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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Vacina contra o HIV em teste

Proteína GP41 – memorize o nome, porque esta proteína pode ajudar os pesquisadores europeus a superar um dos maiores flagelos mundiais: a AIDS.

Esta equipe acredita que o baixo nível de variabilidade genética da proteína pode permitir o desenvolvimento de uma vacina pioneira.

Nicolas Mouz, Diretor Científico, PX’Therapeutics afirma: “Estamos desenvolvendo uma vacina contra o HIV, utilizando uma proteína do vírus, a GP41. E porque a proteína GP41? Porque é uma proteína chave no mecanismo de entrada do vírus nas células. É uma proteína que desenvolve anticorpos neutralizantes, que é o principal objetivo da vacina.”

Segundo Nicolas Mouz, “A ideia é observar uma resposta de imunidade no muco por parte dos anticorpos neutralizantes. Porque na mucosa? Porque quase 90% dos casos de AIDS devem-se a relações sexuais.”

Estes investigadores franceses fazem parte de um projeto europeu que inclui ensaios clínicos desta vacina de prevenção do HIV.

A equipe está acompanhando de perto 50 voluntários britânicos que participaram na primeira rodada de testes.

Lucile Marron Brignone, Diretora Farmacêutica, PX’Therapeutics: “Depois de cada administração do produto verificamos se existem efeitos secundários. O outro objetivo é obter informações sobre o produto, se gera ou não uma resposta imunológica em pacientes, ou em voluntários saudáveis.”

Os ensaios começaram bem – espera-se que esta tecnologia possa fazer parte de uma vacina contra a AIDS verdadeiramente eficaz.

Nicolas Mouz: “Estamos provavelmente no início do caminho da vacina contra a AIDS, acreditamos que tem potencial e imaginamos que a vacina do futuro será uma combinação de várias, e que esta pode ser parte integrante de uma vacina futura.”


* Esse texto passou por adaptações do Português de Portugal para o Português Brasileiro

Fonte: Euronews
Enviado por: João Geraldo Netto

Musculação diminui a lipodistrofia em pacientes portadores de HIV

Uma doença comum entre os portadores do vírus HIV é a lipodistrofia, que é caracterizada pela distribuição irregular de gordura no corpo, que causa o acúmulo ou a perda da mesma em algumas áreas. Para combater essa doença, 7 pacientes diagnosticados foram submetidos à exercícios físicos de força, como parte de uma pesquisa defendida na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. Ao fim das sessões, tanto a lipodistrofia quanto o colesterol alto e os triglicérides apresentaram melhora.

O autor da pesquisa, o educador físico Pedro Pinheiro Paes Neto, conta que, atualmente, com o uso dos antirretrovirais, os pacientes vivem mais e melhor com o vírus da Aids, mas o uso prolongado da medicação apresenta efeitos colaterais, como a lipodistrofia. Além disso, é comum a taxa de colesterol alto e triglicérides. Pelo fato da lipodistrofia se tratar de uma má distribuição de gordura no corpo, o educador pensou no exercício como maneira de combate à doença, a fim de verificar a relação entre a atividade física e as variáveis negativas alteradas pelo antirretroviral.

Os voluntários da pesquisa Educação para a saúde e a atividade física na promoção da qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV/aids realizaram 36 sessões de treinamento, distribuídas ao longo de 12 semanas. Cada sessão era composta pelo aquecimento, treinamento de força e relaxamento. No fim do processo, todas as variáveis negativas apresentaram diminuição. "E além disso, eles ainda adotaram uma prática regular de atividade física que influenciou positivamente na qualidade de vida desse grupo de pessoas" , diz Neto. Foi observado que a lipodistrofia e o triglicérides foram os problemas com melhora mais significativa.

O que o autor do estudo destaca, no entanto, é a melhora de autoestima relatada por eles. Segundo Neto, o maior ganho foi o de melhora do convívio social. "A prática fora das nossas sessões de treino promoveu a reinserção na sociedade por meio da atividade física, o que foi um grande ganho qualitativo da pesquisa. Embora os efeitos quantitativos tenham sido muito positivos, a maior queixa deles continua sendo o preconceito, o que é diminuído com essa inserção social" . Para o educador, é importante que se estimule a atividade física neste grupo, pois ela se mostra uma terapia alternativa. Isto é, dá resultados e não envolve medicamentos.

Musculação
"Quando se pensa em perder gordura, a primeira associação é normalmente com exercícios aeróbios, inclusive na literatura, mas nós fomos por outro caminho: o do treinamento de força", diz o autor da pesquisa. Segundo ele, esse foi um dos diferenciais de seu estudo, que trabalhou com cargas altas de força: os pacientes chegaram a levantar mais que 80% de sua capacidade máxima individual para cada exercício, durante a fase específica do treinamento.

Neto explica que os exercícios aeróbios demandam muito tempo de prática para a perda de gordura e o fator ergogênico (perda calórica) ocorre principalmente durante a atividade. Enquanto isso, a atividade de força faz com que o ritmo do metabolismo aumente, e a perda de gordura se dá ao longo do dia. E além da perda de gordura, há ainda o ganho de massa muscular.

Perfil
Os pacientes selecionados para a pesquisa, que foi orientada por Sonia Maria Villela Bueno eram de ambos os sexos, tinham entre 37 e 59 anos e utilizavam o serviço público de saúde. Todos eles tomavam antirretroviral e apresentavam lipodistrofia. A maioria deles ganhava entre um e quatro salários mínimos e só um possuía ensino superior.

A pesquisa, realizada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), foi uma parceria entre a Escola de Enfermagem (EERP), a Faculdade de Medicina (FMRP), e a Escola de Educação Física e Desporto da cidade de Ribeirão Preto. O projeto continua em andamento, atendendo outros 20 pacientes com as mesmas atividades.

Para o autor da pesquisa, é essencial entender que a prática de atividade física é importante para combater os efeitos colaterais do uso prolongado de antirretrovirais, aumentando a qualidade de vida. "O exercício físico com pesos melhora muito autoestima e a percepção corporal porque a pessoa vê o resultado na sua própria forma corporal, condição muito afetada pelas pessoas que vivem com HIV/aids", conclui.


Fonte: iSaúde
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fala Aí: O tema é Aids e saúde prisional


O quadro Fala Aí está de volta ao canal de vídeos da RNAJVHA no Youtube. De cara nova, o Fala Aí volta falando de temas importantes para o movimento de aids. Na reestreia, Marden Marques Soares Filho, da Secretaria de Atenção à Saúde Prisional do Ministério da Saúde fala da parceria que pretende desenvolver com a RNAJVHA. Vale a pena!




Fonte: Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aberto processo seletivo para financiamento de eventos em 2012


O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD lançam edital para financiar eventos sobre DST/HIV/aids e Hepatites Virais para o exercício de 2012.

Os recursos financeiros previstos nesta seleção são de R$ 1.500.000,00 (Hum Milhão e Quinhentos Mil Reais) e destinam-se a projetos de eventos a serem executados por Organizações da Sociedade Civil (OSC), sem fins lucrativos, que atuam diretamente no controle das DST e Hepatites Virais na construção de respostas sociais frente aos agravos do HIV/aids e das Hepatites Virais, a serem realizados no ano de 2012.

O prazo se estende até 17 de abril. Os formulários a serem preenchidos estão disponíveis AQUI e o edital completo está disponível AQUI.

Serão priorizados eventos que discutam um ou mais dos seguintes temas:
  • Inovações no campo da promoção de saúde e prevenção das DST/HIV/aids e hepatites virais;
  • Promoção de direitos humanos, redução do estigma e da discriminação às pessoas vivendo com HIV/aids e portadores de hepatites virais;
  • Populações mais vulneráveis às DST/HIV/aids e às hepatites virais;
  • Incentivo ao aumento da cobertura da testagem para diagnóstico precoce e prevenção da transmissão vertical do HIV;
  • Prevenção das DST, com ênfase no incentivo à prevenção da sífilis na gestação (gestante e parceiros); e
  • Protagonismo e participação social de pessoas vivendo com HIV/aids e portadores de hepatites virais.

As propostas devem ser apresentadas por organizações da sociedade civil com experiência de três anos na área, no mínimo. Outro pré-requisito é que a abrangência das atividades seja regional ou nacional. O resultado da seleção será divulgado no dia 21 de maio deste ano.


Enviado por: Hugo Soares

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pessoas com nível superior são as que mais procuram exame que pode detectar o vírus da Aids, diz pesquisa


Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com base nos dados do Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids, unidade da pasta na zona sul da capital paulista, aponta que quanto maior o nível de escolaridade, maior é a procura por testes gratuitos de HIV na rede pública.

Das 5,6 mil pessoas que realizaram exames no CRT em 2011, 45,9% declararam ter estudado 12 anos ou mais, com ensino superior completo, e 37% estudaram durante oito a 11 anos. Apenas 6,9% dos que fizeram o exame estudaram por sete anos ou menos, o que significa não ter concluído nem mesmo o ensino fundamental. Os demais não souberam informar por quanto tempo estudaram.

Segundo Maria Filomena Cernicchiaro, gerente de Assistência do CRT, traçar o perfil do público que busca o teste de HIV é fundamental para que se o centro possa aperfeiçoar seu trabalho de abordagem, especialmente do público com baixo nível de escolaridade.

"É importante reforçar e aperfeiçoar o trabalho educativo, atraindo o público menos escolarizado, antes que os pacientes fiquem doentes, porque o diagnóstico precoce da infecção pelo HIV permite planejar melhor o tratamento dos pacientes, garantindo melhor qualidade de vida", diz.

A Secretaria promove anualmente campanhas de testagem nos municípios paulistas. Em novembro do ano passado cerca de duas mil unidades de saúde em todo o Estado realizaram, durante uma semana, mais de 100 mil exames em 455 municípios paulistas. Além disso, o teste de HIV está disponível na rotina dos Centros de Aconselhamento e Testagem espalhados pelo Estado, e é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O estudo também aponta que 75% dos homens e 72% das mulheres que procuraram o serviço tinham entre 20 e 34 anos. O que já era esperado pela assistência da unidade, por ser a faixa em que há maior variação de parceiros, normalmente.

Ainda segundo os dados, em 54,12% dos casos, o motivo da procura foi a exposição a situações de risco. A justificativa mais comum para o não uso do preservativo foi a confiança no parceiro, citada por 7,34% dos que declararam ter parceiros eventuais e por 30,98% dos que declararam ter parceiro fixo. Para Maria Filomena, os dados mostram que o uso do preservativo ainda é um tabu por ser vinculado à infidelidade. "Nós sempre orientamos as pessoas que têm parceiros fixos a conversarem e proporem com tranquilidade o uso de preservativo caso haja relação com parceiro eventual", disse.

A relação completa das unidades que oferecem testes gratuitos de HIV no Estado pode ser encontrada no site do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP, no link Serviços DST/Aids, clicando em "Onde Fazer o Teste de HIV?".


Fonte: Bagarai
Enviado por: João Geraldo Netto
*Com informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fármaco dissolve HIV e poderá impedir transmissão da AIDS

A Dra. Zhilei Chen explica que o
composto abre o vírus, que perde
seu material genético. Isto impede
que o HIV desenvolva resistência
contra o fármaco.
[Imagem: Texas A&M University]
Molécula virucida
Pesquisadores desenvolveram um composto químico que "dissolve" o vírus HIV, destruindo sua capacidade de infecção.

Zhilei Chen e seus colegas da Universidade do Texas (EUA) afirmam que o composto - chamado PD 404,182 - tem potencial para se tornar um medicamento tópico capaz de desativar o HIV antes que ele provoque a AIDS.

"É uma pequena molécula virucida, o que significa que ela tem a capacidade de matar um vírus; neste caso, o vírus é o HIV," diz a Dra. Chen.

Os testes mostraram que o composto também é eficaz contra o vírus da Hepatite C.

Anti-resistência
"Basicamente, o composto age abrindo o vírus. Nós descobrimos que, quando o HIV entra em contato com esse composto, ele se abre e perde seu material genético," explica a pesquisadora.

Como o material genético do vírus, o RNA, é altamente instável, logo que é exposto ele se degrada, e o vírus perde sua capacidade de infecção.

"De certa forma, o composto 'dissolve' o vírus," diz Chen.

O que é ainda mais importante é que o composto age sobre algo no interior do vírus, e não sobre o seu envelope de proteína, o que significa que o vírus não poderá alterar suas proteínas para se tornar resistente ao ataque.

Gel vaginal anti-AIDS
Embora não seja uma cura para a AIDS, o composto tem um grande potencial para ser usado como uma medicação preventiva.

Chen afirma que isto poderia ser feito desenvolvendo um gel tópico para ser aplicado no canal vaginal.

No caso de um dos parceiros estar infectado, o vírus seria dissolvido antes de ser transmitido para o outro.

"Nós fizemos uma série de testes para demonstrar que esse composto permanece ativo no fluido vaginal," explica ela. "Na forma de um gel vaginal, o composto poderá funcionar como uma barreira, agindo de forma praticamente instantânea para destruir o vírus antes que ele infecte uma célula, evitando assim a transmissão do HIV de uma pessoa a outra."

Testes
Como ocorre com todos os fármacos, serão necessárias várias etapas antes que ele vire um produto nas prateleiras das farmácias.

Além de várias rodadas de testes em animais, será necessário garantir que o composto é seguro para os humanos.

A pesquisadora salienta que, nesse meio tempo, sua equipe procurará parcerias para tentar elevar a eficiência do composto.


Fonte: Diário da Saúde
Por: Redação
Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ministério da Saúde: aids aumenta em jovens homossexuais

A presença do vírus HIV em jovens homossexuais entre 15 e 24 aumentou entre 1990 e 2011, segundo informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde. Há 21 anos, 25,2% dos homens nesta faixa etária infectados com o vírus da aids faziam sexo com outros homens. Esse percentual quase dobrou este ano, atingindo 46,4%.

De acordo com a previsão do ministério, a chance de um jovem gay estar infectado pelo HIV é aproximadamente 13 vezes maior quando se compara este grupo com os jovens em geral. Na campanha de 2011 para o dia mundial de luta contra a aids, celebrado no próximo dia 1º de dezembro, o ministério vai propor a discussão contra o preconceito e a discriminação dessa população.

O aumento da presença do vírus HIV nessa população específica é considerado preocupante pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, o foco da pasta na próxima campanha contra a aids será esse grupo, incluindo os jovens travestis.

"Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos que falar dos travestis. Temos uma preocupação específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse setor. Achamos que para esse público não falta conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir a aids HIV é a camisinha", afirmou Padilha.

O crescimento do número de pessoas infectadas nessa faixa da população é uma tendência mundial, segundo relatório do programa de HIV/aids das Nações Unidas (Unaids). Em 2010, houve mais de sete mil novas infecções por dia em todo o mundo, sendo 34% em jovens entre 15 e 24 anos. Com isso, a determinação da Unaids é que os países reduzam pela metade a transmissão sexual do vírus da aids entre jovens gays até 2015.

Outro grupo que ganhará a atenção redobrada do ministério é o de mulheres jovens, entre 13 e 19 anos. Segundo dados da pasta, esta é a única faixa etária em que há mais mulheres infectadas pelo HIV do que homens. No geral, 0,41% da população feminina brasileira tem o vírus da aids, contra 0,82% dos homens. Em 2011, 137 meninas nessa faixa etária foram identificadas como portadoras do vírus, contra 110 meninos. A quantidade de mulheres entre 13 e 19 anos infectadas pelo HIV é maior que a de homens pelo menos desde 1998.

Diminuição do número de mortes
Houve uma diminuição do número de óbitos causados pelo vírus da aids no Brasil. Em 2009, 12,097 mil pessoas morreram por conta de doenças decorrentes do HIV, contra 11,965 em 2010. Desde 1980 (quando foi registrado o primeiro caso de pessoa com o vírus no País) até 2011, 241,5 mil pessoas já morreram por causa da aids ¿ de um universo de 608,2 mil infectados desde então. O coeficiente de mortalidade, no entanto, permanece estável em 6,3 mortes a cada 100 mil habitantes.


Fonte: Terra
Por: Luciana Cobucci
De: Brasília
Enviado por: João Geraldo Netto

Campanha contra aids usará twitter

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a nova campanha contra o HIV vai deixar de lado estratégias clássicas e focar em novas formas para atingir jovens. Redes sociais (como twitter e facebook), programas populares de TV e shows serão alvo da campanha, que começará em 1.º de de­­zembro e terminará no carnaval. "Houve redução do uso de camisinha entre os mais jovens. Mas os estudos mostram também que 95% da população brasileira sabe que a camisinha é a melhor forma de proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis", disse. O ministro negou que tenha ha­­­­vido redução da verba para campanhas de aids. Segundo ele, o ministério gastou cerca de R$ 16 milhões em 2011 e R$ 15 milhões em 2010. Mulheres com idades entre 13 anos e 29 anos e homens do grupo HSH (homens que fazem sexo com homens) com idades en­­tre 15 anos e 24 anos são o público alvo da campanha, que terá como tema o combate ao preconceito.


Fonte: Gazeta do Povo
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Balada Consciente

O hospital Emílio Ribas vai colocar modelos em 13 casas noturnas, a partir de amanhã, para uma campanha de conscientização de jovens contra a AIDS. Eles distribuirão 60 mil PRESERVATIVOS nas baladas. Também serão enviados 400 mil torpedos com alertas sobre o número de jovens diagnosticados e vídeos no Facebook, com mensagens de Adriane Galisteu e Paulo Ricardo.
Por: Mônica Bergamo
Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Estudo mostra que pacientes já em tratamento estão transmitindo o HIV

Uma pesquisa israelense mostra que pessoas que sabem que têm o HIV estão fazendo sexo sem camisinha e transmitindo o vírus para outras pessoas. A equipe de Zehava Grossman, pesquisadora da Universidade de Tel Aviv encontrou, em pacientes recém-diagnosticados, formas do vírus resistentes a drogas. Isso mostra que eles receberam o HIV de pessoas que já tomam o coquetel para controlar a doença.

Além disso, outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) foram encontradas nos testes, o que é mais uma indicação de que as pessoas deixaram de usar o preservativo em relações sexuais.

"A informação que temos é em Israel, mas temos tendências semelhantes nos EUA, na Europa e na Austrália", diz Grossman, sobre a falta de cuidado com o sexo seguro. "No nosso trabalho, fica bem claro que é uma tendência de 2007 para cá", completa.

Grossman afirma ainda que as pessoas infectadas têm consciência do que é um comportamento de risco. No teste de laboratório, é possível perceber se a pessoa adquiriu o vírus recentemente. A pesquisadora afirma que, nos últimos anos, muitos foram diagnosticados nesse quadro, e isso mostra que eles já imaginavam que poderiam estar com o HIV, provavelmente porque sabiam que tinham sido expostos ao risco.

Os dados obtidos deixam a pesquisadora preocupada principalmente com homens homossexuais. Ela diz que o número de gays diagnosticados é cinco vezes maior do que era há dez anos. Entre os heterossexuais, a variação não foi significativa, segundo ela.

Quero Fazer
No Brasil, uma campanha contra a Aids se volta para esse mesmo público. O programa Quero Fazer leva um trailler equipado com kits de teste rápidopara locais que são normalmente frequentados por homossexuais.

O exame é feito com uma gota de sangue, retirada com uma picada na ponta do dedo, e demora entre 45 minutos e uma hora para ser comunicado ao paciente.

O projeto, que já está presente em Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, é uma parceria do Ministério da Saúde com autoridades locais e organizações não governamentais (ONG's). Há ainda o apoio da Agência Norte-americana para o Desenvolvimento Internacional.

Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, diz que não há registro de que a transmissão seja maior entre os gays, mas que esse é sim um grupo em que o HIV é mais comum, assim como entre profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis.

Segundo ele, o objetivo do Quero Fazer é "facilitar o acesso de populações que são diferentes do padrão usual da população" ao teste. "Muitas vezes, eles se sentem discriminados", comenta Greco, que especifica: "principalmente os travestis".

Números
O Ministério da Saúde estima que 0,6% da população brasileira seja portadora do HIV. Há cerca de 215 mil pacientes em tratamento. A cada ano, entre 20 mil e 25 mil novos casos são diagnosticados e cerca de 12 mil morrem por causa da Aids.

No Brasil, cerca de 30% dos diagnósticos são feitos só depois que o sistema imunológico já foi afetado. Nesses casos, além de controlar a Aids, é preciso também combater as doenças que ela pode acarretar, como, por exemplo, a tuberculose.

Por isso, Greco enfatiza que diagnosticar a doença cedo – o que só é possível com o exame específico de sangue – ajuda no tratamento. "Quanto melhor você estiver, menor a chance de surgirem efeitos colaterais [do remédio]", afirma o diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, que é infectologista.


Fonte: 180 Graus
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Gel contra HIV também é eficaz contra herpes

Tenofovir gel vaginal
Uma nova pesquisa revela que o gel vaginal capaz de proteger contra o HIV também é eficaz contra o vírus do herpes. O estudo, conduzido por cientistas da Bélgica, Itália e dos Estados Unidos, foi publicado no periódico científico Cell Host and Microbe.

O tenofovir - droga muito usada na terapia contra o HIV na forma oral - já havia se mostrado eficaz como gel vaginal num estudo que envolveu 900 mulheres sul-africanas. O medicamento inibe uma enzima necessária para a produção de cópias do vírus.

A pesquisa constatou que, além de diminuir significativamente a transmissão pelo HIV, o gel reduziu o risco de infecção pelo vírus do herpes. Anteriormente, a droga não havia se mostrado eficaz contra essa doença.

Para os cientistas, a diferença de concentração da droga via oral e aplicada topicamente pode explicar os benefícios alcançados contra o herpes.

"Nossos dados e os princípios terapêuticos do estudo são importantes para o desenvolvimento de novas formulações e protocolos de administração", afirma Leonid Margolis, do National Institute of Child Health and Human Development, nos Estados Unidos, um dos autores do trabalho.

A infecção pelo HIV costuma ser associada a outras doenças sexualmente transmissíveis, como herpes. A contaminação por esse vírus aumenta o risco de contrair HIV e tem impacto negativo no desenvolvimento da doença.

Por isso é tão importante identificar compostos capazes de matar vários micro-organismos ao mesmo tempo.


Fonte: Bonde
Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Índia: sexo seguro evita 100 mil infecções por HIV em 5 anos

Um programa adotado em seis estados indianos que concentrou campanhas de promoção do sexo seguro em alguns grupos específicos da população conseguiu prevenir cem mil infecções por HIV, vírus causador da Aids, em cinco anos, segundo estimativas publicadas esta terça-feira na revista The Lancet. O projeto chamado Avahan foi lançado em 2003 nos Estados de Andhra Pradesh, Karnataka, Maharashtra, Tamil Nadu, Manipur e Nagaland, usando doações maciças da Fundação Bill e Melinda Gates.

Estes Estados, que juntos têm uma população de 300 milhões de pessoas, tinham as maiores prevalências de infecções pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida (HIV) da Índia naquela época. A meta do Avahan foi implementar a prevenção entre prostitutas e seus clientes, homossexuais, usuários de drogas injetáveis e motoristas de caminhão para impedir que o HIV saltasse dos grupos de alto risco para a população em geral.

A tática incluiu o aconselhamento da prática de sexo seguro individual, a distribuição gratuita de preservativos, a substituição de agulhas usadas por esterilizadas, a implantação de clínicas para tratar doenças sexualmente transmissíveis e o trabalho de assistência dentro das comunidades.

"No total, calculamos que 100.178 infecções por HIV tenham sido evitadas na população entre 2003 e 2008 como resultado do projeto Avahan", destacou o estudo. As estimativas provêm da prevalência do HIV em distritos importantes dos seis estados onde o projeto foi implantado.

Em geral, a estratégia direcionada - ao contrário do esforço pulverizado, disseminado na população - foi um sucesso e serviu de lição para os outros países, afirmaram. A prevenção tem sofrido um declínio nos últimos anos, devido ao sucesso dos medicamentos antirretrovirais, que tratam a infecção, mas não a curam.

Mas especialistas alertam que as drogas sozinhas não são suficientes para fazer a pandemia global recuar. À medida que as taxas de infecção aumentam, sobem também os gastos com os remédios, uma vez que os medicamentos precisam ser ingeridos diariamente para o resto da vida.

O projeto Avahan foi lançado em uma época em que a Índia vivia o temor de que 25 milhões de pessoas pudessem ser infectadas pelo HIV em 2010. Estas projeções acabaram sendo drasticamente reduzidas. Segundo estimativas, em 2009, o país tinha 2,4 milhões de pessoas vivendo com HIV. O projeto Avahan recebeu doações da fundação Gates no valor de US$ 258 milhões entre 2003 e 2008.


Fonte: Terra
Enviado por: João Geraldo Netto

O jovem não tem mais o mesmo medo do HIV

Na última semana, participei em Brasília de um grupo de trabalho no Ministério da Saúde para definir o "briefing" (informações, orientações) para que as agências de publicidade desenvolvam o esboço das campanhas do Dia Mundial da aids (1º de dezembro) e do Carnaval 2012.

Especialistas e representantes de diversos setores da sociedade foram discutir qual será o foco dessas campanhas. Já há alguns anos o Brasil vive uma situação de "epidemia concentrada", ou seja, alguns grupos estão mais vulneráveis e merecem atenção especial.

Neste ano, os jovens continuam como um foco importante de cuidado. Entre os jovens, dois grupos chamam atenção: as meninas, com suas dificuldades em negociar o uso do preservativo e sua confiança cega nos jovens companheiros; e os garotos que fazem sexo com outros garotos e têm se descuidado com frequência em suas novas experiências.

Dados sugerem que, em 35% dos casos novos em jovens, a transmissão se deu entre dois homens. Discutir a valorização da autoestima e da vida e o combate ao estigma, ao preconceito e à violência é parte dos objetivos da campanha do Ministério da Sáude.

Outro foco é mostrar a importância, mesmo nos dias de hoje, do cuidado, da prevenção e da administração dos riscos no caso da aids. Hoje, o jovem não vê o vírus HIV como sendo aquele mesmo bicho de sete cabeças que as gerações anteriores enxergavam. Houve uma banalização da doença, talvez por um afastamento dos períodos mais críticos da epidemia, da chegada de tratamentos mais eficazes ou, ainda, do uso de profilaxia (prevenção) com remédios em alguns casos especiais.

Mas a história está longe de ser resolvida. O vírus está aí, as pessoas continuam a se infectar em velocidade semelhante a dos últimos anos, e os jovens que têm uma longa vida sexual pela frente não gerenciam bem os seus riscos. O que fazer? Trabalhar a informação mais e melhor! Tentar mexer nas ideias e nas emoções é um caminho!


Fonte: Folha de S. Paulo
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Governo pretende distribuir camisinha nas escolas públicas de Ensino Médio

O Ministério da Saúde quer retomar uma proposta que já provocou muita discussão: distribuir camisinhas de graça nas escolas públicas de Ensino Médio. A proposta do Governo Federal foi tão criticada que os Ministérios da Saúde e da Educação quase desistiram. Agora, decidiram insistir, mas para evitar um novo desgaste, o projeto vai começar apenas em duas escolas: uma em Brasília e outra em Florianópolis.

Em Santa Catarina, a máquina de camisinhas já está pronta. Ela foi criada há três anos para que os adolescentes tenham acesso mais fácil aos preservativos no local onde passam boa parte do dia: a escola.

Professores, alunos, pais e direção vão decidir, por exemplo, se a entrega das camisinhas vai ser de graça e se haverá uma quantidade limite por aluno. É certo que vai ter polêmica de novo. "Há muita reação, principalmente das igrejas, que acham que sexo é somente sexo reprodutivo, depois de casado, o que também não é realidade. Essas pessoas estão correndo risco. O HIV não acabou. Nós temos infecção, ela está presente, nós temos que cuidar dela", defende Dirceu Greco, diretor do departamento Dstaids do Ministério da Saúde.

Uma pesquisa internacional sobre o comportamento dos adolescentes destacou o Brasil como um dos países em que a escola contribui pouco para a educação sexual. A maior parceira dos jovens acaba sendo a internet. Segundo a pesquisa, 36% dos jovens entre 15 e 19 anos estão fazendo sexo sem proteção.

A estudante Andressa de Freitas engravidou aos quinze anos e passou momentos muito difíceis. "Sempre usem camisinha, não deixem nunca, porque foi só uma vez eu eu ganhei ele. Assim, filho é bom, mas no momento a gente tem que se focar bastante no estudo. Porque sem ele já é difícil, com ele dificulta mais ainda", aconselha.
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Fonte: G1
Por: Giovana Teles
De: Brasília
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sexo sem camisinha está mais frequente entre os jovens, mostra pesquisa

O número de jovens que mantiveram relações sexuais sem o uso de preservativo no Ocidente teve uma forte alta nos últimos dois anos, aponta uma pesquisa da Fundação Parenthood divulgada nesta segunda-feira. O dado preocupa profissionais da área de saúde.

O estudo mostra um aumento do sexo desprotegido principalmente entre adolescentes dos Estados Unidos e da Europa. Entre os americanos, a porcentagem subiu de 38% em 2009 para 53%, enquanto a França registrou um aumento de 19% para 40%.

A pesquisa, realizada por ocasião do Dia Mundial da Contracepção, também aponta a Tailândia como um foco de preocupação, uma vez que 62% dos jovens tailandeses fizeram sexo sem proteção com um novo parceiro. A porcentagem também foi superior a 50% na China, Coreia do Sul, Noruega e Estônia.

O estudo destaca que, em Europa, região Ásia-Pacífico, América Latina e Estados Unidos, o principal motivo para a ausência do preservativo foi não tê-lo disponível no momento da relação sexual.

"Os resultados mostram que muitos jovens têm pouco conhecimento sobre uma vida sexual saudável, têm receio de exigir o uso de preservativo, ou não desenvolveram a habilidade de negociar o uso da camisinha com o parceiro", assinala Jennifer Woodside, da Federação Internacional de Planejamento Familiar.

A pesquisa, patrocinada pela gigante farmacêutica alemã Bayer, ouviu 5.426 jovens de 15 a 30 anos em 26 países, entre abril e maio.


Fonte: AFP (via Forum ONG Aids - RJ)
De: Londres
Enviado por: Rafaela Queiroz

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ministério lança Blog da Saúde

O Ministério da Saúde lançou o Blog da Saúde, ferramenta que fornecerá conteúdos de notícias, apresentações, fotos, infográficos, áudios, vídeos, peças publicitárias e conferências via web. O objetivo do Ministério é prestar informações ao cidadão e mobilizar a comunidade virtual para campanhas de utilidade pública, ações de promoção da saúde e temas relevantes como doação de sangue, medula, órgãos, enfrentamento ao crack e outras drogas, prevenção contra AIDS e dengue.

De acordo com a área de Redes Sociais do Ministério, cerca de 560 blogueiros brasileiros já colaboram de forma espontânea com mobilizações na internet. O Ministério da Saúde quer ampliar essas parcerias, fornecendo conteúdos específicos.

O Blog da Saúde será dividido por temas. O destaque é a área “Você e o SUS”, que será dedicada exclusivamente a conteúdos enviados pela população. A editoria contará ainda com participação do Comunica SUS, rede que abrange cerca de 1,3 mil assessores de comunicação das secretarias estaduais e municipais, prefeituras e órgãos vinculados ao Ministério para divulgação de suas ações. Neste ambiente, será feita troca de experiências e sugestões.

ATUAÇÃO NAS REDES – O Ministério da Saúde já mantém forte atuação nas Redes Sociais. Além da produção de diversos conteúdos no Twitter, o Ministério possui perfis oficiais no Orkut, Facebook, Flickr, YouTube, Slideshare, Soundcloud e Formspring. Neste último, mais de 14,5 mil questionamentos foram respondidos. O perfil minsaude no Formspring é hoje um dos maiores bancos de respostas sobre Saúde na América Latina.


Fonte: Portal da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

domingo, 18 de setembro de 2011

Prevenção ao HIV após relação sexual de risco funciona em marcha lenta em São Paulo, dizem ativistas

Em outubro de 2010 o Ministério da Saúde autorizou que soronegativos que passarem por uma relação sexual eventual com risco de contrair HIV têm direito a uma proflaxia com antirretrovirais para evitar  a infecção. A possibilidade de tratamento com remédios depende de alguns fatores, como o tipo de sexo (anal, vaginal ou oral), a certeza ou não do (a) parceiro (a) ter HIV e se os envolvidos pertencem a grupos considerados mais vulneráveis, como gays, profissionais do sexo e usuários de droga.

“O Programa Estadual de DST/Aids afirma que o serviço está disponível em todos os municípios de São Paulo, mas isso não acontece”, afirmou o presidente do Fórum, Rodrigo Pinheiro.

Levantamento

O Fórum de ONG/Aids está estimulando os ativistas a realizarem levantamentos sobre a disponibilidade da profilaxia pós exposição sexual em diferentes regiões de São Paulo. Na apuração feita por Jô Fonseca, representante da ONG Sonho Nosso, de Nova Guataporanga, apenas 2 de 10 municípios pesquisados no extremo oeste do Estado ofertam o serviço. “Na maioria dessas cidades os profissionais orientam a procurar uma Santa Casa. Eles estão desinformados”, disse.

Na opinião do presidente do projeto Bem-Me-Quer, José Roberto Pereira (Betinho), a falta de divulgação para os possíveis usuários também gera dificuldades. “Não há flyers e nenhuma outra divulgação voltada aos públicos que são o foco do serviço”, criticou.

Complexidade

O presidente do Grupo Pela Vidda/SP, Mário Scheffer, concorda com as críticas. Porém, Mário ressaltou que é preciso levar em consideração a complexidade do serviço. “São necessários profissionais de plantão com condições de avaliar a indicação da profilaxia”, declarou. “Também temos que reconhecer que o Programa Estadual (de DST/Aids de São Paulo) foi rápido na formalização da iniciativa.”

A necessidade de plantonistas citada pelo ativista ocorre porque quanto antes o usuário começar a tomar antirrretrovirais, mais eficaz será o método. O prazo máximo para iniciar a ingestão dos remédios é de 72 horas depois da relação sexual de risco.

Na tarde desta sexta-feira os ativistas afirmaram que vão levar essas demandas aos representantes do Programa Estadual de DST/Aids na reunião. A Agência Aids vai acompanhar. 

Dica de Entrevista
Fórum de ONG/Aids de São Paulo
Tel.: (11) 3334-0704


Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Fábio Serrato
Enviado por: João Geraldo Netto

sábado, 17 de setembro de 2011

Folheto sobre prevenção ao HIV entre usuários de drogas causa polêmica em Sorocaba

A discussão ocorreu porque um folheto com informações como os pontos seguros do corpo para injetar drogas e os cuidados para evitar overdose estavam sendo distribuídos livremente em Sorocaba, e não só para aqueles que são usuários. Leia a seguir notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo.

Folheto que orienta sobre drogas causa polêmica em SP

Um kit com folhetos contendo informações sobre os cuidados básicos para quem injeta drogas no próprio corpo causa polêmica em Sorocaba, a 92 km de São Paulo. O material publicitário, que indica os melhores e os piores pontos do corpo para injetar, estava ao alcance de pessoas não usuárias de drogas, inclusive crianças, em pontos de distribuição do programa Território Jovem. A distribuição faz parte do programa nacional Redução de Danos, do Ministério da Saúde em parceria com a prefeitura, para prevenir a transmissão do vírus HIV entre usuários de drogas.

Um dos folhetos assinala os pontos seguros para injetar, como as veias dos braços, dos antebraços e das pernas; os pontos a considerar, como as veias dos pés ("veias pequenas, muito frágeis") e os pontos perigosos, como o pescoço, rosto, peito, genitália e pulsos. Também explica os cuidados para se evitar a overdose, como dividir em duas doses a droga nova que estiver experimentando. O material também ilustra sobre o uso da camisinha com o desenho de um pênis.

O vereador Hélio Godoy (sem partido) considerou irregular a distribuição sem um efetivo controle do público alvo. "Do jeito que está sendo feita, ela não previne, nem reduz o uso de drogas, pelo contrário, só faz incentivar o consumo de drogas injetáveis", disse.

Passo a passo

Godoy registrou com fotos a entrega do material a adolescentes e não usuários nas unidades do programa Território Jovem no Jardim Nova Esperança. "Os folhetos estavam sobre um balcão à disposição de quem quisesse pegar", disse.

O presidente da Câmara, vereador Marinho Marte (PPS), criticou o conteúdo do material que em momento algum faz menção aos malefícios das drogas. "Ao contrário, só explica o passo a passo para usá-las."

A Secretaria da Juventude (Sejuv), responsável pelo programa, informou ter havido uma falha na distribuição do material educativo referente ao projeto Redução de Danos, durante a ação do Programa "Entre Nós" no bairro Nova Esperança.

Os folders são produzidos pelo Ministério da Saúde e foram reproduzidos pela Clínica DST/Aids em Sorocaba em 2006. O público a quem se destina é especificamente usuários de drogas injetáveis. A Sejuv informou ainda que assim que soube do ocorrido orientou os funcionários para que não ocorra nova falha e oferecerá mais capacitação à equipe que atua no programa.


Fonte: O Estado de São Paulo
Via: Agência de Notícias da Aids
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aposta em prevenção diminui os casos de aids em Campo Grande (MS)

Exposição sobre aids do Ministério da Saúde
Com o preconceito diminuindo, cada dia mais pessoas procuram as redes públicas para fazer testes de HIV. O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) faz o teste gratuitamente e também distribui e orienta quanto à prevenção de DST (doenças sexualmente transmissíveis). O trabalho maior é na prevenção, que reflete nos números e na qualidade de vida da população posteriormente.

Segundo o balanço do primeiro semestre, 2.659 pessoas procuraram o serviço e 8 delas estavam infectadas, todos homens. O CTA também faz o trabalho em empresas privadas e dois casos de pessoas com Aids foram encontrados por acaso nesses locais, ou seja, eram homens que não pensavam em fazer o teste, que nunca imaginavam ter a doença. "Nós fazemos a testagem em redes públicas de saúde, empresas, escolas, assentamentos e Uneis. Têm várias pessoas que têm o vírus há muito tempo, que não querem se tratar e não entendem que estão doentes", conta a gerente do CTA, Lianey Ferreira de Freitas. Da chamada "demanda espontânea" - pessoas que procuram por vontade própria -, a maioria percebeu o sintoma do rápido emagrecimento no período de três meses.

Dos grupos que mais procuram informações e testes de HIV se destacam os profissionais do sexo, homossexuais e caminhoneiros ou viajantes. Desde 2005 o CTA já fez 3.338 testes em mulheres e 25 delas eram soropositivas. Entre homens foram 4.702 testes e 71 contaminados. Comparando com os outros anos, o número de casos é menor, mesmo aumentando a quantidade de pessoas testadas. A faixa etária vai dos 20 aos 60 anos.


Fonte: Correio do Estado
Por: Laís Camargo
De: Campo Grande - Mato Grosso do Sul
Foto: Salete Saionara / Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Seminário SAGAS na Prevenção às DSTs e ao HIV/AIDS na População LGBT

Nos dias 15 e 16 de setembro, a ABIA, em parceria com os grupos Somos, GRAB e Arco-Íris, realizará no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) o seminário "SAGAS na Prevenção às DSTs e ao HIV/AIDS na População LGBT". Na ocasião, serão divulgados os resultados das atividades promovidas pelo projeto, que nos últimos três anos ofereceu aos participantes cursos de fotografia, oficinas de dança, arte, exposições, realizou ações de intervenção e prevenção as DSTs/AIDS em boates e outros pontos de encontro da população homossexual, promoveu debates, entre muitas outras atividades. O participante do seminário também poderá conhecer e debater sobre os desafios enfrentados no decorrer do projeto e suas possibilidades futuras.

Além dos debates, o participante do evento poderá conhecer os materiais informativos produzidos pelos participantes do projeto. Haverá também uma exposição de fotografias, vídeos e outros acessórios criados no decorrer do projeto Sagas, que, com apoio da Fundação Schoerer, buscou promover, desde seu início, atividades que estimulassem a diminuição das vulnerabilidades em relação à epidemia de HIV e a redução do estigma contra  a população HSH.

A participação é gratuita, mas é preciso enviar um e-mail para a secretaria do evento (seminario.sagas@abiaids.org.br) solicitando a inscrição, pois as vagas são limitadas. Gostaríamos de contar com a sua presença. Inscreva-se!

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2223-1040, falar com Juan Carlos. Em breve, a programação completa do seminário estará disponível no site da Abia.
Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA)
Av. Presidente Vargas, nº 446, 13º andar - Centro
Rio de Janeiro/RJ
CEP 20071-907
Tel. (21) 2223-1040


Enviado por: RNAJVHA (e-mail)