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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Terapias complementares no tratamento do HIV/Aids


Acupuntura é uma das técnicas alternativas que podem
melhorar a qualidade de vida dos soropositivos

Além do tratamento existente com os remédios antirretrovirais, exercícios físicos e alimentação equilibrada, há algumas práticas que o soropositivo pode adotar que melhoram a saúde e a autoestima. As chamadas terapias complementares estão disponíveis nas unidades públicas de saúde de todo o país e devem ser indicadas por profissionais e avisadas ao médico. 

Apesar de fazerem bem à saúde, não podem substituir os medicamentos, pois não combatem a aids. Essas terapias são muito utilizadas para reduzir o estresse e os efeitos colaterais dos coquetéis, melhorar o sistema imunológico, aliviar a dor e auxiliar no tratamento de infecções oportunistas. As mais comuns são: acupuntura, homeopatia, massagens (shiatsu e reflexologia), práticas físicas (yoga e Tai Chi Chuan), além do consumo de algumas ervas medicinais.

Acupuntura
A técnica milenar da medicina chinesa consiste em estimular, com finas agulhas, determinados pontos do corpo por onde a energia circula. Vem sendo muito utilizada entre soropositivos para minimizar efeitos colaterais como enjoos, náuseas, vômitos e dores em geral. No Brasil, é reconhecida como especialidade médica há quase uma década.

Homeopatia
Não trata nenhuma doença específica, mas combate as causas dos sintomas. Esses remédios estimulam as forças internas do organismo e os processos de manutenção e recuperação da saúde. Criada em 1796, pelo médico alemão Samuel Hahnemann, foi reconhecida como especialidade médica no Brasil, em 1980, pelo Conselho Federal de Medicina.

Shiatsu
Utiliza os mesmos pontos e princípios da acupuntura e a pressão é feita com a polpa dos dedos. Os benefícios são: melhora do sistema circulatório, maior flexibilidade aos músculos, recuperação do equilíbrio do sistema ósseo, melhor funcionamento do sistema digestivo e maior controle do sistema endócrino. Também ajuda a tratar o estresse, dores de cabeça e musculares e artrite. Deve ser evitada em pessoas com inflamações, febre, anemias ou que estejam debilitadas fisicamente. Quem sofre de osteoporose pode fazer, mas com toques leves, já que os ossos já estão frágeis. Essa massagem é tradicionalmente do Japão, criada em 1925., mas tem suas raízes na milenar medicina chinesa.

Reflexologia
É uma prática da Medicina Natural que consiste na aplicação de pressões rítmicas em pontos localizados nos pés e nas mãos, que correspondem às diferentes zonas do corpo. Ajuda a recuperar o bem-estar; a aliviar o estresse, a angústia, a depressão, a ansiedade, a dor de cabeça, a síndrome pré-menstrual, a asma, os problemas digestivos, entre outros. Deve ser evitada em caso de gravidez, pois a pressão em certos pontos reflexos dos pés pode levar a contrações uterinas.

Ervas medicinais
São muito utilizadas em todas as regiões do país e estão sendo implantadas no Sistema Único de Saúde (SUS). São usadas em substituição a alguns medicamentos industrializados. Mas devem ser consumidas com cuidado, pois algumas são proibidas para quem toma remédios antiaids. 

Apesar de beneficiarem pessoas saudáveis, a Erva de São João (Hipérico), o Kava Kava e o óleo de alho em cápsulas podem comprometer o tratamento e pode causar a resistência do vírus ao tratamento. O importante é sempre conversar com o médico sobre as alternativas de terapias complementares e nunca se automedicar. Saiba mais sobre a reação dos remédios com algumas ervas.


Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tratamentos mais que alternativos

Terapias complementares, como acupuntura e homeopatia, melhoram qualidade de vida de quem luta contra câncer e Aids
.
Gladys Haluch adotou a
homeopatia para minimizar
os efeitos da quimioterapia
Tratamentos alternativos – como meditação, ioga, acupuntura e homeopatia – vêm conquistando cada vez mais espaço no combate aos efeitos colaterais da quimioterapia, para melhorar a qualidade de vida de quem precisa tomar os medicamentos contra o vírus HIV ou mesmo para tratar a dor em casos de acidente ou outras doenças.

Segun­do Nilton Kiesel Filho, médico acupunturista e pediatra do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, as sessões de acupuntura, durante a quimioterapia, aliviam principalmente sintomas como dor, náuseas e vômito.

"É importante lembrar que a acupuntura não trata diretamente o câncer. Ela ajuda no controle dos efeitos colaterais do tratamento e pode ser utilizada até diariamente, em pacientes de qualquer idade", completa.

Um exemplo de quem aliou, com sucesso, o tratamento convencional às práticas complementares é Vitor Caruso Jr. Ele descobriu um câncer aos 30 anos e sua busca pela cura incluiu, entre outras práticas, apoio psicológico, alimentação saudável, a prática da meditação e sessões de acupuntura.

"A acupuntura foi fundamental para me ajudar a enfrentar a quimioterapia. Meu cabelo não caiu, quase não tive dores nem enjoos", ressalta. "Porém, o que destaco mesmo é a prática da meditação. Tive uma cura em tempo recorde. Não só acredito, mas sou a prova de que meditação é um grande auxiliar na cura", ressalta Vitor.

Homeopáticos
Gladys Haluch conta que, em 1999, aos 37 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Para tratar, enfrentou uma cirurgia para retirada parcial da mama e sessões de quimioterapia e radioterapia. Em 2002, já fazendo os exames de controle, um novo nódulo foi detectado.

Desta vez, o tratamento exigiu a retirada total do seio. "As reações a essa quimioterapia foram muito mais fortes. Senti muito enjoo, dores nas articulações e na musculatura, tive queda de cabelo e enfraquecimento das unhas. Foi assustador", relembra.

Em 2010, com o câncer de mama novamente controlado, outra dor apareceu e uma ressonância magnética mostrou uma importante alteração no osso da bacia. Exames complementares diagnosticaram metástase óssea. "Meu desespero foi total. Mas o câncer é um inimigo do qual não podemos fugir. Temos de enfrentar!", afirma.

Foi nesse momento que Gladys conheceu uma pesquisa, desenvolvida na Universidade Federal do Paraná (UFPR), que busca desenvolver medicamentos homeopáticos eficazes para o fortalecimento do sistema imunológico. "Tenho certeza que associar o tratamento convencional à homeopatia fez toda a diferença na minha vida", salienta.

Ela conta que, nessa nova quimioterapia associada ao tratamento alternativo, os enjoos foram mínimos. "Não perdi o apetite, minha imunidade foi protegida, senti poucas dores no corpo e tive vontade de viver e disposição o tempo todo", acrescenta Gladys, que está vencendo mais uma vez a batalha contra a doença.

Pesquisa
Quem comanda a pesquisa com medicamentos homeopáticos na UFPR é a bióloga Dorly de Freitas Buchi. Nos últimos quatro anos, 16 medicamentos já foram estudados. Para o caso específico do câncer, quatro apresentaram resultados muito satisfatórios.

"Dois deles, o M1 e o M8, se destacam e são fortes candidatos a serem usados como terapia complementar", ressalta Dorly. Outros três compostos também se mostraram eficientes para tratamentos de pacientes com HIV.

"As pesquisas apontam que o remédio homeopático diminui os efeitos colaterais dos tratamentos convencionais. Além do câncer e da Aids, eles também são fortes aliados para quem enfrenta doenças autoimunes (quando os anticorpos do paciente atacam o próprio organismo)", ressalta a pesquisadora.


Fonte: Gazeta do Povo
Enviado por: João Geraldo Netto