homeopatia, melhoram qualidade de vida de quem luta contra câncer e Aids
.
Gladys Haluch adotou a
homeopatia para minimizar
os efeitos da quimioterapia
Tratamentos alternativos – como meditação, ioga, acupuntura e homeopatia – vêm conquistando cada vez mais espaço no combate aos efeitos colaterais da quimioterapia, para melhorar a qualidade de vida de quem precisa tomar os medicamentos contra o vírus HIV ou mesmo para tratar a dor em casos de acidente ou outras doenças.

Segun­do Nilton Kiesel Filho, médico acupunturista e pediatra do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, as sessões de acupuntura, durante a quimioterapia, aliviam principalmente sintomas como dor, náuseas e vômito.

"É importante lembrar que a acupuntura não trata diretamente o câncer. Ela ajuda no controle dos efeitos colaterais do tratamento e pode ser utilizada até diariamente, em pacientes de qualquer idade", completa.

Um exemplo de quem aliou, com sucesso, o tratamento convencional às práticas complementares é Vitor Caruso Jr. Ele descobriu um câncer aos 30 anos e sua busca pela cura incluiu, entre outras práticas, apoio psicológico, alimentação saudável, a prática da meditação e sessões de acupuntura.

"A acupuntura foi fundamental para me ajudar a enfrentar a quimioterapia. Meu cabelo não caiu, quase não tive dores nem enjoos", ressalta. "Porém, o que destaco mesmo é a prática da meditação. Tive uma cura em tempo recorde. Não só acredito, mas sou a prova de que meditação é um grande auxiliar na cura", ressalta Vitor.

Homeopáticos
Gladys Haluch conta que, em 1999, aos 37 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Para tratar, enfrentou uma cirurgia para retirada parcial da mama e sessões de quimioterapia e radioterapia. Em 2002, já fazendo os exames de controle, um novo nódulo foi detectado.

Desta vez, o tratamento exigiu a retirada total do seio. "As reações a essa quimioterapia foram muito mais fortes. Senti muito enjoo, dores nas articulações e na musculatura, tive queda de cabelo e enfraquecimento das unhas. Foi assustador", relembra.

Em 2010, com o câncer de mama novamente controlado, outra dor apareceu e uma ressonância magnética mostrou uma importante alteração no osso da bacia. Exames complementares diagnosticaram metástase óssea. "Meu desespero foi total. Mas o câncer é um inimigo do qual não podemos fugir. Temos de enfrentar!", afirma.

Foi nesse momento que Gladys conheceu uma pesquisa, desenvolvida na Universidade Federal do Paraná (UFPR), que busca desenvolver medicamentos homeopáticos eficazes para o fortalecimento do sistema imunológico. "Tenho certeza que associar o tratamento convencional à homeopatia fez toda a diferença na minha vida", salienta.

Ela conta que, nessa nova quimioterapia associada ao tratamento alternativo, os enjoos foram mínimos. "Não perdi o apetite, minha imunidade foi protegida, senti poucas dores no corpo e tive vontade de viver e disposição o tempo todo", acrescenta Gladys, que está vencendo mais uma vez a batalha contra a doença.

Pesquisa
Quem comanda a pesquisa com medicamentos homeopáticos na UFPR é a bióloga Dorly de Freitas Buchi. Nos últimos quatro anos, 16 medicamentos já foram estudados. Para o caso específico do câncer, quatro apresentaram resultados muito satisfatórios.

"Dois deles, o M1 e o M8, se destacam e são fortes candidatos a serem usados como terapia complementar", ressalta Dorly. Outros três compostos também se mostraram eficientes para tratamentos de pacientes com HIV.

"As pesquisas apontam que o remédio homeopático diminui os efeitos colaterais dos tratamentos convencionais. Além do câncer e da Aids, eles também são fortes aliados para quem enfrenta doenças autoimunes (quando os anticorpos do paciente atacam o próprio organismo)", ressalta a pesquisadora.


Fonte: Gazeta do Povo
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pesquisa pretende compreender perfil imunológico de portadores do HIV

A pesquisa foi realizada com 103 pacientes
Manaus - Analisar o perfil de células da mucosa anal e do sangue de pacientes portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV), comparando-as a células de indivíduos sadios, visando compreender os mecanismos envolvidos na gênese da doença é o objetivo da pesquisa 'Perfil imunológico da mucosa anal de pacientes HIV positivos e a relação com a lesão intraepitelial e o câncer', de Adriana Gonçalves Daumas Pinheiro Guimarães.

A pesquisadora, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Patologia Tropical (PPGPT) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), pretende com os resultados dos estudos, traçar estratégias preventivas e terapêuticas relativas ao HIV no Amazonas. O doutorado conta com a parceria da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT/AM).

Segundo Adriana, os pacientes com HIV estão mais vulneráveis às doenças, e a probabilidade de desenvolverem câncer anal aumenta cerca de 70% se comparado com indivíduos sadios. A pesquisa, realizada no âmbito do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), analisou 103 pacientes, e os resultados preliminares mostraram a prevalência de neoplasia intraepitelial anal, ou seja, uma patologia precursora do câncer anal, em mais de 30% dos pacientes imunocomprometidos.

Análises

De acordo com a pesquisadora, as análises não estão concluídas. Foi observado na análise sérica que as células T CD4+ e as células dendríticas CD1a+, do grupo de pacientes HIV,  produziram maiores quantidades de IL-10 quando comparados com indivíduos saudáveis. Este aumento foi concomitante com uma maior produção de IFN γ pelas células T CD4 + de indivíduos infectados,  sugerindo um mecanismo de modulação imunológica.

Para Adriana, foi identificado na mucosa anal um número significativo de células dendríticas CD209+ nos pacientes HIV, que parecem desempenhar importante papel  na modulação da resposta imune dos pacientes infectados pelo HIV. A pesquisadora explica que os resultados finais devem ser aguardados para uma conclusão mais segura baseado no número total de amostras avaliadas.

Inédito

Segundo a pesquisadora, o estudo, até então inédito no Brasil, proporcionará uma maior compreensão dos mecanismos imunológicos envolvidos na gênese do câncer anal dos pacientes HIV, etapa importante no desenvolvimento de novas ferramentas terapêuticas, envolvendo as células dendríticas que frequentemente são infectadas pelo HIV prejudicando à capacidade de apresentação de antígenos, fundamental ao desencadeamento da resposta imune inata, facilitando assim o desenvolvimento do câncer anal.


Fonte: A Critica
Enviado por: João Geraldo Netto