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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Vacina contra o HIV em teste

Proteína GP41 – memorize o nome, porque esta proteína pode ajudar os pesquisadores europeus a superar um dos maiores flagelos mundiais: a AIDS.

Esta equipe acredita que o baixo nível de variabilidade genética da proteína pode permitir o desenvolvimento de uma vacina pioneira.

Nicolas Mouz, Diretor Científico, PX’Therapeutics afirma: “Estamos desenvolvendo uma vacina contra o HIV, utilizando uma proteína do vírus, a GP41. E porque a proteína GP41? Porque é uma proteína chave no mecanismo de entrada do vírus nas células. É uma proteína que desenvolve anticorpos neutralizantes, que é o principal objetivo da vacina.”

Segundo Nicolas Mouz, “A ideia é observar uma resposta de imunidade no muco por parte dos anticorpos neutralizantes. Porque na mucosa? Porque quase 90% dos casos de AIDS devem-se a relações sexuais.”

Estes investigadores franceses fazem parte de um projeto europeu que inclui ensaios clínicos desta vacina de prevenção do HIV.

A equipe está acompanhando de perto 50 voluntários britânicos que participaram na primeira rodada de testes.

Lucile Marron Brignone, Diretora Farmacêutica, PX’Therapeutics: “Depois de cada administração do produto verificamos se existem efeitos secundários. O outro objetivo é obter informações sobre o produto, se gera ou não uma resposta imunológica em pacientes, ou em voluntários saudáveis.”

Os ensaios começaram bem – espera-se que esta tecnologia possa fazer parte de uma vacina contra a AIDS verdadeiramente eficaz.

Nicolas Mouz: “Estamos provavelmente no início do caminho da vacina contra a AIDS, acreditamos que tem potencial e imaginamos que a vacina do futuro será uma combinação de várias, e que esta pode ser parte integrante de uma vacina futura.”


* Esse texto passou por adaptações do Português de Portugal para o Português Brasileiro

Fonte: Euronews
Enviado por: João Geraldo Netto

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vacina nasal entra em teste e poderá ser usada no tratamento da aids



Uma nova vacina ministrada pelo nariz pode ajudar no tratamento de pacientes HIV positivos. Desenvolvida pela empresa de biotecnologia Bionor Pharma, a vacina foi criada para ser ministrada por uma injeção na pele. Mas agora uma versão modificada e injetada por gotas pelo nariz, que entra em testes em breve, é uma das promessas da empresa para a substituição das drogas orais – o que aumentaria a adesão dos pacientes.

Há poucos meses, a Bionor já havia relatado que a vacina Vacc-4x, administrada pela pele, havia obtido resultados animadores: os pacientes que receberam essa medicação eram duas vezes mais propícios a não precisarem de outro remédio por, no mínimo, dois anos.

Potencial de impacto
Até o momento, os testes clínicos com a Vacc-4x vinham sendo feitos por injeções diretamente na pele. Agora, uma versão modificada da vacina será testada em um projeto de pesquisa conduzido no Hospital Universitário de Oslo. "Vacinação por injeção requer uma boa técnica e muita prática, do contrário a vacina não atinge as células do sistema imunológico", diz Ga Kvale, um dos responsáveis pelo estudo. "Agora nós vamos testar se a eficácia é tão boa quando ela é administrada por vias nasais."

Se os testes mostrarem que a imunização por via nasal é realmente eficaz, isso poderá ter um impacto mundial no tratamento dos pacientes HIV positivos. Isso porque o procedimento é simples e tem baixo custo - fatores relevantes para a administração em larga escala e em países pobres com sistemas de saúde subdesenvolvidos.

Testes
Os testes clínicos do modelo nasal da Vacc-4x serão feitos em 24 voluntários: 18 irão receber a vacina em várias doses e seis receberão apenas o adjuvante (agente imunológico adicionado às vacinas para estimular o sistema imunológico a desencadear uma leve reação inflamatória). O primeiro objetivo é descobrir se quando administrada nasalmente a vacina tem algum efeito no sistema imunológico, e caso sim, qual a melhor dosagem.

Já o objetivo global da pesquisa é desenvolver uma vacina que fortaleça a resposta imunológica do corpo ao vírus do HIV, reduzindo a carga viral (quantidade vírus ativo no sangue de uma pessoa). "Se esses estudos obtiverem sucesso, esperamos que a vacina esteja disponível em poucos anos", diz Birger Sørensen, um dos responsáveis pelo projeto.


Fonte: Exame
De: São Paulo
Enviado por: João Geraldo Netto

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SP recruta voluntários para novo remédio contra HIV

O hospital estadual Emílio Ribas, em São Paulo, está recrutando pacientes com HIV para testes de um novo remédio que poderá ajudar aqueles que não estão reagindo bem ao tratamento atual.

O processo de seleção de voluntários para participar da pesquisa será até o mês de janeiro de 2012. As vagas são limitadas.

Poderão participar pacientes com HIV, maiores de 18 anos, e que apresentam multiplicações do vírus mesmo com o uso correto dos medicamentos convencionais. Neste caso são aqueles que apresentam resistência do vírus aos antirretrovirais.

Os interessados devem levar exames recentes e procurar a equipe do hospital-dia do Emílio Ribas, no 2º andar da unidade, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 3896-1285 /  3896-1213 / 3085-7059.


Fonte: Band
Por: Redação
Enviado por: João Geraldo Netto