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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Estudo avalia início precoce da terapia contra o vírus HIV




Um estudo envolvendo 35 países e 226 centros de saúde está avaliando os resultados do início precoce para o tratamento contra o HIV.

Diferentemente do que se possa imaginar, o paciente nem sempre começa a tomar os antirretrovirais logo após o diagnóstico. A avaliação é feita caso a caso mas, segundo diretrizes do Ministério da Saúde, a terapia para pessoas sem sintomas começa só quando a contagem das células de defesa CD4 cai abaixo de 350 por mm3 de sangue.

Há exceções, como gestantes, pacientes com hepatite B ou C, com mais de 55 anos ou com carga viral alta, entre outras condições que pedem tratamento com 500 ou menos células por mm3.

A pesquisa "Start", que no Brasil é coordenada pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, e pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), está recrutando soropositivos com contagem de células de defesa acima de 500/mm3. Eles são divididos em dois grupos: um fará o tratamento segundo as diretrizes atuais e o outro já receberá os remédios.

Segundo o infectologista Luiz Carlos Pereira Junior, do Emílio Ribas, o instituto já acompanha 96 pessoas e está recrutando participantes.

A dúvida sobre iniciar ou não o tratamento tem a ver com os efeitos colaterais causados pelos antirretrovirais.

Quando o tratamento com essas drogas começou, diz o médico, a tendência era o início imediato. Depois, quando se observou que os remédios causavam muitos efeitos colaterais, como alterações metabólicas, alta no colesterol, entre outros, os médicos colocaram o pé no freio.

"Foram sendo colocados limites. Primeiro, começávamos quando a contagem de CD4 caía a menos de 200 por mm3. Depois, isso foi para 350 e, nos últimos anos, têm surgido evidências de benefício para um início mais cedo."

O infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcellos, lembra que pesquisas recentes mostraram que os antivirais reduzem em 90% o risco de transmissão do HIV. "A tendência hoje é tratar independentemente da contagem CD4."

Tratamento deve ser adotado no país
As novas diretrizes para o tratamento de pessoas com HIV, a serem publicadas pelo Ministério da Saúde ainda neste semestre, devem seguir o caminho da terapia precoce, segundo o infectologista Ronaldo Hallal, coordenador de cuidado e qualidade de vida no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.

"O ministério está atento às novas evidências científicas. Hoje há remédios menos tóxicos e mais fáceis de tomar." Segundo Hallal, 217 mil pessoas com HIV estão tomando antirretrovirais por meio da rede pública. Acrescentando os soropositivos com contagem de células de defesa entre 350 e 500 por mm3 de sangue, que fariam a terapia precoce, seriam mais 20 mil. O custo das drogas é de R$ 800 milhões por ano.

O infectologista Artur Timerman explica que, apesar de expor o paciente antes aos efeitos colaterais, tratar mais cedo freia a multiplicação dos vírus e bloqueia o surgimento de cópias do HIV que resistem aos remédios.

Mas, se a pessoa não tomar os antivirais com regularidade, esse risco aumenta, diz Luiz Carlos Pereira Junior, do Emílio Ribas. Deixar o paciente sem tratamento, mesmo com alta imunidade, porém, causa problemas que levam a envelhecimento precoce.

"Uma pessoa que se contamina hoje tem mais décadas de vida. Tratar cedo vai preservá-lo dos efeitos da multiplicação viral? Só podemos responder por meio de um estudo clínico com número grande de voluntários."


Fonte: Folha
Por: Débora Mismetti
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Campanha contra doença é lançada na Rocinha


O clima de carnaval animou hoje, na quadra da escola de samba Acadêmicos da Rocinha (RJ), o lançamento da Campanha de Prevenção à Aids no Carnaval 2012. O evento contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de representantes da luta contra a doença, como José Rayan, da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids; Mauro Lima, do Movimento de Jovens Gays; e a mãe do cantor Cazuza e presidente da Sociedade Viva Cazuza, Lucinha Araújo.

A cerimônia começou com a premiação dos vídeos ganhadores do 1º Prêmio Cazuza de Vídeo. Promovido pela Sociedade Viva Cazuza em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (UNAIDS), o concurso teve como objetivo fazer com que a prevenção do HIV/Aids fosse pensada e discutida por jovens de 15 a 24 anos, buscando uma linguagem que atingisse de maneira eficiente esse público. Mais de 50 vídeos, com no máximo 27 segundos, foram enviados por jovens de todo País.

A estudante de medicina Bárbara Quinet, de Belo Horizonte (MG), ganhou o primeiro lugar, com o vídeo "Camisinha Balão". Ela recebeu um notebook como prêmio das mãos do diretor do Departamento de DST/Aids, Dirceu Grecco, e agradeceu a todos. "Essa ideia surgiu após um convite da Universidade Federal de Minas Gerais, lugar onde estudo. Aí convidei meu irmão para concretizar minha ideia e ele fez isso com muito brilhantismo". Assista ao vídeo da ganhadora, que está sendo divulgado no site da Viva Cazuza, junto com os outros quatro primeiros colocados:


Após a premiação, todo o material da campanha foi apresentado, inclusive o jingle do cantor Michel Teló. O conceito da campanha será: "Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua" e tem como principal foco s jovens gays, de 15 a 24 anos. Ela será veiculada em dois momentos: a partir de hoje, antecipando o carnaval com alertas para o uso responsável do preservativo e, no período pós-festa, a partir do final de fevereiro, com a promoção do diagnóstico e a conscientização da necessidade da realização do teste.

"A grande novidade do carnaval deste ano é um pôster dirigido às travestis. É a primeira vez que o Ministério da Saúde apresenta um material específico para esse público na campanha de carnaval" ressalta Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Outros dois pôsteres direcionam-se aos jovens gays e à população heterossexual.

Logo após, o ministro Alexandre Padilha discursou destacando a importância da campanha. "No Carnaval e no Dia Mundial de Luta contra a aids chamamos a atenção da sociedade para os riscos do HIV, mas lutamos por isso durante todo o ano. Precisamos de um grande trabalho para reforçar a sensibilização dos jovens sobre o sexo seguro. Vamos chamar a atenção para a saúde em situações e momentos específicos nessa grande festa que é o carnaval brasileiro", disse.

A Acadêmicos da Rocinha encerrou a cerimônia em grande estilo: com a apresentação de seu samba-enredo.


Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Seminário SAGAS na Prevenção às DSTs e ao HIV/AIDS na População LGBT

Nos dias 15 e 16 de setembro, a ABIA, em parceria com os grupos Somos, GRAB e Arco-Íris, realizará no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) o seminário "SAGAS na Prevenção às DSTs e ao HIV/AIDS na População LGBT". Na ocasião, serão divulgados os resultados das atividades promovidas pelo projeto, que nos últimos três anos ofereceu aos participantes cursos de fotografia, oficinas de dança, arte, exposições, realizou ações de intervenção e prevenção as DSTs/AIDS em boates e outros pontos de encontro da população homossexual, promoveu debates, entre muitas outras atividades. O participante do seminário também poderá conhecer e debater sobre os desafios enfrentados no decorrer do projeto e suas possibilidades futuras.

Além dos debates, o participante do evento poderá conhecer os materiais informativos produzidos pelos participantes do projeto. Haverá também uma exposição de fotografias, vídeos e outros acessórios criados no decorrer do projeto Sagas, que, com apoio da Fundação Schoerer, buscou promover, desde seu início, atividades que estimulassem a diminuição das vulnerabilidades em relação à epidemia de HIV e a redução do estigma contra  a população HSH.

A participação é gratuita, mas é preciso enviar um e-mail para a secretaria do evento (seminario.sagas@abiaids.org.br) solicitando a inscrição, pois as vagas são limitadas. Gostaríamos de contar com a sua presença. Inscreva-se!

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2223-1040, falar com Juan Carlos. Em breve, a programação completa do seminário estará disponível no site da Abia.
Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA)
Av. Presidente Vargas, nº 446, 13º andar - Centro
Rio de Janeiro/RJ
CEP 20071-907
Tel. (21) 2223-1040


Enviado por: RNAJVHA (e-mail)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ex-jogadores da NBA participam de projetos sociais no Rio de Janeiro

Jovem João Geraldo Netto falou no CEFAN aos jovens da NBA
sobre Aids e prevenção junto a Carla Perdiz, do UNICEF
Em visita ao Rio de Janeiro, os ex-jogadores da NBA Dominique Wilkins, Sam Perkins, Allan Houston e Adonal Foyle estão participando de projetos sociais na cidade. Se na tarde de sexta-feira eles acompanharam atividades no Complexo do Alemão, na manhã deste sábado eles deram seminário para 50 jovens da América Latina sobre prevenção da AIDS, seguido de treinos de basquete na quadra do Cefan (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes). As atividades fazem parte do "Basquete Sem Fronteiras Américas 2011", promovido pela Unicef.

Crianças treinam basquetes com os ex-atletas da
NBA na ACM (Foto: Gaspar Nóbrega / Divulgação)
À tarde, os ex-atletas seguiram para a Associação Cristã dos Moços (ACM), na Lapa, onde comandaram uma clínica de boa forma e fundamentos de basquete para 60 jovens da instituição. Neste domingo, a partir de 9h45m (de Brasília), os ex-jogadores estarão nas quadras públicas de basquete do Parque do Flamengo, onde participarão de novas clínicas com jovens do programa Special Olympics Brasil, do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Jovens atletas recebem orientação do grupo dos ex-jogadores
na quadra (Foto: Wander Roberto / Divulgação)
Carla Perdiz faz perguntas ao jovem João Geraldo Netto
(Foto: Estela Caparelli / UNICEF Brasil)
João Geraldo Netto e Carla Perdiz analisam os trabalhos da oficina
(Foto: Estela Caparelli / UNICEF Brasil)
Carla Perdiz e João Geraldo Netto com os jovens
(Foto: Estela Caparelli / UNICEF Brasil)
Foto ao lado das lendas da NBA
(Foto: Estela Caparelli / UNICEF Brasil)


Enviado pelo jovem: João Geraldo Netto

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mobilização Jovem: encontro aborda assuntos como DSTs, cidadania e sexualidade

Professores participando de uma
das oficinas do evento
Na última semana, entre os dias 12 e 14 de abril, colégios da região metropolitana do estado participaram do evento Mobilização Jovem, promovido pelo Grupo Gestor Estadual do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (GGE-RJ/SPE). Cerca de 50 alunos e 20 professores da rede pública de ensino se reuniram no hotel Golden Park, na Glória, Rio de Janeiro, para aprender e compartilhar informações sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como AIDS e hepatites, diversidade sexual, cidadania e gravidez.

Jane Portella, técnica de prevenção da gerência de DST/AIDS e hepatites virais da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, abriu o encontro e falou sobre a importância de ações como esta. "Sabemos que os jovens têm uma grande vulnerabilidade. Mas além de focar nas doenças, promovendo saúde e prevenindo problemas, as atividades propõem uma discussão sobre a questão da sexualidade de modo geral", afirma.

Tânia Barbosa, da Coordenação de
Saúde na Escola da Seeduc
Quem também esteve presente ao evento e discursou para a plateia foi Fátima Malheiro, do MEC. "É importante os jovens estarem incorporando a sua participação em outros espaços de aprendizagem, aprendendo como tomar conta e ser responsável pelo seu corpo, pela sua saúde, e descobrindo seu papel social dentro da escola", destaca a técnica pedagógica.

Durante os três dias de evento, alunos e educadores de escolas estaduais e municipais participaram de oficinas que abordavam diferentes temas, como prevenção de DSTs e direitos humanos. Houve, ainda, a apresentação do guia de educação entre pares para os jovens, além de cartilhas, gibis e outros materiais de orientação para trabalhos e ações a serem realizados pelos professores em sala de aula. No último dia, os grupos formados nas oficinas apresentaram o que elaboraram em equipe durante as atividades.

"Papo reto"

Membros da Rede Estadual de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS (REAJVCHA-RJ) trabalharam diretamente com os alunos que foram ao evento, com dinâmicas de construção de personagens para uma dramatização. "Falamos de igual para igual, temos a mesma faixa etária desses estudantes. A linguagem, o comportamento e os pensamentos estão mais alinhados, o que permite maior interação com eles e facilita qualquer tipo de trabalho e conscientização", diz Alister Rafael, um dos integrantes do grupo.

Representando a ONG CEDAPS (Centro de Promoção da Saúde) no GGE-RJ, Geísa Ferreira ressaltou o esforço de chegar mais perto dos adolescentes. "A ideia é ter sempre representantes de grupos afins e, também, dos jovens. Tentamos há algum tempo trazer os jovens, e agora conseguimos", comemora Geísa, reforçando que o intuito do grupo é fazer com que cada município se mobilize e, posteriormente, desenvolva suas próprias ações.

"A gente trabalha 'com', e não 'para'. As oficinas fazem com que alunos e professores se integrem, participem, troquem experiências. Ano passado oferecemos uma capacitação para profissionais de saúde e educação em todas as regiões do estado. Neste ano, a mobilização é mais voltada para os estudantes – são jovens falando com jovens. A partir disso, cada um vai decidir de que forma levar esse conhecimento adquirido adiante, entre seus pares, amigos, família, escola e comunidade", acrescenta Jane Portella.

A aluna Jéssica Nascimento
aprovou a experiência
Jéssica Nascimento, aluna do Colégio Estadual Maria Pereira das Neves, em Niterói, compareceu ao evento e aprovou a experiência: "Hoje as meninas engravidam muito cedo, não sabem as consequências do que fazem. E muitas vezes os adolescentes ficam com medo ou vergonha de conversar sobre sexo com os pais ou na escola. Então é legal ter um espaço assim, mais aberto, para discutir esses assuntos", diz. Além da REAJVCHA-RJ, a ONG Promundo e o grupo Cia. da Saúde também movimentaram os alunos com oficinas e uma esquete.

O encontro foi promovido pela Coordenação de Saúde na Escola da Seeduc, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, a Undime-RJ (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), a Unesco, a Unicef e os Ministérios da Educação e da Saúde.

Segundo Tânia Jacinta Barbosa, da Coordenação de Saúde na Escola, o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas é um trabalho em conjunto que vem dando certo a cada evento: "Desde 2003 temos organizado essas ações com as escolas e queremos aumentar mais e mais o número de participantes. É um trabalho que atingirá todo o Estado. Em maio estaremos com os alunos e professores do Médio Paraíba".


Fonte: Conexão Professor
Enviado pela jovem: Rafaela Queiroz

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ativistas denunciam desabastecimento de antirretroviral em SP e RJ

Ativistas denunciaram nesta quarta-feira o desabastecimento do antirretroviral Fosamprenavir nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O medicamento é importado e passou a ser fornecido pelo Ministério da Saúde há quatro anos em substituição ao Amprenavir por ter uma melhor comodidade posológica, facilitando a adesão ao tratamento da aids.

“É mais um problema de distribuição de medicamentos”, enfatizou o Presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro.

No Rio de Janeiro, onde a situação é mais grave, o representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+) no Estado, William Amaral, disse estar preocupado. “Há muito tempo pedimos ao Departamento de Aids (do Ministério da Saúde) um estoque regulador de medicamentos, mas só temos a informação quando falta o remédio na ponta. Estamos mais uma vez de calças curtas com essa condição”, comentou.

O coordenador-adjunto do Programa de DST/Aids do Estado de São Paulo, Artur Kalichman, informou que o Fosamprenavir está sendo distribuído de maneia fracionada no Estado há cerca de 20 dias. “Como percebemos que o estoque já estava pequeno, começamos a remanejar alguns lotes do medicamento pelas unidades de distribuição no Estado”, explicou.

Artur disse que o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde já está sabendo da escassez do remédio no Estado. “Fomos informados que a situação será regularizada nos próximos dias”, disse.

Ativistas que lutam em defesa das pessoas com HIV e aids no Rio de Janeiro disseram ter sido informados pelo Ministério da Saúde que a previsão de chegada do medicamento a Brasília será nesta sexta-feira e na cidade do Rio na próxima terça-feira, 19 de julho.

A Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde foi contactada, mas até o momento não se pronunciou sobre o problema.


Fonte: Redação da Agência de Notícias da Aids
Enviado pela jovem: Rafaela Queiroz