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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Médicos desenvolvem remédios que prolongam vida dos portadores de HIV

Coordenação é da professora
Sigrid Sousa

Mesmo após o desenvolvimento de remédios que prolongam a vida dos portadores do vírus HIV, ainda é necessário descobrir tratamentos que ofereçam aos soropositivos melhor qualidade de vida, em especial no combate a doenças oportunistas e outras patologias relacionadas ao processo de velhice, como o câncer, por exemplo. Estudos realizados na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob a coordenação da professora Sigrid de Sousa dos Santos, do Departamento de Medicina, analisam a relação dos portadores do vírus da imunodeficiência adquirida com outras doenças, como infecções, febre amarela, hepatites e insuficiência renal. Os estudos são realizados em parceria com as Faculdades de Medicina da USP de São Paulo e Ribeirão Preto e a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp e também com o Hospital Escola, Centro de Especialidades e Santa Casa de São Carlos.

A professora Sigrid iniciou seus estudos com portadores de HIV durante sua graduação, realizada na Faculdade de Medicina na Universidade de São Paulo, entre os anos de 1987 e 1992, momento em que os primeiros testes com o Zidovudina (AZT) eram realizados com pacientes soropositivos. O AZT inibe a produção de proteína transcriptase reversa que é essencial para a reprodução do vírus. No entanto, a irregularidade nos tratamentos contribuiu para o desenvolvimento de vírus mais resistentes aos medicamentos.

Em meados da década de 1990, surge uma nova classe de medicamentos, conhecidos como inibidores de protease, que dificultam a multiplicação do HIV no organismo. Até então, os medicamentos prolongavam a vida dos doentes por alguns meses. Quando surgiram as novas classes de medicamentos e o tratamento passou a ser feito com uma combinação de remédios, a vida dos pacientes aumentou. "Mas no ano 2000, percebemos que alguns pacientes não respondiam aos medicamentos, mesmo com novas combinações de medicamentos. Isso foi percebido, principalmente entre as pessoas que tomavam os remédios irregularmente. Como o vírus sofre mutações, a irregularidade na ingestão de medicamentos selecionava os vírus resistentes", relata a docente.

A professora Sigrid explica que, mesmo com a evolução dos fármacos e dos procedimentos de tratamento específicos de controle do HIV, ainda são necessários estudos sobre o comportamento do sistema imunológico com outras doenças e aplicação de vacinas de combate a outras doenças, como a febre amarela e gripe. Na maioria dos casos, as vacinas são produzidas a partir de proteínas presentes em determinados tipos de vírus e até mesmo vírus vivos enfraquecidos que estimulam as defesas do corpo. No caso dos portadores dos pacientes com AIDS, a quantidade de linfócitos, células essenciais para estimular a produção de anticorpos, é comprometida, inibindo a resposta imune. "Há cerca de 15 anos atrás, os médicos temiam que a aplicação de vacinas induzisse nos pacientes soropositivos o desenvolvimento das doenças. Mas, depois de alguns estudos, com acompanhamento dos pacientes, dosagem da quantidade de vírus e análise da produção de anticorpos, sabemos que é muito importante e seguro aplicar as vacinas nos pacientes soropositivos", afirma.

A adoção das terapias retrovirais permitiram uma maior sobrevida dos portadores do vírus HIV. No entanto, em decorrência do aumento da expectativa de vida e enfraquecimento do sistema imunológico, surgiram novos desafios para a classe médica, como as alterações metabólicas em decorrência dos efeitos adversos dos medicamentos, além de um estudo sobre os hábitos dos pacientes soropositivos que possam interferir no tratamento ou provocar doenças.

Desde 2003, a professora Sigrid desenvolve um estudo sobre alterações anatômicas e metabólicas em portadores do vírus HIV. "Conforme se trata o paciente soropositivo, ele melhora, mas tem algumas complicações cardiovasculares, com o aumento de colesterol e diabetes e tem uma tendência à deposição de gordura no centro do corpo, que é conhecido como lipodistrofia", explica.

O acompanhamento médico dos pacientes soropositivos também permitiu analisar como os hábitos do cotidiano podem interferir na saúde. Um levantamento feito pela docente verificou que, entre os pacientes que participaram da pesquisa, 41,9% fumavam, sendo que na população brasileira, na mesma faixa etária, a porcentagem de fumantes é de 21%. Além disso, também era expressiva a quantidade de portadores do vírus HIV que bebiam. "O hábito de fumar já contribui para o aumento de infarto e câncer de pulmão. No caso dos pacientes que bebem, aumenta a possibilidade de se desenvolver cirrose e câncer de fígado", explica a professora. Os estudos foram realizados no Hospital das Clínicas de São Paulo.

Segundo a professora, o aumento do risco de morte devido a câncer em pacientes infectados pelo HIV pode ser atribuído a maior cronicidade da infecção, ao possível papel de alguns vírus oncogênicos e pelo envelhecimento da população infectada. "O vírus HIV não é oncogênico, não tem a capacidade de alterar o código genético da célula e transformá-la em uma célula cancerosa. No entanto, toda vez que o vírus afeta o DNA da célula, ele pode alterar o código genético e, ao acaso, transformar em uma célula cancerígena. Além disso, em decorrência da deficiência do sistema imunológico, as células de defesa, como as Natural Killers, CD4 e CD8, que atacam as células estranhas do corpo, são afetadas", esclarece.

Alguns tumores, como o Sarcoma de Kaposi, Linfoma não-Rodgkin e o câncer invasivo de colo de útero, têm relação com o HIV e imunodepressão, mas as pesquisas apontam que os cânceres que mais afetam os soropositivos não têm essa relação direta com o HIV. "Não é que o portador de HIV tem maior chance de desenvolver um câncer. Mas com os avanços nos tratamentos, os soropositivos vivem mais e acabam desenvolvendo complicações tardias, como o câncer. Se o vírus HIV tivesse um papel muito importante no desenvolvimento de neoplasias, teríamos um aumento no número de mortes por câncer muito grande. Mas o que percebemos é que as infecções oportunistas ainda prevalecem nos óbitos dos pacientes com AIDS", complementa Sigrid.

A professora conta que, segundo as Orientações da Sessão Especial da Assembleia-Geral das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Ungass), os tratamentos para os pacientes no Brasil funciona muito bem nos grandes centros, mas ainda apresentam deficiências nas cidades menores. "A grande maioria dos pacientes já chega com o diagnóstico de AIDS. Em São Carlos eu vejo pessoas com quadros muito graves, em situações semelhantes à época em que eu era residente, entre os anos de 1993 e 1996. O diagnóstico de HIV deve ser feito mais cedo, antes que a doença se desenvolva. Muitos chegam ao tratamento médico tardiamente, bem debilitados", afirma a docente. Em São Carlos, os primeiros casos de infecção por HIV foram diagnosticados em 1987. Até o ano de 2010, foram diagnosticadas 997 pessoas com a doença.

Além da evolução nos tratamentos, a professora Sigrid acredita que o maior acesso aos serviços de saúde, aliado a campanhas de conscientização são necessários para a redução nos casos de transmissão do vírus HIV e manutenção da saúde do soropositivo. "Hoje, diante das pesquisas e avanços, vejo a possibilidade de desenvolvimento de um tratamento definitivo. Mas não adianta desenvolver um tratamento definitivo se isso for acessível para um número restrito de pessoas em relação à população mundial. O principal é as pessoas saberem que existe acesso aos tratamentos. Mas esses serviços devem ser acessíveis a todos. Hoje, temos condições de que os portadores de HIV tenha uma vida saudável com os remédios e as pessoas tenham acesso ao diagnóstico. Isso é uma situação que podemos resolver, mas dependemos de uma estrutura de saúde pública que seja mais assistente", defende Sigrid.


Por: Assessoria
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Terapias complementares no tratamento do HIV/Aids


Acupuntura é uma das técnicas alternativas que podem
melhorar a qualidade de vida dos soropositivos

Além do tratamento existente com os remédios antirretrovirais, exercícios físicos e alimentação equilibrada, há algumas práticas que o soropositivo pode adotar que melhoram a saúde e a autoestima. As chamadas terapias complementares estão disponíveis nas unidades públicas de saúde de todo o país e devem ser indicadas por profissionais e avisadas ao médico. 

Apesar de fazerem bem à saúde, não podem substituir os medicamentos, pois não combatem a aids. Essas terapias são muito utilizadas para reduzir o estresse e os efeitos colaterais dos coquetéis, melhorar o sistema imunológico, aliviar a dor e auxiliar no tratamento de infecções oportunistas. As mais comuns são: acupuntura, homeopatia, massagens (shiatsu e reflexologia), práticas físicas (yoga e Tai Chi Chuan), além do consumo de algumas ervas medicinais.

Acupuntura
A técnica milenar da medicina chinesa consiste em estimular, com finas agulhas, determinados pontos do corpo por onde a energia circula. Vem sendo muito utilizada entre soropositivos para minimizar efeitos colaterais como enjoos, náuseas, vômitos e dores em geral. No Brasil, é reconhecida como especialidade médica há quase uma década.

Homeopatia
Não trata nenhuma doença específica, mas combate as causas dos sintomas. Esses remédios estimulam as forças internas do organismo e os processos de manutenção e recuperação da saúde. Criada em 1796, pelo médico alemão Samuel Hahnemann, foi reconhecida como especialidade médica no Brasil, em 1980, pelo Conselho Federal de Medicina.

Shiatsu
Utiliza os mesmos pontos e princípios da acupuntura e a pressão é feita com a polpa dos dedos. Os benefícios são: melhora do sistema circulatório, maior flexibilidade aos músculos, recuperação do equilíbrio do sistema ósseo, melhor funcionamento do sistema digestivo e maior controle do sistema endócrino. Também ajuda a tratar o estresse, dores de cabeça e musculares e artrite. Deve ser evitada em pessoas com inflamações, febre, anemias ou que estejam debilitadas fisicamente. Quem sofre de osteoporose pode fazer, mas com toques leves, já que os ossos já estão frágeis. Essa massagem é tradicionalmente do Japão, criada em 1925., mas tem suas raízes na milenar medicina chinesa.

Reflexologia
É uma prática da Medicina Natural que consiste na aplicação de pressões rítmicas em pontos localizados nos pés e nas mãos, que correspondem às diferentes zonas do corpo. Ajuda a recuperar o bem-estar; a aliviar o estresse, a angústia, a depressão, a ansiedade, a dor de cabeça, a síndrome pré-menstrual, a asma, os problemas digestivos, entre outros. Deve ser evitada em caso de gravidez, pois a pressão em certos pontos reflexos dos pés pode levar a contrações uterinas.

Ervas medicinais
São muito utilizadas em todas as regiões do país e estão sendo implantadas no Sistema Único de Saúde (SUS). São usadas em substituição a alguns medicamentos industrializados. Mas devem ser consumidas com cuidado, pois algumas são proibidas para quem toma remédios antiaids. 

Apesar de beneficiarem pessoas saudáveis, a Erva de São João (Hipérico), o Kava Kava e o óleo de alho em cápsulas podem comprometer o tratamento e pode causar a resistência do vírus ao tratamento. O importante é sempre conversar com o médico sobre as alternativas de terapias complementares e nunca se automedicar. Saiba mais sobre a reação dos remédios com algumas ervas.


Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Direitos Fundamentais

Pela Constituição brasileira, os portadores do HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos. Entre eles: dignidade humana e acesso à saúde pública e, por isso, estão amparados pela lei. O Brasil possui legislação específica dos grupos mais vulneráveis ao preconceito e à discriminação, como homossexuais, mulheres, negros, crianças, idosos, portadores de doenças crônicas infecciosas e de deficiência.

Em 1989, profissionais da saúde e membros da sociedade civil criaram, com o apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids. O documento foi aprovado no Encontro Nacional de ONG que Trabalham com Aids (ENONG), em Porto Alegre (RS).

I - Todas as pessoas têm direito à informação clara, exata, sobre a aids.
II – Os portadores do vírus têm direito a informações específicas sobre sua condição.
III - Todo portador do vírus da aids tem direito à assistência e ao tratamento, dados sem qualquer restrição, garantindo sua melhor qualidade de vida.
IV - Nenhum portador do vírus será submetido a isolamento, quarentena ou qualquer tipo de discriminação.
V - Ninguém tem o direito de restringir a liberdade ou os direitos das pessoas pelo único motivo de serem portadoras do HIV/aids, qualquer que seja sua raça, nacionalidade, religião, sexo ou orientação sexual.
VI - Todo portador do vírus da aids tem direito à participação em todos os aspectos da vida social. Toda ação que visar a recusar aos portadores do HIV/aids um emprego, um alojamento, uma assistência ou a privá-los disso, ou que tenda a restringi-los à participação em atividades coletivas, escolares e militares, deve ser considerada discriminatória e ser punida por lei.
VII - Todas as pessoas têm direito de receber sangue e hemoderivados, órgãos ou tecidos que tenham sido rigorosamente testados para o HIV.
VIII - Ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para o HIV/aids, sem o consentimento da pessoa envolvida. A privacidade do portador do vírus deverá ser assegurada por todos os serviços médicos e assistenciais.
IX - Ninguém será submetido aos testes de HIV/aids compulsoriamente, em caso algum. Os testes de aids deverão ser usados exclusivamente para fins diagnósticos,  controle de transfusões e transplantes, estudos epidemiológicos e nunca qualquer tipo de controle de pessoas ou populações. Em todos os casos de testes, os interessados deverão ser informados. Os resultados deverão ser transmitidos por um profissional competente.
X - Todo portador do vírus tem direito a comunicar apenas às pessoas que deseja seu estado de saúde e o resultado dos seus testes.
XI - Toda pessoa com HIV/aids tem direito à continuação de sua vida civil, profissional, sexual e afetiva. Nenhuma ação poderá restringir seus direitos completos à cidadania.

Veja também
Direitos dos soropositivos:


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Vacinação de soropositivos

O soropositivo deve ser avaliado por um médico antes de tomar qualquer vacina para se prevenir de doenças. Se estiverem com a imunidade muito baixa, não devem receber vacinas compostas por bactérias ou vírus vivos. Diversos estudos mostram que a resposta aos organismos invasores é menor em soropositivos com pouca concentração de linfócitos T CD4+, células de defesa do organismo. Por isso, normalmente os soropositivos sintomáticos não têm boa resposta às vacinas. Portanto, na tentativa de obter uma resposta imunológica ideal, todas as vacinas devem ser dadas no curso da infecção pelo HIV, o mais precocemente possível.
Orientações para adultos
  • Vacina contra a bactéria causadora da pneumonia (pneumococo): a resposta é melhor na fase em que as células CD4+ estão acima de 350/mm3.
  • Vacina contra hepatite B: deve ser tomada somente quando indicada pelo médico. Indicações para: usuários de drogas injetáveis, homossexuais sexualmente ativos, prostitutas, homens e mulheres com atividade sexual e doenças sexualmente transmissíveis ou mais de um parceiro sexual nos últimos seis meses e pessoas que vivem na mesma casa ou tiveram contato sexual com portadores da hepatite B.
  • Vacina contra a bactéria causadora da meningite (Haemophilus influenzae tipo b): a resposta é mais eficiente nos estádios precoces da infecção pelo HIV.
  • Vacina contra tétano-difteria: a recomendação geral é de uma dose de reforço a cada 10 anos.
  • Vacina inativada contra o vírus causador da poliomielite: é preferível à vacina oral, no soropositivo e seus comunicantes próximos.
  • Vacina contra a gripe A H1N1 (gripe suína): deve ser tomada somente quando indicada pelo médico.

Orientações para crianças
As crianças menores de um ano, com suspeita de infecção pelo HIV ou com diagnóstico definitivo de infecção pelo HIV devem seguir orientação médica especializada.


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Terapias complementares

Além do tratamento existente com os remédios antirretrovirais, exercícios físicos e alimentação equilibrada, há algumas práticas que o soropositivo pode adotar que melhoram a saúde e a autoestima. As chamadas terapias complementares estão disponíveis nas unidades públicas de saúde de todo o país e devem ser indicadas por profissionais e avisadas ao médico.

Apesar de fazerem bem à saúde, não podem substituir os medicamentos, pois não combatem a aids. Essas terapias são muito utilizadas para reduzir o estresse e os efeitos colaterais dos coquetéis, melhorar o sistema imunológico, aliviar a dor e auxiliar no tratamento de infecções oportunistas. As mais comuns são: acupuntura, homeopatia, massagens (shiatsu e reflexologia), práticas físicas (yoga e Tai Chi Chuan), além do consumo de algumas ervas medicinais.

Acupuntura

A técnica milenar da medicina chinesa consiste em estimular, com finas agulhas, determinados pontos do corpo por onde a energia circula. Vem sendo muito utilizada entre soropositivos para minimizar efeitos colaterais como enjoos, náuseas, vômitos e dores em geral. No Brasil, é reconhecida como especialidade médica há quase uma década.

Homeopatia
Não trata nenhuma doença específica, mas combate as causas dos sintomas. Esses remédios estimulam as forças internas do organismo e os processos de manutenção e recuperação da saúde. Criada em 1796, pelo médico alemão Samuel Hahnemann, foi reconhecida como especialidade médica no Brasil, em 1980, pelo Conselho Federal de Medicina.

Shiatsu
Utiliza os mesmos pontos e princípios da acupuntura e a pressão é feita com a polpa dos dedos. Os benefícios são: melhora do sistema circulatório, maior flexibilidade aos músculos, recuperação do equilíbrio do sistema ósseo, melhor funcionamento do sistema digestivo e maior controle do sistema endócrino. Também ajuda a tratar o estresse, dores de cabeça e musculares e artrite. Deve ser evitada em pessoas com inflamações, febre, anemias ou que estejam debilitadas fisicamente. Quem sofre de osteoporose pode fazer, mas com toques leves, já que os ossos já estão frágeis. Essa massagem é tradicionalmente do Japão, criada em 1925., mas tem suas raízes na milenar medicina chinesa.

Reflexologia
É uma prática da Medicina Natural que consiste na aplicação de pressões rítmicas em pontos localizados nos pés e nas mãos, que correspondem às diferentes zonas do corpo. Ajuda a recuperar o bem-estar; a aliviar o estresse, a angústia, a depressão, a ansiedade, a dor de cabeça, a síndrome pré-menstrual, a asma, os problemas digestivos, entre outros. Deve ser evitada em caso de gravidez, pois a pressão em certos pontos reflexos dos pés pode levar a contrações uterinas.

Ervas medicinais
São muito utilizadas em todas as regiões do país e estão sendo implantadas no Sistema Único de Saúde (SUS). São usadas em substituição a alguns medicamentos industrializados. Mas devem ser consumidas com cuidado, pois algumas são proibidas para quem toma remédios antiaids.

Apesar de beneficiarem pessoas saudáveis, a Erva de São João (Hipérico), o Kava Kava e o óleo de alho em cápsulas podem comprometer o tratamento e pode causar a resistência do vírus ao tratamento. O importante é sempre conversar com o médico sobre as alternativas de terapias complementares e nunca se automedicar. Saiba mais sobre a reação dos remédios com algumas ervas.


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

domingo, 6 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Saúde mental

O impacto na saúde mental pode acontecer desde o momento do diagnóstico positivo. O medo da morte, por exemplo, pode levar à depressão e ao isolamento. Esses momentos merecem receber atenção especial, pois afetam não só o emocional e psicológico do paciente como também seu sistema imunológico.

Distúrbios de comportamento, como depressão, agitação, dependência e abuso de álcool, drogas e tabaco, entre outros, são frequentes em soropositivos. Pode não parecer, mas o diagnóstico precoce é fundamental para oferecer maior qualidade de vida, pois permite o acompanhamento da doença antes de surgirem os sintomas.

A falta de concentração, atenção e memória fraca, chamados distúrbios cognitivos, também podem estar associadas ao HIV e têm evolução bem variada. É importante estar sempre atento às mudanças do corpo e relatar aos médicos caso alguns desses sintomas apareça. Essas questões psicológicas ou psiquiátricas são normalmente tratadas pelas equipes multidisciplinares dos Serviços de Assistência Especializada (SAE), quando contam com profissionais de saúde mental. No caso de transtornos mais graves, é recomendado o encaminhamento para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

sábado, 5 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Sexualidade

A vivência da sexualidade é um aspecto essencial da vida do ser humano. E não é porque uma pessoa se descobriu soropositiva que deve deixar sua sexualidade de lado. A diferença é que o sexo deverá ser sempre com camisinha. Esse cuidado é para não transmitir o HIV, vírus causador da aids, e para evitar uma nova infecção pelo vírus e por outras doenças sexualmente transmissíveis. A reinfecção provoca aumento na carga viral e risco de adquirir outras mutações virais. Com isso, a eficácia do tratamento com os remédios antirretrovirais pode ser comprometida. Por isso, é preciso usar a camisinha sempre!

As dificuldades em usar o preservativo também podem estar presentes por diversos motivos: a falta de hábito de usá-lo antes da descoberta da infecção, a sensação de que a camisinha atrapalha a relação, o esquecimento ou mesmo a crença de que não precisa usar preservativo quando ambos os parceiros são soropositivos. É fundamental encontrar formas de superar essas dificuldades e construir alternativas prazerosas e seguras para que as pessoas continuem se relacionando afetiva e sexualmente.

Conheça as formas de contágio da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e saiba como se prevenir.


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Relacionamento pessoal e social

Como qualquer outra pessoa, a pessoa que vive com HIV/aids tem o direito de levar uma vida igual à de todo mundo. Pode trabalhar normalmente, praticar esportes, ir a festas, frequentar bares, shoppings, clubes e se relacionar com as pessoas, social e afetivamente. Está comprovado que a continuidade da vida social e a adesão adequada ao tratamento resultam na melhora da qualidade de vida e na resposta ao tratamento com medicamentos antirretrovirais.

O preconceito e o estigma associado à aids são dificuldades frequentemente encontradas pelos soropositivos para conseguirem manter a vida normalmente. Deixar de ser amigo de uma pessoa que vive com HIV/aids por medo de pegar a doença é bobagem. O HIV não é transmitido pelo abraço ou até mesmo pelo beijo. O contágio se dá, principalmente, por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas e outros objetos cortantes e pela amamentação. Previna-se contra o HIV e livre-se do preconceito.


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Atividade física

A prática regular de exercícios físicos é indicada a todos as pessoas, principalmente aos soropositivos, por estimular o sistema imunológico, aumentar a disposição, a autoestima, aliviar o estresse, melhorar a depressão, entre outros benefícios para a saúde em geral. Para o soropositivo, o exercício também é recomendado por prevenir e amenizar os efeitos colaterais provocados pelos remédios, como a lipodistrofia - mudanças na distribuição de gordura pelo corpo que pode afinar braços e pernas, por exemplo.

Os exercícios físicos podem ser aeróbicos (como caminhada, bicicleta, dança, ginástica localizada, natação, hidroginástica) e de carga (musculação). Os aeróbicos melhoram a oxigenação do coração e dos pulmões, diminuem o nível de colesterol e triglicérides e ajudam a queimar a gordura que se deposita na barriga. Os exercícios de carga, como a musculação, por exemplo, ajudam a manter a massa e a força muscular.

Antes de fazer qualquer exercício, o médico deve ser consultado
O profissional de saúde vai avaliar a condição clínica do paciente para liberar a prática. Após a aprovação médica, resta escolher a atividade que mais agrade. A caminhada é uma boa atividade aeróbica e só depende de cada um! O ideal é caminhar em um local plano, sem subidas e descidas, para manter um ritmo constante - mais depressa que o normal, mas sem correr. Especialistas recomendam começar com 10 minutos e ir aumentando aos poucos, conforme a resistência, até chegar a 30 ou 45 minutos, pelo menos 3 vezes por semana.


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Alimentação

Uma alimentação saudável aumenta a resistência à aids, fornecendo energia para as atividades diárias e, também, vitaminas e minerais que o organismo precisa. Além de tornar a pessoa mais disposta, uma alimentação equilibrada fortalece o sistema de defesa, ajuda no controle das gorduras e açúcares do sangue, a absorção intestinal e melhora os resultados do tratamento.

A alimentação saudável é aquela que tem todos os alimentos necessários, de forma variada e equilibrada. Para se ter uma alimentação saudável, o ser humano precisa consumir alimentos de todos os três grupos:

Carboidratos
Fornecem a energia necessária para as atividades do dia a dia, como andar, falar, respirar etc.

Encontrados em: arroz, açúcar, massas, batata, mandioca, cereais, farinhas e pães.

Proteínas
Todos os tecidos do corpo são formados por elas. São as principais componentes dos anticorpos e dos músculos. Constroem, “consertam” e mantêm o corpo, além de aumentarem a resistência do organismo às infecções.
 
Encontradas em: carnes bovinas, suína, frango, peixes, miúdos, ovos, leite, iogurtes e queijos (animais) e feijão, soja e derivados, castanhas, amendoim, amêndoa (vegetais).

Gorduras
Fornecem energia. O organismo precisa delas em pequenas quantidades. Algumas vitaminas usam-nas para serem transportadas no organismo, assim como alguns medicamentos antirretrovirais também.
 
Encontrados em: manteiga, óleos, azeite de oliva, margarina, gordura animal (presente nas carnes).
 
Como se alimentar melhor?

O ideal é fazer três refeições principais por dia, com dois ou três lanches nos intervalos. A alimentação deve ser balanceada, variada, dando preferência aos alimentos não industrializados, sempre respeitando as características e hábitos de cada um. Deve ser priorizado o consumo diário de frutas, verduras, legumes, alimentos integrais e carnes magras. Frituras, gorduras e açúcares devem ser diminuídos ou evitados.
 
Cuidado com os alimentos

Um grande problema para os soropositivos são as doenças provocadas por alimentos contaminados, que podem causar vômitos, diarreias ou mesmo infecção intestinal. Alguns cuidados e dicas com os alimentos:
  • Antes de cozinhar, lavar bem as mãos e os utensílios que forem ser usados.
  • Copos ou pratos rachados não devem ser usados, pois os germes se acumulam nas rachaduras.
  • O lixo deve estar bem tampado e longe dos alimentos.
  • Manter os alimentos fora do alcance dos insetos, roedores e outros animais. Cobrir ou guardar em vasilhas bem fechadas.
  • Não consumir alimentos com alterações de cor ou cheiro.
  • Descongelar as carnes na geladeira e não em temperatura ambiente. Evitar comer carne crua.
  • O leite pasteurizado deve ser mantido na geladeira depois de aberto e a atenção na validade deve ser constante. Se não for pasteurizado, recomenda-se ferver antes de beber.
  • Evitar comer ovos crus. Cozinhar até ficarem duros (6 a 8 minutos de fervura) ou fritar até a gema ficar dura.
  • Cortar a carne e os vegetais em tábuas de plástico ou vidro e depois lavar. Evitar a tábua de madeira, pois acumulam muitos germes e bactérias.


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida

Olá,
 
A partir de amanhã começaremos uma série com diversas dicas e informações sobre Qualidade de Vida para o portador do HIV. Serão oito posts informando coisas muito úteis sobre Alimentação, Atividade física, Relacionamento pessoal, Sexualidade entre outros.

Essas informações foram tiradas do site de Ministério da Saúde e foram muito bem preparadas para que você entenda melhor os cuidados e direitos de todo soropositivo.

A série contará com os tópicos:
  • Alimentação
  • Atividade física
  • Relacionamento pessoal e social
  • Sexualidade
  • Saúde mental
  • Terapias complementares
  • Vacinação de soropositivos
  • Direitos Fundamentais

As postagens começam amanhã bem cedinho e todo dia terá um novo tema, conforme descrito acima.

Super abraço a todos e espero que gostem!


Enviado por: João Geraldo Netto