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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Estudo avalia início precoce da terapia contra o vírus HIV




Um estudo envolvendo 35 países e 226 centros de saúde está avaliando os resultados do início precoce para o tratamento contra o HIV.

Diferentemente do que se possa imaginar, o paciente nem sempre começa a tomar os antirretrovirais logo após o diagnóstico. A avaliação é feita caso a caso mas, segundo diretrizes do Ministério da Saúde, a terapia para pessoas sem sintomas começa só quando a contagem das células de defesa CD4 cai abaixo de 350 por mm3 de sangue.

Há exceções, como gestantes, pacientes com hepatite B ou C, com mais de 55 anos ou com carga viral alta, entre outras condições que pedem tratamento com 500 ou menos células por mm3.

A pesquisa "Start", que no Brasil é coordenada pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, e pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), está recrutando soropositivos com contagem de células de defesa acima de 500/mm3. Eles são divididos em dois grupos: um fará o tratamento segundo as diretrizes atuais e o outro já receberá os remédios.

Segundo o infectologista Luiz Carlos Pereira Junior, do Emílio Ribas, o instituto já acompanha 96 pessoas e está recrutando participantes.

A dúvida sobre iniciar ou não o tratamento tem a ver com os efeitos colaterais causados pelos antirretrovirais.

Quando o tratamento com essas drogas começou, diz o médico, a tendência era o início imediato. Depois, quando se observou que os remédios causavam muitos efeitos colaterais, como alterações metabólicas, alta no colesterol, entre outros, os médicos colocaram o pé no freio.

"Foram sendo colocados limites. Primeiro, começávamos quando a contagem de CD4 caía a menos de 200 por mm3. Depois, isso foi para 350 e, nos últimos anos, têm surgido evidências de benefício para um início mais cedo."

O infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcellos, lembra que pesquisas recentes mostraram que os antivirais reduzem em 90% o risco de transmissão do HIV. "A tendência hoje é tratar independentemente da contagem CD4."

Tratamento deve ser adotado no país
As novas diretrizes para o tratamento de pessoas com HIV, a serem publicadas pelo Ministério da Saúde ainda neste semestre, devem seguir o caminho da terapia precoce, segundo o infectologista Ronaldo Hallal, coordenador de cuidado e qualidade de vida no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.

"O ministério está atento às novas evidências científicas. Hoje há remédios menos tóxicos e mais fáceis de tomar." Segundo Hallal, 217 mil pessoas com HIV estão tomando antirretrovirais por meio da rede pública. Acrescentando os soropositivos com contagem de células de defesa entre 350 e 500 por mm3 de sangue, que fariam a terapia precoce, seriam mais 20 mil. O custo das drogas é de R$ 800 milhões por ano.

O infectologista Artur Timerman explica que, apesar de expor o paciente antes aos efeitos colaterais, tratar mais cedo freia a multiplicação dos vírus e bloqueia o surgimento de cópias do HIV que resistem aos remédios.

Mas, se a pessoa não tomar os antivirais com regularidade, esse risco aumenta, diz Luiz Carlos Pereira Junior, do Emílio Ribas. Deixar o paciente sem tratamento, mesmo com alta imunidade, porém, causa problemas que levam a envelhecimento precoce.

"Uma pessoa que se contamina hoje tem mais décadas de vida. Tratar cedo vai preservá-lo dos efeitos da multiplicação viral? Só podemos responder por meio de um estudo clínico com número grande de voluntários."


Fonte: Folha
Por: Débora Mismetti
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Mantida decisão que garante transporte gratuito a portador de HIV em São Paulo


A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento a recurso da fazenda do estado de São Paulo, mantendo decisão do Tribunal de Justiça paulista (TJSP) que considerou ser da União, estados e municípios o dever de cuidar da saúde, prestar assistência pública e dar proteção e garantia às pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida. 

A decisão do TJSP, reformando sentença do juiz de primeiro grau, determinou que é cabível a isenção de tarifa de transporte público para portador do vírus HIV e que nisso se enquadram os serviços de transporte prestados pelo estado. O estado de São Paulo apresentou embargos de declaração, alegando omissão do tribunal estadual ao não se manifestar sobre sua suposta ilegitimidade para figurar como parte passiva na ação. 

Os embargos foram rejeitados e a fazenda de São Paulo entrou com recurso especial para o STJ, sustentando que teria havido falta de prestação jurisdicional por parte do TJSP ao não se pronunciar sobre a questão da legitimidade. O recurso especial não foi admitido no TJSP, e contra essa decisão a fazenda apresentou agravo, tentando forçar a subida do recurso. Rejeitado o agravo pelo relator do caso no STJ, ministro Benedito Gonçalves, sua decisão foi confirmada pela Primeira Turma. 

Segundo a fazenda de São Paulo, a ilegitimidade passiva decorreria do fato de que competem ao município, e não ao estado, as providências relativas aos meios de tratamento do paciente, inclusive transporte, em razão da regionalizaão dos serviços de saúde (artigo 30 da Constituição Federal). 

Argumento improcedente
O ministro Benedito Gonçalves não acolheu a tese da falta de prestação jurisdicional: "Revela-se improcedente a arguição de ofensa ao artigo 535 do Código de Processo Civil, pois o tribunal de origem adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia, atentando aos pontos relevantes e necessários ao deslinde do litígio. Portanto, a decisão do TJSP não possui vício a ser sanado por meio de embargos de declaração, uma vez que as questões relevantes para a solução da controvérsia foram devidamente postas." 

O relator explicou que o TJSP aplicou a Constituição Federal, leis infraconstitucionais (Lei 7.853/89, Lei Estadual 12.907/08, Lei Complementar 666/91 e outras) e a jurisprudência para entender que compete à União, estados e municípios o dever de cuidar da saúde, prestar assistência pública e dar proteção e garantia às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Desse modo, o estado de São Paulo não pode se eximir das obrigações constitucionais sob o argumento de que elas seriam de competência exclusiva do município. 

Benedito Gonçalves citou a jurisprudência do STJ no sentido de que não há negativa de prestação jurisdicional quando o tribunal, mesmo sem ter examinado individualmente cada um dos argumentos apresentados pela parte, "adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia". Segundo o ministro, foi o que ocorreu no caso em questão, razão pela qual não se pode cogitar de nulidade da decisão do TJSP. 


Fonte: Coordenadoria de Editoria e Imprensa - STJ
Por: Midiacon
Enviado por: João Geraldo Netto

Integrantes da RNAJVHA visitam instituições que atuam contra a epidemia em São Paulo


Os jovens ativistas José Rayan e Diego Callisto visitaram, no dia 22 de março, a redação da Agência de Notícias da Aids.

Rayan, que representa a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e Aids, mora em Manaus, e aproveitou a vinda a São Paulo para um evento organizado por centrais sindicais de trabalhadores para visitar organizações que atuam contra a epidemia na cidade.

“São Paulo é um País. Aqui existe uma estrutura de atendimento que não é encontrada em outros lugares”, disse o jovem.

Além da Agência Aids, eles visitaram as instalações do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo e do Grupo de Incentivo à Vida (GIV).

“Queremos nos aproximar de mais ONGs para ampliar o acesso dos jovens a nossa Rede”, declarou Rayan.

Ele afirmou também que a Rede de Jovens irá se filiar ao Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo.


Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Talita Martins
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 21 de março de 2012

Justiça concede aumento de indenização à mulher que contraiu HIV via transfusão de sangue em Campinas


A 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo aumentou o valor da indenização concedida a uma paciente que contraiu o vírus HIV em transfusão de sangue no hospital. A decisão também estendeu a compensação aos demais autores da ação, o ex-marido e os dois filhos.

Segundo consta, o casal teve um filho em julho de 2003, no Hospital Real Sociedade Portuguesa de Beneficência, em Campinas. Por complicações no parto, a autora precisou receber três transfusões de sangue. Pouco tempo depois, descobriu que novamente estava grávida e, ao realizar exames pré-natais, constatou que foi infectada pelo vírus causador da aids.

Eles alegaram que o sangue utilizado na transfusão, que veio do banco de sangue Vera Cruz, estava contaminado e pediram indenização para cada um dos autores da ação. 

A decisão de 1ª instância condenou os hospitais a pagarem, solidariamente, indenização apenas à autora por danos morais no valor de 140 salários mínimos. 

A família recorreu da decisão e pediu a elevação do valor estipulado pelo dano e o estabelecimento de pensão vitalícia à autora, assim como a extensão do pagamento dos danos morais a todos os autores. 

Para a relatora do processo, desembargadora Márcia Regina Dalla, ficou comprovada a participação dos dois requeridos no evento danoso, mas a sentença merece reforma. 

A magistrada entendeu que o filho mais velho do casal ainda sofre com as sequelas deixadas na mãe e na vida financeira da família e que merece indenização de R$ 10 mil. 

O ex-marido, que sofreu com a notícia do resultado soropositivo e com o sentimento de desconfiança de uma possível traição da mulher que justificasse a doença, merece indenização de R$ 25 mil; o mesmo valor é devido ao filho mais novo que teve que seguir cuidados médicos especiais até os dois anos de idade, quando o diagnóstico negativo para o vírus tornou-se definitivo. 

A magistrada ainda acolheu o pedido de aumento da indenização para a autora e estipulou o valor em R$ 130 mil. Em relação à pensão vitalícia, entendeu que ela precisará de cuidados especiais para o resto da vida e estabeleceu pensão de dois salários mínimos para cobrir eventuais despesas médicas que venha a ter.

Os desembargadores João Carlos Saletti e Silvia Sterman também participaram do julgamento e acompanharam o voto do relator. 


Fonte: Comunicação Social do Tribunal de Justiça de São Paulo
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pessoas com nível superior são as que mais procuram exame que pode detectar o vírus da Aids, diz pesquisa


Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com base nos dados do Centro de Referência e Treinamento (CRT) em DST/Aids, unidade da pasta na zona sul da capital paulista, aponta que quanto maior o nível de escolaridade, maior é a procura por testes gratuitos de HIV na rede pública.

Das 5,6 mil pessoas que realizaram exames no CRT em 2011, 45,9% declararam ter estudado 12 anos ou mais, com ensino superior completo, e 37% estudaram durante oito a 11 anos. Apenas 6,9% dos que fizeram o exame estudaram por sete anos ou menos, o que significa não ter concluído nem mesmo o ensino fundamental. Os demais não souberam informar por quanto tempo estudaram.

Segundo Maria Filomena Cernicchiaro, gerente de Assistência do CRT, traçar o perfil do público que busca o teste de HIV é fundamental para que se o centro possa aperfeiçoar seu trabalho de abordagem, especialmente do público com baixo nível de escolaridade.

"É importante reforçar e aperfeiçoar o trabalho educativo, atraindo o público menos escolarizado, antes que os pacientes fiquem doentes, porque o diagnóstico precoce da infecção pelo HIV permite planejar melhor o tratamento dos pacientes, garantindo melhor qualidade de vida", diz.

A Secretaria promove anualmente campanhas de testagem nos municípios paulistas. Em novembro do ano passado cerca de duas mil unidades de saúde em todo o Estado realizaram, durante uma semana, mais de 100 mil exames em 455 municípios paulistas. Além disso, o teste de HIV está disponível na rotina dos Centros de Aconselhamento e Testagem espalhados pelo Estado, e é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O estudo também aponta que 75% dos homens e 72% das mulheres que procuraram o serviço tinham entre 20 e 34 anos. O que já era esperado pela assistência da unidade, por ser a faixa em que há maior variação de parceiros, normalmente.

Ainda segundo os dados, em 54,12% dos casos, o motivo da procura foi a exposição a situações de risco. A justificativa mais comum para o não uso do preservativo foi a confiança no parceiro, citada por 7,34% dos que declararam ter parceiros eventuais e por 30,98% dos que declararam ter parceiro fixo. Para Maria Filomena, os dados mostram que o uso do preservativo ainda é um tabu por ser vinculado à infidelidade. "Nós sempre orientamos as pessoas que têm parceiros fixos a conversarem e proporem com tranquilidade o uso de preservativo caso haja relação com parceiro eventual", disse.

A relação completa das unidades que oferecem testes gratuitos de HIV no Estado pode ser encontrada no site do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP, no link Serviços DST/Aids, clicando em "Onde Fazer o Teste de HIV?".


Fonte: Bagarai
Enviado por: João Geraldo Netto
*Com informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

II Encontro de Jovens Gays e Travestis debate a campanha do Dia Mundial Contra a AIDS


A Aids não tem preconceito, esse é o mote da campanha de 01 de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, realizada pelo Departamento Nacional de DST/aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. A campanha será lançada durante a Conferência Nacional de Saúde, de 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011, em Brasília.

O assunto foi discutido hoje, na primeira mesa de debates do II Encontro Nacional de Jovens Gays, outros HSH e Travestis, em São José do Rio Preto, São Paulo. Participaram do debate o Diretor Adjunto do Departamento Nacional de DST/aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, Toni Reis, presidente da ABGLT, Jean Dantas, pelo Programa Estadual de DST/aids de São Paulo e Kleber Mendes, da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids.

No debate, o tema da campanha de prevenção de 01 de dezembro, a implementação do Plano de Enfrentamento da Epidemia de HIV/aids entre Gays, outros HSH e Travestis e equipamentos de promoção da testagem rápida em HIV/aids.

O projeto Quero Fazer, um piloto de oferecimento da testagem gratuita do HIV em funcionamento em três cidades do país, Recife, Rio de Janeiro e Brasília foi apresentado e debatido. Toni Reis, presidente da ABGLT, defende a criação desses equipamentos. "A testagem tem que ser oferecida no cotidiano das pessoas". A iniciativa se mostra necessária quando se leva em consideração o percentual de casos de diagnóstico tardio de HIV que, segundo Eduardo Barbosa, gira em torno de 48%.

A abertura do encontro, hoje, contou com a presença do presidente do Conselho Nacional de Juventude, Gabriel Medina. Cerca de 80 jovens representando 23 estados da federação participam do encontro, que é organizado pela Associação de Populações Vulneráveis, com apoio do Departamento Nacional de DST/aids, Programa Estadual de DST/aids de São Paulo, ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e RNAJVHA - Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids.


Fonte: 180 Graus
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Balada Consciente

O hospital Emílio Ribas vai colocar modelos em 13 casas noturnas, a partir de amanhã, para uma campanha de conscientização de jovens contra a AIDS. Eles distribuirão 60 mil PRESERVATIVOS nas baladas. Também serão enviados 400 mil torpedos com alertas sobre o número de jovens diagnosticados e vídeos no Facebook, com mensagens de Adriane Galisteu e Paulo Ricardo.
Por: Mônica Bergamo
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SP recruta voluntários para novo remédio contra HIV

O hospital estadual Emílio Ribas, em São Paulo, está recrutando pacientes com HIV para testes de um novo remédio que poderá ajudar aqueles que não estão reagindo bem ao tratamento atual.

O processo de seleção de voluntários para participar da pesquisa será até o mês de janeiro de 2012. As vagas são limitadas.

Poderão participar pacientes com HIV, maiores de 18 anos, e que apresentam multiplicações do vírus mesmo com o uso correto dos medicamentos convencionais. Neste caso são aqueles que apresentam resistência do vírus aos antirretrovirais.

Os interessados devem levar exames recentes e procurar a equipe do hospital-dia do Emílio Ribas, no 2º andar da unidade, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 3896-1285 /  3896-1213 / 3085-7059.


Fonte: Band
Por: Redação
Enviado por: João Geraldo Netto

10º Encontro de Relações Humanas em HIV/Aids irá acolher em Mairiporã-SP soropositivos e profissionais de saúde para troca de experiências

Já estão abertas as inscrições para o Encontro de Relações Humanas em HIV/Aids. Em sua 10ª edição, este evento que tem como característica não ser apenas uma reunião deliberativa, mas sim um espaço acolhedor de troca de anseios, fragilidades e necessidades das pessoas vivendo com HIV acontece entre 22 e 24 de novembro, no Hotel Solar dos Girassóis, em Mairiporã – SP.

A programação estará distribuída em eixos temáticos, contemplando as seguintes especialidades: adesão ao tratamento, efeitos colaterais, saúde mental, direitos humanos, sexualidade, lipodistrofia, atividade física, revelação de diagnostico HIV+, serviços de referencia em aids, prevenção secundária, e viver e conviver com HIV e aids.

Dentro de um processo que já começou nas edições anteriores, o Encontro de Relações Humanas em HIV/Aids caminha para a ampliação de discussões regionais, já que no Sudeste, eventos como esse não são comuns, apesar da grande demanda de participantes.

Como o lema “10 anos Construindo Histórias”, o evento terá debates e oficinas temáticas coordenadas por mais de 20 especialistas de diferentes Estados do Brasil, e contará com a participação de cerca de 130 pessoas que vivem com HIV e aids.

Atividades de integração, sessões de cinema e teatro e exposição de trabalhos que obtiveram êxito nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo também fazer parte da programação.

O encontro é coordenado pela organização não governamental Instituto Vida Nova, que atende pessoas com HIV e aids na zona leste de São Paulo, e recebe apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, dos Programas Estadual e Municipal de DST/Aids de São Paulo, do Colégio Emília Marinho e da Universidade de Guarulho.

Para se inscrever, acesse AQUI!


Fonte: Agência de Notícias da Aids
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Peça 'Depois Daquela Viagem' emociona estudantes do SENAC na tarde desta quarta-feira

Uma animada plateia de estudantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) lotou a plateia do Teatro Anchieta – Sesc Consolação na tarde desta quarta-feira para ver mais uma apresentação da peça "Depois Daquela Viagem" em São Paulo. O espetáculo foi adaptado por Dib Carneiro Neto do livro escrito por Valéria Polizzi, contando como reagiu depois de descobrir que havia se infectado com o vírus HIV ao perder a virgindade, com 16 anos. Após a apresentação, atendendo ao convite da produtora Roseli Tardelli, os jovens continuaram no auditório e participaram de uma rodada de conversa com Valéria, a diretora Abigail Wimer e os 14 jovens atores do elenco. Quase todas as perguntas, a maioria em tom emocionado, foram dirigidas a Valéria.

Luana, uma garota de 18 anos, se apresentou como filha de pais soropositivos, que já morreram. Contou que leu o livro Depois Daquela Viagem aos 10 anos, quando soube do diagnóstico da mãe e do pai. E quis saber o que Valéria sentiu ao receber a notícia de que era portadora. "Como vocês viram na peça, foi o meu pai quem me contou e foi exatamente do jeito que foi representado. Não foi fácil, pois o HIV é uma coisa que a gente acha que está longe, que é do outro e não vai estar nunca perto", explicou a autora. "É por isso que todo mundo tem de se cuidar. Talvez vocês tenham amigos com HIV que não contam temendo a reação de vocês."

Valéria aproveitou para avisar que todos os postos de saúde fazem teste de HIV grátis, com absoluto sigilo, e que o jovem, mesmo sendo menor de idade, não precisa estar acompanhado dos pais para passar pelo exame.

Um professor que não se identificou na hora contou que esteve internado no Hospital Emílio Ribas e, por isso, sabe o que Valéria passou no início dos anos 90, quando o tratamento para aids ainda estava na fase inicial. Ele disse ter sofrido tanto preconceito que decidiu se tornar educador para ajudar os adolescentes a não passarem pela mesma situação. "Infelizmente, a política e a própria educação acabam indo contra aquilo que a gente faz. Mas como disse Renato Russo, é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", disse o professor. "Na peça, você pergunta qual a razão de viver", continuou ele, dirigindo-se a Valéria. "São várias, uma delas é estarmos juntos."

Sabrina, 17 anos, ficou impressionada com a cena da peça em que a personagem Valéria, adolescente, jura que vai ser atriz mesmo se tiver de ir contra os pais. Ela perguntou o que a escritora sente hoje, voltando ao sonho que ela abandonou. Valéria, a real, contou que se sente muito bem na plateia, vendo outras atrizes representando-a. "Descobri que gosto de ficar no meu canto, então escrever combina mais comigo do que atuar." Contou também que é casada com Marcos, que ele é da Áustria e os dois atualmente vivem lá. Ele não tem HIV, viajar é uma das coisas que mais curtem fazer e essa é uma das razões pelas quais decidiram não ter filhos. "Mas hoje a portadora de HIV pode dar à luz sem riscos, desde que tome os remédios e siga as orientações médicas", comentou a autora.

Duas agentes de prevenção do SAE (Serviço de Atenção Especializada em DST/Aids) Herbert de Souza, do bairro Sapopemba, Sandra Cristina Petente, 42 anos e Janete Mendonça, 37, disseram que ficaram muito bem impressionadas com a peça e com o interesse dos jovens da plateia durante o bate- papo. "A gente que trabalha na rua com prevenção sabe o quanto é difícil mostrar tudo isso para os adolescentes", disse Sandra.

A peça "Depois Daquela Viagem" tem mais duas apresentações nesta quinta-feira, 20 de outubro, uma às 15h e outra às 20h, encerrando essa primeira temporada que começou dia 5 e teve todas as sessões com o auditório cheio.


Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Fátima Cardeal
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Livro sobre Aids vira peça de teatro em SP

Um livro que já vendeu mais de 300 mil cópias ganha os palcos de São Paulo. A peça “Depois daquela viagem” conta a história real de uma jovem que pega o vírus HIV aos 16 anos. Tudo aconteceu com o primeiro namorado, na primeira relação sexual, sem camisinha. 

Três atrizes dão vida à menina Valéria em épocas diferentes: quando criança, na adolescência e já adulta. A peça mostra a agonia da descoberta do vírus, os momentos de reflexão e de superação. 

A peça está em cartaz no Sesc Consolação, na Rua Dr. Vila Nova, 245, até o dia 20 de outubro, todas as quartas, às 20 horas e quintas, às 15 horas e 20 horas. A classificação é para maiores de 14 anos. Os ingressos custam R$ 10 (inteira), R$ 5 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, maiores de 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante) e R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculados no Sesc e dependentes).
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Fonte: G1
Enviado por: João Geraldo Netto

domingo, 18 de setembro de 2011

Prevenção ao HIV após relação sexual de risco funciona em marcha lenta em São Paulo, dizem ativistas

Em outubro de 2010 o Ministério da Saúde autorizou que soronegativos que passarem por uma relação sexual eventual com risco de contrair HIV têm direito a uma proflaxia com antirretrovirais para evitar  a infecção. A possibilidade de tratamento com remédios depende de alguns fatores, como o tipo de sexo (anal, vaginal ou oral), a certeza ou não do (a) parceiro (a) ter HIV e se os envolvidos pertencem a grupos considerados mais vulneráveis, como gays, profissionais do sexo e usuários de droga.

“O Programa Estadual de DST/Aids afirma que o serviço está disponível em todos os municípios de São Paulo, mas isso não acontece”, afirmou o presidente do Fórum, Rodrigo Pinheiro.

Levantamento

O Fórum de ONG/Aids está estimulando os ativistas a realizarem levantamentos sobre a disponibilidade da profilaxia pós exposição sexual em diferentes regiões de São Paulo. Na apuração feita por Jô Fonseca, representante da ONG Sonho Nosso, de Nova Guataporanga, apenas 2 de 10 municípios pesquisados no extremo oeste do Estado ofertam o serviço. “Na maioria dessas cidades os profissionais orientam a procurar uma Santa Casa. Eles estão desinformados”, disse.

Na opinião do presidente do projeto Bem-Me-Quer, José Roberto Pereira (Betinho), a falta de divulgação para os possíveis usuários também gera dificuldades. “Não há flyers e nenhuma outra divulgação voltada aos públicos que são o foco do serviço”, criticou.

Complexidade

O presidente do Grupo Pela Vidda/SP, Mário Scheffer, concorda com as críticas. Porém, Mário ressaltou que é preciso levar em consideração a complexidade do serviço. “São necessários profissionais de plantão com condições de avaliar a indicação da profilaxia”, declarou. “Também temos que reconhecer que o Programa Estadual (de DST/Aids de São Paulo) foi rápido na formalização da iniciativa.”

A necessidade de plantonistas citada pelo ativista ocorre porque quanto antes o usuário começar a tomar antirrretrovirais, mais eficaz será o método. O prazo máximo para iniciar a ingestão dos remédios é de 72 horas depois da relação sexual de risco.

Na tarde desta sexta-feira os ativistas afirmaram que vão levar essas demandas aos representantes do Programa Estadual de DST/Aids na reunião. A Agência Aids vai acompanhar. 

Dica de Entrevista
Fórum de ONG/Aids de São Paulo
Tel.: (11) 3334-0704


Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Fábio Serrato
Enviado por: João Geraldo Netto

sábado, 17 de setembro de 2011

Folheto sobre prevenção ao HIV entre usuários de drogas causa polêmica em Sorocaba

A discussão ocorreu porque um folheto com informações como os pontos seguros do corpo para injetar drogas e os cuidados para evitar overdose estavam sendo distribuídos livremente em Sorocaba, e não só para aqueles que são usuários. Leia a seguir notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo.

Folheto que orienta sobre drogas causa polêmica em SP

Um kit com folhetos contendo informações sobre os cuidados básicos para quem injeta drogas no próprio corpo causa polêmica em Sorocaba, a 92 km de São Paulo. O material publicitário, que indica os melhores e os piores pontos do corpo para injetar, estava ao alcance de pessoas não usuárias de drogas, inclusive crianças, em pontos de distribuição do programa Território Jovem. A distribuição faz parte do programa nacional Redução de Danos, do Ministério da Saúde em parceria com a prefeitura, para prevenir a transmissão do vírus HIV entre usuários de drogas.

Um dos folhetos assinala os pontos seguros para injetar, como as veias dos braços, dos antebraços e das pernas; os pontos a considerar, como as veias dos pés ("veias pequenas, muito frágeis") e os pontos perigosos, como o pescoço, rosto, peito, genitália e pulsos. Também explica os cuidados para se evitar a overdose, como dividir em duas doses a droga nova que estiver experimentando. O material também ilustra sobre o uso da camisinha com o desenho de um pênis.

O vereador Hélio Godoy (sem partido) considerou irregular a distribuição sem um efetivo controle do público alvo. "Do jeito que está sendo feita, ela não previne, nem reduz o uso de drogas, pelo contrário, só faz incentivar o consumo de drogas injetáveis", disse.

Passo a passo

Godoy registrou com fotos a entrega do material a adolescentes e não usuários nas unidades do programa Território Jovem no Jardim Nova Esperança. "Os folhetos estavam sobre um balcão à disposição de quem quisesse pegar", disse.

O presidente da Câmara, vereador Marinho Marte (PPS), criticou o conteúdo do material que em momento algum faz menção aos malefícios das drogas. "Ao contrário, só explica o passo a passo para usá-las."

A Secretaria da Juventude (Sejuv), responsável pelo programa, informou ter havido uma falha na distribuição do material educativo referente ao projeto Redução de Danos, durante a ação do Programa "Entre Nós" no bairro Nova Esperança.

Os folders são produzidos pelo Ministério da Saúde e foram reproduzidos pela Clínica DST/Aids em Sorocaba em 2006. O público a quem se destina é especificamente usuários de drogas injetáveis. A Sejuv informou ainda que assim que soube do ocorrido orientou os funcionários para que não ocorra nova falha e oferecerá mais capacitação à equipe que atua no programa.


Fonte: O Estado de São Paulo
Via: Agência de Notícias da Aids
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ativistas denunciam desabastecimento de antirretroviral em SP e RJ

Ativistas denunciaram nesta quarta-feira o desabastecimento do antirretroviral Fosamprenavir nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O medicamento é importado e passou a ser fornecido pelo Ministério da Saúde há quatro anos em substituição ao Amprenavir por ter uma melhor comodidade posológica, facilitando a adesão ao tratamento da aids.

“É mais um problema de distribuição de medicamentos”, enfatizou o Presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro.

No Rio de Janeiro, onde a situação é mais grave, o representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+) no Estado, William Amaral, disse estar preocupado. “Há muito tempo pedimos ao Departamento de Aids (do Ministério da Saúde) um estoque regulador de medicamentos, mas só temos a informação quando falta o remédio na ponta. Estamos mais uma vez de calças curtas com essa condição”, comentou.

O coordenador-adjunto do Programa de DST/Aids do Estado de São Paulo, Artur Kalichman, informou que o Fosamprenavir está sendo distribuído de maneia fracionada no Estado há cerca de 20 dias. “Como percebemos que o estoque já estava pequeno, começamos a remanejar alguns lotes do medicamento pelas unidades de distribuição no Estado”, explicou.

Artur disse que o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde já está sabendo da escassez do remédio no Estado. “Fomos informados que a situação será regularizada nos próximos dias”, disse.

Ativistas que lutam em defesa das pessoas com HIV e aids no Rio de Janeiro disseram ter sido informados pelo Ministério da Saúde que a previsão de chegada do medicamento a Brasília será nesta sexta-feira e na cidade do Rio na próxima terça-feira, 19 de julho.

A Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde foi contactada, mas até o momento não se pronunciou sobre o problema.


Fonte: Redação da Agência de Notícias da Aids
Enviado pela jovem: Rafaela Queiroz