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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Vacina contra o HIV em teste

Proteína GP41 – memorize o nome, porque esta proteína pode ajudar os pesquisadores europeus a superar um dos maiores flagelos mundiais: a AIDS.

Esta equipe acredita que o baixo nível de variabilidade genética da proteína pode permitir o desenvolvimento de uma vacina pioneira.

Nicolas Mouz, Diretor Científico, PX’Therapeutics afirma: “Estamos desenvolvendo uma vacina contra o HIV, utilizando uma proteína do vírus, a GP41. E porque a proteína GP41? Porque é uma proteína chave no mecanismo de entrada do vírus nas células. É uma proteína que desenvolve anticorpos neutralizantes, que é o principal objetivo da vacina.”

Segundo Nicolas Mouz, “A ideia é observar uma resposta de imunidade no muco por parte dos anticorpos neutralizantes. Porque na mucosa? Porque quase 90% dos casos de AIDS devem-se a relações sexuais.”

Estes investigadores franceses fazem parte de um projeto europeu que inclui ensaios clínicos desta vacina de prevenção do HIV.

A equipe está acompanhando de perto 50 voluntários britânicos que participaram na primeira rodada de testes.

Lucile Marron Brignone, Diretora Farmacêutica, PX’Therapeutics: “Depois de cada administração do produto verificamos se existem efeitos secundários. O outro objetivo é obter informações sobre o produto, se gera ou não uma resposta imunológica em pacientes, ou em voluntários saudáveis.”

Os ensaios começaram bem – espera-se que esta tecnologia possa fazer parte de uma vacina contra a AIDS verdadeiramente eficaz.

Nicolas Mouz: “Estamos provavelmente no início do caminho da vacina contra a AIDS, acreditamos que tem potencial e imaginamos que a vacina do futuro será uma combinação de várias, e que esta pode ser parte integrante de uma vacina futura.”


* Esse texto passou por adaptações do Português de Portugal para o Português Brasileiro

Fonte: Euronews
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 21 de março de 2012

Vacina anti-HIV é feita com células do próprio voluntário


Cientistas belgas testaram uma nova "vacina terapêutica" contra o HIV em voluntários humanos.

A novidade é que os voluntários foram vacinados com suas próprias células.

Os cientistas filtraram determinados glóbulos brancos do sangue dos participantes, "carregaram-nos" com células dendríticas de pacientes soropositivos, e reaplicaram-nas de volta nos voluntários.

O resultado mostrou que o sistema imunológico dos voluntários aumentou a capacidade de atacar e eliminar o HIV.

Mas a vacina ainda não é capaz de curar a doença.

Células dendríticas
Pacientes infectados com HIV passaram a ter uma vida praticamente normal depois do desenvolvimento do chamado coquetel de drogas antirretrovirais.

Contudo, esses medicamentos não eliminam o vírus do corpo - se o paciente parar com a medicação, o HIV volta a atacar o organismo.

Os cientistas acreditam saber porque isso acontece: o problema são as células CD8, as "forças especiais" do nosso sistema imunológico, que não conseguem recrutar "soldados" suficientes, as células dendríticas, para combater o ataque.

As células dendríticas apresentam em seu exterior partes típicas do vírus a ser atacado.

Contudo, as células dendríticas humanas não são boas em coletar informações do HIV.

Vacina anti-HIV
O que os cientistas belgas fizeram foi inserir as células dendríticas de pacientes soropositivos nas células de pacientes saudáveis, incluindo as instruções para montagem das proteínas do HIV - informações genéticas na forma de RNA mensageiro.

Uma vez no corpo, as células carregadas executam as instruções, passando a apresentar uma parte típica do HIV em sua superfície, o que ativa as células de defesa.

Os voluntários receberam uma pequena quantidade de suas próprias células dendríticas retrabalhadas, em quatro doses, com intervalos de quatro semanas.

Após cada vacinação, suas células CD8 passaram a reconhecer o HIV cada vez melhor - os testes foram feitos coletando amostras do sangue dos voluntários e submetendo-a ao HIV em tubos de ensaio.

A vacinação não mostrou qualquer efeito colateral para os voluntários.

Enganador
Mas o HIV se mostra um inimigo difícil: ele continua sendo capaz de mudar suas proteínas rápido o suficiente para que alguns deles escapem das células retrabalhadas introduzidas pela vacina.


Por: Redação
Enviado por: Damiana

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vacina nasal entra em teste e poderá ser usada no tratamento da aids



Uma nova vacina ministrada pelo nariz pode ajudar no tratamento de pacientes HIV positivos. Desenvolvida pela empresa de biotecnologia Bionor Pharma, a vacina foi criada para ser ministrada por uma injeção na pele. Mas agora uma versão modificada e injetada por gotas pelo nariz, que entra em testes em breve, é uma das promessas da empresa para a substituição das drogas orais – o que aumentaria a adesão dos pacientes.

Há poucos meses, a Bionor já havia relatado que a vacina Vacc-4x, administrada pela pele, havia obtido resultados animadores: os pacientes que receberam essa medicação eram duas vezes mais propícios a não precisarem de outro remédio por, no mínimo, dois anos.

Potencial de impacto
Até o momento, os testes clínicos com a Vacc-4x vinham sendo feitos por injeções diretamente na pele. Agora, uma versão modificada da vacina será testada em um projeto de pesquisa conduzido no Hospital Universitário de Oslo. "Vacinação por injeção requer uma boa técnica e muita prática, do contrário a vacina não atinge as células do sistema imunológico", diz Ga Kvale, um dos responsáveis pelo estudo. "Agora nós vamos testar se a eficácia é tão boa quando ela é administrada por vias nasais."

Se os testes mostrarem que a imunização por via nasal é realmente eficaz, isso poderá ter um impacto mundial no tratamento dos pacientes HIV positivos. Isso porque o procedimento é simples e tem baixo custo - fatores relevantes para a administração em larga escala e em países pobres com sistemas de saúde subdesenvolvidos.

Testes
Os testes clínicos do modelo nasal da Vacc-4x serão feitos em 24 voluntários: 18 irão receber a vacina em várias doses e seis receberão apenas o adjuvante (agente imunológico adicionado às vacinas para estimular o sistema imunológico a desencadear uma leve reação inflamatória). O primeiro objetivo é descobrir se quando administrada nasalmente a vacina tem algum efeito no sistema imunológico, e caso sim, qual a melhor dosagem.

Já o objetivo global da pesquisa é desenvolver uma vacina que fortaleça a resposta imunológica do corpo ao vírus do HIV, reduzindo a carga viral (quantidade vírus ativo no sangue de uma pessoa). "Se esses estudos obtiverem sucesso, esperamos que a vacina esteja disponível em poucos anos", diz Birger Sørensen, um dos responsáveis pelo projeto.


Fonte: Exame
De: São Paulo
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Tipo de HIV transmitido pelo sexo não é o mesmo que está no sangue


Quando uma pessoa porta o HIV, ela tem em seu corpo diferentes formas do vírus, que passou por variações genéticas. Se ela tem uma relação sexual desprotegida, a forma do vírus que é passada para frente não é a que é mais abundante no corpo, segundo um estudo publicado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

A descoberta sugere que alguns tipos do vírus são mais adaptados ao processo de transmissão.

"Se o sucesso do estabelecimento do vírus [no corpo do infectado] fosse só pelo acaso, na maioria das vezes seria um dos vírus mais abundantes no trato genital de quem transmite. Mas não é isso que vemos", argumenta o autor do estudo, Eric Hunter, da Universidade Emory, nos EUA.

O pesquisador sabe que "ainda há muito trabalho a fazer", mas acredita que os resultados vão desencadear novos estudos, que levarão a uma compreensão melhor de como acontece o contágio.

"O grande desafio agora é entender as características dos vírus que começam a infecção e colocá-las como alvos de microbicidas ou vacinas. Isso poderia nos ajudar a tentar proteger as pessoas de uma maneira bem mais inteligente", explica Hunter.

A pesquisa foi feita com apoio dos programas de pesquisa de HIV de Ruanda e Zâmbia, dois países africanos. Os cientistas analisaram material de oito casais heterossexuais assim que o diagnóstico do HIV foi confirmado no segundo parceiro. Em seis desses oito casos, a transmissão foi da mulher para o homem.


Fonte: G1
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Série Qualidade de Vida - Vacinação de soropositivos

O soropositivo deve ser avaliado por um médico antes de tomar qualquer vacina para se prevenir de doenças. Se estiverem com a imunidade muito baixa, não devem receber vacinas compostas por bactérias ou vírus vivos. Diversos estudos mostram que a resposta aos organismos invasores é menor em soropositivos com pouca concentração de linfócitos T CD4+, células de defesa do organismo. Por isso, normalmente os soropositivos sintomáticos não têm boa resposta às vacinas. Portanto, na tentativa de obter uma resposta imunológica ideal, todas as vacinas devem ser dadas no curso da infecção pelo HIV, o mais precocemente possível.
Orientações para adultos
  • Vacina contra a bactéria causadora da pneumonia (pneumococo): a resposta é melhor na fase em que as células CD4+ estão acima de 350/mm3.
  • Vacina contra hepatite B: deve ser tomada somente quando indicada pelo médico. Indicações para: usuários de drogas injetáveis, homossexuais sexualmente ativos, prostitutas, homens e mulheres com atividade sexual e doenças sexualmente transmissíveis ou mais de um parceiro sexual nos últimos seis meses e pessoas que vivem na mesma casa ou tiveram contato sexual com portadores da hepatite B.
  • Vacina contra a bactéria causadora da meningite (Haemophilus influenzae tipo b): a resposta é mais eficiente nos estádios precoces da infecção pelo HIV.
  • Vacina contra tétano-difteria: a recomendação geral é de uma dose de reforço a cada 10 anos.
  • Vacina inativada contra o vírus causador da poliomielite: é preferível à vacina oral, no soropositivo e seus comunicantes próximos.
  • Vacina contra a gripe A H1N1 (gripe suína): deve ser tomada somente quando indicada pelo médico.

Orientações para crianças
As crianças menores de um ano, com suspeita de infecção pelo HIV ou com diagnóstico definitivo de infecção pelo HIV devem seguir orientação médica especializada.


Fonte: Site do Ministério da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vacina experimental contra HIV elimina vírus em testes com macacos

Uma vacina experimental ajudou macacos portadores de uma variação do vírus da Aids a controlar a infecção. Segundo pesquisadores norte-americanos, isso pode levar a uma vacina para humanos.

Eles afirmaram que a vacina prepara o sistema imunológico para atacar rapidamente o vírus HIV quando ele entra no organismo, momento em que o vírus é mais vulnerável.

Louis Picker, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas com Primatas do Oregon, cujo estudo foi publicado na revista "Nature", disse que um teste da vacina em humanos possivelmente será feito dentro de três anos.

Testes da vacina com o SIV - uma versão do HIV nos símios - mostraram que mais de metade dos animais foram capazes de impedir a replicação do vírus. Isso foi confirmado com testes bastante precisos, que não detectaram traços de contaminação.

Mais de um ano depois da administração da vacina, a vasta maioria dos macacos manteve o controle sobre a doença.

"Sentimos que [a vacina] tem uma possibilidade de manter o vírus sob completo controle, ou de eliminar o vírus", disse Picker.

Ele e seus colegas usam um vírus relativamente inócuo, chamado citomegalovírus (CMV), como veículo da vacina experimental para o organismo. Fizeram isso porque os cientistas consideram que a maioria das pessoas já está infectada pelo CMV, que permanece no organismo durante a vida toda, mas em geral causa poucos ou nenhum sintoma.

Picker explicou que, sendo o vírus persistentemente presente, ele mantém o sistema imunológico em alerta, pronto para atacar o HIV assim que ele entra no organismo.

"O que é animador nessa descoberta é que, pela primeira vez, uma vacina experimental foi capaz de controlar totalmente o vírus em alguns animais", disse Wayne Koff, cientista-chefe da Iniciativa Internacional da Vacina da Aids, que ajudou a financiar o estudo.

Atualmente, não existe cura para a Aids, mas coquetéis de medicamentos são capazes de manter a doença controlada por muitos anos.

O vírus HIV, causador da Aids, está presente em cerca de 33,3 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Unaids (agência da ONU para a Aids). Ele já matou mais de 25 milhões desde que surgiu, há cerca de 30 anos.

Repercussão
Laboratórios e cientistas do mundo todo vêm pesquisando diversas possibilidades de desenvolver uma vacina.

"A novidade aqui é usar uma vacina por administração viral que persiste, essencialmente usando um vírus manipulado para coibir um vírus patogênico", disse Robin Shattock, professor de imunidade e infecção das mucosas do Imperial College, de Londres, que não participou do estudo.

"Antes disso (...), os cientistas haviam praticamente desistido da ideia de uma vacina que possa controlar a replicação do HIV, [mas] isso a coloca firmemente de volta na pauta", completou.

Picker disse que o próximo passo é produzir uma versão atenuada do CMV, para assegurar que ele não cause efeitos colaterais.


Fonte: G1 (por Reuters)
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Nova vacina pode tornar a aids inofensiva

Modelo tridimensional do vírus da aids: vacina,
aliada aos remédios atuais, poderá controlar a doença
A aids nunca esteve tão próxima de seu fim como doença letal. O Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol) anunciou nesta quarta-feira uma vacina capaz de provocar uma resposta imunológica contra o vírus HIV em 90% dos casos. A pesquisa, que já está na fase clínica, sendo testada em humanos, mostrou que, mesmo um ano após receber a vacina, 85% dos voluntários ainda mantinham a imunidade.

"Se tudo der certo, o HIV representará, no futuro, o que o vírus da herpes representa hoje: uma infecção menor que só atinge pessoas com o sistema imunológico debilitado", afirmou nesta quarta-feira o pesquisador Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha, vinculado ao CSIC, responsável pelo desenvolvimento da vacina.

Mariano Esteban, pesquisador do
Centro Nacional de Biotecnologia da
Espanha e responsável pelo
desenvolvimento da vacina
A pesquisa, publicada nos periódicos Vaccine e no Journal of Virology, além de eficaz, se mostrou perfeitamente segura. Por isso, será administrada, em sua fase 2 de testes clínicos, em voluntários já infectados pelo vírus, como forma de determinar sua eficácia não apenas na prevenção, mas também no tratamento da doença. "Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV", disse Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, que participou dos testes com os voluntários.

Como funciona - Quando administrada em voluntários saudáveis, a vacina faz com que o sistema imunológico detecte e aprenda a combater componentes do vírus. "É como mostrar uma fotografia do vírus HIV ao sistema imunológico para que ele possa reconhecê-lo quando o vir novamente no futuro", disse Mariano Esteban.

As principais células de defesa do organismo são os linfócitos T e B. As células B são responsáveis pela chamada imunidade humoral, que ataca as partículas de HIV antes que elas infectem as células. As células de defesa T induzem a imunidade celular, que detecta e destrói as células já infectadas.

A vacina funciona estimulando a produção dessas células. Testes feitos nos 24 voluntários que participaram da pesquisa, um ano depois de receber a vacina, mostraram que a produção de ambos os tipos de células de defesa aumentou em até mais de 70%, enquanto no grupo controle (seis voluntários que não tomaram a vacina) não houve aumento.

Memória - Para que a vacina seja realmente eficaz, é preciso que ela produza linfócitos especiais com "memória", formados após o primeiro ataque do vírus. Elas ficam no corpo por anos, à espreita de uma nova investida do vírus. Novamente, testes feitos um ano após a aplicação da vacina mostraram que, em 85% dos voluntários, 50% das células de defesa eram linfócitos T com memória.

No entanto, segundo Esteban, a vacina não é capaz de eliminar totalmente o vírus HIV do organismo. "Mas a imunidade celular que a vacina produz faz com que o vírus fique sob controle", diz o pesquisador espanhol. "Se o vírus tentar entrar na célula, o sistema imunológico desativará o vírus e destruirá a célula infectada."

Até agora, a única vacina contra o HIV que chegou à terceira fase de testes clínicos foi feita na Tailândia. As duas primeiras fases testam a toxicidade do composto e sua eficácia, enquanto a terceira e a quarta examinam a posologia do remédio. Como gerou uma defesa de apenas 27%, não pôde ser utilizada na população.


Fonte: Veja
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vacina anti-HIV: sucessos iniciais

Após décadas de esperanças frustradas, os desenvolvedores de vacinas contra o HIV estão se permitindo uma cautelosa atitude otimista. Em conferência realizada em Bancoc, na Tailândia, cientistas relataram indícios moleculares que ajudam a explicar o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos. O resultado pode indicar o caminho para a produção de mais vacinas no futuro.

"É possível afirmar que este foi até agora o experimento mais bem-sucedido", afirma Adriano Boasso, imunologista do Imperial College de Londres.

O estudo analisou amostras clínicas de um teste da vacina RV144 realizado anteriormente com mais de 16 mil pessoas. Em 2009, três anos após a aplicação da vacina, os cientistas relataram que, para os voluntários que receberam a vacina, a probabilidade de contrair a doença diminuiu 30 por cento em relação aos que receberam placebo.

Os resultados modestos marcaram o primeiro sucesso de um teste da vacina em humanos – dois anos após o notório fracasso da vacina produzida pelo laboratório farmacêutico Merck. Porém, o teste da Tailândia também deixou os pesquisadores intrigados.

Maior do que a soma das partes O regime de vacinação consistia em dois componentes que fracassaram quando sozinhos: a vacina primária ALVAC-HIV (vCP1521), que continha diversas proteínas do HIV, seguida da vacina de reforço AIDSVAX, feita de uma proteína da superfície do HIV. A primeira foi produzida pelo laboratório Sanofi-Pasteur, de Lyon, na França, e a segunda, pelo australiano VaxGen, de Brisbane. Contudo, duas das três medições usadas pelos pesquisadores para determinar se a vacina prevenia a infecção por HIV não revelaram diferenças que alcançassem significância estatística entre vacinados e o grupo de controle. No último estudo, os pesquisadores formaram uma equipe para examinar o sangue dos voluntários em busca de indicadores imunológicos diferentes das 41 pessoas que receberam a vacina e contraíram HIV em comparação com as 205 pessoas que não contraíram o vírus. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Mahidol, em Bancoc, e pelo Programa de Pesquisas do HIV das Forças Armadas Americanas, em Washington.

A investigação não foi concluída. Até o momento, porém, a equipe descobriu dois indícios moleculares que explicam porque para algumas pessoas a vacina preveniu contra o HIV, mas para outras não. Para os voluntários cujo sangue continha um anticorpo em forma Y denominado imunoglobulina G (IgG), que reconhece uma parte do envelope externo do HIV, denominada laço V2, a possibilidade de contrair o vírus era 43 por cento menor do que para os indivíduos cujos sistemas imunológicos não produziam esses anticorpos.

Entretanto, os participantes que produziram grandes quantidades de outro tipo de anticorpo, denominado IgA, que reconhece diferentes partes do envelope do HIV, evoluíram desfavoravelmente no teste – a probabilidade de infecção era 54 por cento maior em comparação às pessoas que produziam esses anticorpos. Contudo, essa reação imunológica não tornava as pessoas mais suscetíveis de contrair o vírus do que os participantes que receberam o placebo.

Os pesquisadores ainda estão estudando esses resultados. Segundo Nelson Michael, diretor do Programa de Pesquisas em HIV das Forças Armadas, os resultados reasseguraram que a vacina protegeu alguns dos participantes do HIV e que o sucesso não significou um acaso estatístico. "Isso proporciona credibilidade biológica aos resultados da pesquisa inicial", afirma. "Isso sugere que os resultados da pesquisa com a RV144 estava relacionado à vacinação".

O caminho a seguir Segundo Barton Haynes, diretor do Instituto de Vacinação Humana de Duke, em Durham, na Carolina do Norte, que coordenou o estudo de acompanhamento, afirmou em entrevista coletiva à imprensa que os resultados gerariam hipóteses para outros estudos. "O que temos no momento são pistas que ajudam explicar porque a vacina funcionou. Nós não obtivemos resultados assim nos últimos 30 anos. Ele é muito importante para esse campo de investigação". Os pesquisadores já estão planejando verificar se anticorpos como os encontrados nos participantes exercem o mesmo efeito em primatas infectados com um vírus análogo ao HIV. Esses experimentos determinarão se as respostas imunológicas são responsáveis pelo sucesso ou fracasso da vacina em determinadas pessoas ou se estão apenas ligadas a fatores subjacentes.

Em última análise, segundo Michael, as novas descobertas devem servir de orientação para pesquisas futuras e para o desenvolvimento de vacinas. A equipe está planejando realizar testes de acompanhamento de uma vacina semelhante com homossexuais masculinos da Tailândia – um grupo em elevado risco de contrair o vírus – bem como pesquisas na África do Sul, que necessitarão de vacinas que identifiquem um subtipo diferente do HIV.

Com base nos últimos resultados, é possível que essas novas vacinas sejam remodeladas para estimular a produção de anticorpos IgG, que reconhecem o laço V2 do HIV, afirma Michael. "Com certeza, essa pesquisa precisará do empenho de muitas pessoas, o que é positivo", afirma.

Outra pesquisa apresentada em Bancoc apoia a teoria de que atacar o V2 pode ser uma forma de combater o HIV. Segundo Michael, os vírus coletados dos participantes da pesquisa com a RV144 que contraíram o HIV possuem mutações nesta região, o que sugere que o laço V2 estava sendo atacado pelo sistema imunológico. Nesse meio tempo, foram realizados testes de uma vacina em macacos. Os animais que produziam os anticorpos que identificam o V2 estavam menos propensos a morrer em consequência do SIV, vírus da imunodeficiência que afeta macacos.

Segundo Dan Barouch, imunologista da Escola de Medicina de Harvard, em Boston, que liderou o estudo com os macacos, ter observado reações imunológicas semelhantes em humanos e macacos que receberam vacinas diferentes forneceu garantias de que vale a pena pesquisar o laço V2. Porém, ele afirma que os pesquisadores não devem parar de procurar outras frestas na armadura do vírus.

Por exemplo, Wayne Koff, vice-presidente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Iniciativa Internacional de Vacinas contra a Aids, com sede em Nova York, aponta os anticorpos neutralizadores do vírus obtidos de pacientes infectados com o HIV de forma crônica como outra estimulante direção a seguir para a produção de vacinas. "Este é um período de renascimento para o desenvolvimento de vacinas contra o HIV", afirma.


Fonte: The New York Times
Por: Ewan Callaway
Enviado por: Tiago Perco

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pesquisa propõe nova forma de combater HIV

Cientistas acharam uma nova forma de evitar que o vírus HIV cause danos ao sistema imunológico. Essa descoberta pode ser um novo caminho para desenvolver uma vacina contra a AIDS.

Pesquisadores americanos e europeus descobriram que o vírus é incapaz de atacar o sistema imune se tiver o colesterol removido da membrana que o envolve.

O vírus usa a membrana da célula que ele infecta. Essa membrana contém colesterol, que ajuda o HIV a interagir com outras células.

Em geral, células de defesa do corpo reconhecem o HIV rapidamente e produzem moléculas chamadas interferon. Esses sinais ativam respostas que, no começo, ajudam a lutar contra o vírus, mas que, a longo prazo, prejudicam o sistema imune.

A equipe de cientistas liderada por Adriano Boasso, do Imperial College de Londres, descobriu que, sem o colesterol, o HIV não ativa mais essa resposta nociva.

Isso deixa o caminho livre as células T, que montam a segunda linha de defesa do corpo e têm mais sucesso na luta contra o vírus.

Os pesquisadores dizem que a descoberta desse mecanismo é um passo à frente no desenvolvimento de vacinas contra o HIV.

A imunização contra o vírus está na mira dos cientistas há muitos anos, sem resultados até agora.

Em 2009, um estudo tailandês com 16 mil voluntários mostrou, pela primeira vez, que uma vacina pode proteger algumas pessoas contra o vírus HIV, mas a eficácia foi só de 30%.


Fonte: Reuters
Artigo completo em inglês
Enviado por: João Geraldo Netto

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Nova vacina contra HIV atua sobre células imunológicas

Envelope do HIV

Pesquisadores demonstraram uma abordagem inédita para a concepção de uma vacina contra o HIV que usa uma forma alterada do revestimento exterior do próprio HIV, o seu chamado envelope de proteínas.

A equipe demonstrou que é possível projetar envelopes protéicos do HIV que se ligam melhor a receptores celulares B imaturos, criando uma resposta imunológica otimizada.

As pesquisas foram feitas em primatas, o modelo animal tradicional para testes relacionados com o HIV.

Células B imaturas

As células B imaturas são alvos de vacinas e, quando fortemente alvejadas, elas produzem fortes respostas à vacina.

O trabalho da equipe da Universidade de Duke (EUA) concentrou-se em melhorar a capacidade do envelope do HIV para atingir as células B imaturas do sistema imunológico.

"Este é primeiro passo para uma nova forma de fazer vacinas contra o HIV: alvejar células do sistema imunológico imaturo para induzir uma linha de eventos que raramente ocorrem," explica Barton Haynes, um dos autores do estudo.

"Esta rota de pesquisa fornece evidências adicionais sobre o porquê de algumas das abordagens tradicionais anteriores para uma vacina contra o HIV não terem sido bem-sucedidas," completa.

Açúcares no envelope

Uma vacina geralmente usa uma parte do vírus (como uma parte de seu revestimento externo) ou uma forma inofensiva do vírus, para criar uma forte resposta imunológica contra aquele vírus.

Neste novo trabalho, pela primeira vez os pesquisadores construíram um envelope de HIV que tanto se liga melhor aos precursores de anticorpos, como também estimula uma melhor imunidade.

Os pesquisadores descobriram que os açúcares no envelope HIV natural impedem o envelope de se ligar aos receptores B imaturos que se pretende acionar com uma vacina.

Assim, as células B humanas e animais não conseguem produzir anticorpos contra os pontos vulneráveis do envelope do HIV quando se injeta um envelope HIV natural.

"Nós descobrimos que, quando você remove os açúcares das proteínas do envelope, você pode criar um envelope que tem como alvo aqueles receptores celulares B imaturos," disse Haynes.


Fonte: Diário da Saúde
Enviado por: João Geraldo Netto

sábado, 3 de setembro de 2011

Vacinação de soropositivos

O soropositivo deve ser avaliado por um médico antes de tomar qualquer vacina para se prevenir de doenças. Se estiverem com a imunidade muito baixa, não devem receber vacinas compostas por bactérias ou vírus vivos. Diversos estudos mostram que a resposta aos organismos invasores é menor em soropositivos com pouca concentração de linfócitos T CD4+, células de defesa do organismo. Por isso, normalmente os soropositivos sintomáticos não têm boa resposta às vacinas. Portanto, na tentativa de obter uma resposta imunológica ideal, todas as vacinas devem ser dadas no curso da infecção pelo HIV, o mais precocemente possível.

Orientações para adultos
  • Vacina contra a bactéria causadora da pneumonia (pneumococo): a resposta é melhor na fase em que as células CD4+ estão acima de 350/mm3.
  • Vacina contra hepatite B: deve ser tomada somente quando indicada pelo médico. Indicações para: usuários de drogas injetáveis, homossexuais sexualmente ativos, prostitutas, homens e mulheres com atividade sexual e doenças sexualmente transmissíveis ou mais de um parceiro sexual nos últimos seis meses e pessoas que vivem na mesma casa ou tiveram contato sexual com portadores da hepatite B.
  • Vacina contra a bactéria causadora da meningite (Haemophilus influenzae tipo b): a resposta é mais eficiente nos estádios precoces da infecção pelo HIV.
  • Vacina contra tétano-difteria: a recomendação geral é de uma dose de reforço a cada 10 anos.
  • Vacina inativada contra o vírus causador da poliomielite: é preferível à vacina oral, no soropositivo e seus comunicantes próximos.
  • Vacina contra a gripe A H1N1 (gripe suína): deve ser tomada somente quando indicada pelo médico.
Orientações para crianças
As crianças menores de um ano, com suspeita de infecção pelo HIV ou com diagnóstico definitivo de infecção pelo HIV devem seguir orientação médica especializada.

Crianças, filhas/os de soropositivos, vivem em ambientes onde pode haver maior exposição a infecções como tuberculose e hepatite B. Por isso, a vacinação contra a tuberculose e contra o vírus da hepatite B deverá ser iniciada de preferência na maternidade, nas primeiras doze horas após o nascimento. É importante vacinar crianças expostas já sabidamente não infectadas contra a varicela para proteger os soropositivos que com elas convivem. As crianças menores de um ano, com suspeita de infecção pelo HIV ou com diagnóstico definitivo de infecção pelo HIV, devem seguir a orientação médica especializada.

Os esquemas vacinais abaixo foram atualizados em julho de 2010 e contempla a nova vacina contra o pneumococo conjugada 10 valente, incorporada ao calendário oficial pelo Programa Nacional de Imunizações em marco de 2010.

Esquema vacinal em bebês até 6 meses de idade, expostos/infectados pelo HIV

Recém-nascido
1º mês
2º mês
3º mês
4º mês
5º mês
6º mês
BCG
X





X
Hepative B
X
X




X
DTP (difteria, tétano e pertussis)


X

X

X
Meningite


X

X


Pólio Inativada (IPV)


X

X


Rotavírus


X

X


Pneumococo c10


X

X

X
Meningococo C



X

X

Influenza






X

Esquema vacinal em crianças e jovens de 6 meses a 19 anos de idade, expostos/infectados pelo HIV

7º mês
12º mês
15º mês
18º mês
24º mês
4-6 anos
14-19 anos
Hepatite B

X





DTP (difteria, tétano e pertussis)


X


X

Meningite

X





Pólio inativada (IPV)


X


X

Pneumococo c10 e c23ps

X (10)


X (23)


Meningococo C

X





Influenza
X






Tríplice viral

X

X



Varicela (catapora)

X
X




Hepatite A

X

X



dT (difteria e tétano tipo adulto)






X


Enviado por: João Geraldo Netto