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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Para ativistas, falta de campanhas incentivando o teste de HIV prejudica tratamento integral da aids no País

Segundo o Unaids, estão na lista de países com o mesmo patamar de cobertura do Brasil (60-79%), Argentina, México, Paraguai e Quênia; enquanto Guiana, Chile, Cuba, Botsuana e Ruanda tratam mais de 80% do total de pessoas que precisam dos medicamentos antiaids.

"Existem poucas campanhas que incentivam a população a fazer o teste. A maioria das ações aborda somente a necessidade de usar camisinha", criticou o representante do Fórum de ONG/Aids de Minas Gerais, Nilson Silva.

O ativista explicou que na região metropolitana de Belo Horizonte existe fácil acesso ao teste rápido, mas que poucas pessoas sabem da existência do exame que pode diagnosticar o vírus da aids em cerca de 30 minutos. "Por isso, acredito que o número de soropositivos que não sabem da própria sorologia seja ainda maior".

De acordo com o Ministério da Saúde, 97% das pessoas diagnosticas com aids estão fazendo o tratamento. Porém, segundo explica o diretor do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, cerca de 250 mil pessoas têm o HIV e não sabem.

A vice-presidenta do Grupo Pela Vidda de Goiânia, Liamar Alves de Oliveira, defendeu campanhas contínuas divulgando o exame. "Quando estamos próximos do Dia Mundial de Luta Contra a Aids (1º de dezembro), o combate à doença ganha destaque. Mas, depois, o tema é esquecido", criticou.

Para Liamar, o ideal seria que não houvesse soropositivos sem diagnóstico. "Porém, a realidade é que muitos se descobrem com o vírus somente quando ficam doentes ou durante a gravidez, com o pré-natal."

Hugo Hagstrom, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV) de São Paulo, ponderou que a busca pelo teste de HIV passa por questões pessoais como medo e vergonha, principalmente levando-se em consideração que as pessoas que vivem com o vírus ainda são discriminadas. "Mas, sem dúvida, as campanhas do governo poderiam colaborar para diminuir essas questões culturais e fazer com que mais pessoas buscassem o teste."

Falha no acesso integral ao tratamento
Para o coordenador da Associação Brasileira Interdisipclinar de Aids (Abia), Veriano Terto, e a integrante da diretoria do Fórum de ONG/Aids do Rio Grande do Sul, Márcia Leão, os números do Unaids significam que existem falhas no acesso integral ao tratamento da aids.

"O diagnóstico tardio do HIV ainda é uma realidade. Porém, precisamos pensar também se o govenro tem condições de oferecer tratamento a todas as pessoas que vivem com o vírus", declarou.

Segundo Márcia, a demora para que uma pessoa que se descobre com HIV faça os exames iniciais de acompanhamento chega a 9 meses em alguns locais do Rio Grande do Sul. "É inegável que as pessoas precisam ter acesso ao diagnóstico. Mas o governo deve oferecer estrutura para atender a todos os que se descobrem soropositivos."

Governo responde
Durante o lançamento do Relatório Global sobre HIV/Aids, realizado nesta segunda-feira, 21 de novembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que haverá mudanças nas campanhas governamentais de combate à aids. De acordo com Padilha, as ações serão levadas para diferentes mídias, como canais fechados e redes sociais. "Precisamos usar estratégias de comunicação diferentes e não reproduzir as que são usadas há 20 anos. O dinheiro que será investido para esse fim vai aumentar. No próximo ano estarei à frente do planejamento financeiro e farei essa organização com um novo olhar", disse.

Ainda segundo o ministro, em 2011 o valor investido em publicidade será de R$ 15 milhões. "Além disso, pretendemos ampliar as ações do primeiro de dezembro até o carnaval, priorizando ações de comunicação regionais."


Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Fábio Serrato
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ellen DeGeneres é nomeada embaixadora dos EUA contra a Aids

Comediante se disse honrada com indicação
A apresentadora de TV Ellen DeGeneres foi nomeada para o posto de enviada especial dos Estados Unidos na conscientização global contra a Aids, uma escolha da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, por conta do seu ativismo nesse campo.

"A enorme plataforma do seu programa de televisão e dos seus canais nas mídias sociais irá permitir que você alcance milhões de pessoas com a mensagem forte e esperançosa de que podemos vencer esta luta", disse Hillary em nota.

DeGeneres se disse honrada com a nomeação. "A luta contra a Aids é algo que sempre esteve perto do meu coração. E estou feliz por poder usar minha plataforma para educar as pessoas e espalhar a esperança", afirmou.

Uma das primeiras celebridades de dimensão nacional a se assumir lésbica nos EUA, quando ainda estrelava uma série na TV aberta, DeGeneres tem trabalhado por muitas causas humanitárias, como o combate ao bullying, a proteção dos animais e o diagnóstico e tratamento do câncer de mama.


Fonte: Terra
Foto: Getty Images
Enviado por: João Geraldo Netto

domingo, 18 de setembro de 2011

Prevenção ao HIV após relação sexual de risco funciona em marcha lenta em São Paulo, dizem ativistas

Em outubro de 2010 o Ministério da Saúde autorizou que soronegativos que passarem por uma relação sexual eventual com risco de contrair HIV têm direito a uma proflaxia com antirretrovirais para evitar  a infecção. A possibilidade de tratamento com remédios depende de alguns fatores, como o tipo de sexo (anal, vaginal ou oral), a certeza ou não do (a) parceiro (a) ter HIV e se os envolvidos pertencem a grupos considerados mais vulneráveis, como gays, profissionais do sexo e usuários de droga.

O Programa Estadual de DST/Aids afirma que o serviço está disponível em todos os municípios de São Paulo, mas isso não acontece”, afirmou o presidente do Fórum, Rodrigo Pinheiro.

Levantamento

O Fórum de ONG/Aids está estimulando os ativistas a realizarem levantamentos sobre a disponibilidade da profilaxia pós exposição sexual em diferentes regiões de São Paulo. Na apuração feita por Jô Fonseca, representante da ONG Sonho Nosso, de Nova Guataporanga, apenas 2 de 10 municípios pesquisados no extremo oeste do Estado ofertam o serviço. “Na maioria dessas cidades os profissionais orientam a procurar uma Santa Casa. Eles estão desinformados”, disse.

Na opinião do presidente do projeto Bem-Me-Quer, José Roberto Pereira (Betinho), a falta de divulgação para os possíveis usuários também gera dificuldades. “Não há flyers e nenhuma outra divulgação voltada aos públicos que são o foco do serviço”, criticou.

Complexidade

O presidente do Grupo Pela Vidda/SP, Mário Scheffer, concorda com as críticas. Porém, Mário ressaltou que é preciso levar em consideração a complexidade do serviço. “São necessários profissionais de plantão com condições de avaliar a indicação da profilaxia”, declarou. “Também temos que reconhecer que o Programa Estadual (de DST/Aids de São Paulo) foi rápido na formalização da iniciativa.

A necessidade de plantonistas citada pelo ativista ocorre porque quanto antes o usuário começar a tomar antirrretrovirais, mais eficaz será o método. O prazo máximo para iniciar a ingestão dos remédios é de 72 horas depois da relação sexual de risco.

Na tarde desta sexta-feira os ativistas afirmaram que vão levar essas demandas aos representantes do Programa Estadual de DST/Aids na reunião. A Agência Aids vai acompanhar. 

Dica de Entrevista
Fórum de ONG/Aids de São Paulo
Tel.: (11) 3334-0704


Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Fábio Serrato
Enviado por: João Geraldo Netto

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Angolana eleita miss universo diz que vai aproveitar a exposição para continuar lutando contra a Aids

Leila revelou que teve apoio das
demais concorrentes africanas
Primeira angolana a levar o título de miss universo, Leila Lopes, 25, sabe que sua vitória é especial. Após uma década de domínio das latinas e morenas no concurso, uma negra africana volta a reinar como a mais bela.

Durante a entrevista coletiva realizada logo após o evento, na segunda-feira (12) no Credicard Hall, em São Paulo, Leila revelou que teve apoio das demais concorrentes africanas.

- Elas sempre me diziam "Este é o ano da África!"

Ainda segundo Leila, as misses africanas também a incentivavam conforme ela ia sendo classificada entre as 16, dez e enfim cinco finalistas.

Representante de um país com muitos problemas sociais, Leila disse que como miss universo deve continuar com seu trabalho para ajudar nas campanhas contra a Aids, agora com maior exposição na mídia e, ela espera, maior apoio. Cerca de 4% da população angolana vive com o vírus HIV, segundo o programa das Nações Unidas de combate à doença.

Negras no Miss Universo

A primeira negra a levar a coroa de miss universo foi Janelle Commissiong, de Trinidad e Tobago, em 1977.

Em 1995, foi a afro-americana Chelsi Smith quem levou o título de mais linda do universo. Outra representante negra de Trinidad e Tobago, Wendy Fitzwilliam, levou o título em 1998.

No ano seguinte, Mpule Kwelagobe, de Botsuana, se tornou a primeira africana negra a usar a coroa de Miss Universo.

Já no concurso Miss Brasil, até hoje apenas uma negra foi vencedora, a gaúcha Deise Nunes, em 1986, que ficou em 6º lugar no miss universo daquele ano.


Fonte: R7
Por: Gabriela Quintela
Foto: Reuters
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Previdência Social abre consulta pública sobre diretrizes para a perícia médica em pessoas com HIV, aids e outras doenças infectocontagiosas

Até o dia 30 de setembro a população pode participar de uma consulta pública da Previdência Social sobre as diretrizes utilizadas por médicos peritos na concessão de benefícios por incapacidade para pessoas com doenças infectocontagiosas. A coleta de opinião é relativa a requerimentos de pessoas com HIV/aids, tuberculose e hanseníase. A atuação de médicos peritos e os critérios utilizados pelo governo vêm sendo alvo de críticas de ativistas que atuam no combate à aids.

No documento oficial em que consta uma sistematização de possíveis conclusões dos médicos em relação a requerimentos de pessoas com HIV/aids, os critérios são divididos entre principais e relevantes (acesse aqui para ler na íntegra).

Entre os elementos que mais pesam na decisão, constam a evolução da doença; a presença de sintomas decorrentes da aids e dos efeitos colaterais dos remédios; questões psicossociais e o número de células CD4, que indicam a capacidade de imunidade do organismo. Já entre os fatores relevantes estão exames complementares, como o que indica a quantidade viral; além de fatores "psicossociais adicionais e potencialmente agravantes para o quadro".

As avaliações podem ter como conclusão ausência de incapacidade laboral; afastamento por 30, 60 ou 90 dias; reabilitação profissional; afastamento por 2 anos com revisão após esse prazo; e aposentadoria por invalidez, sem limite definido.

Para participar, os interessados devem encaminhar ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. Pode ser via carta, pelo endereço:

Setor de Autarquias Sul, Quadra 2,
Bloco O, 7º andar, Sala 712
Brasília-DF CEP 70070-946;

Pelo fax número (61) 3313-4321 ou o e-mail diretrizes.medicas@previdencia.gov.br, com a indicação "Sugestões Diretrizes de Apoio à Decisão Médico-Pericial em Clínica Médica – Parte II".

Ativistas reclamam de perícias do INSS

Em julho deste ano, ativistas que atuam na luta contra aids reuniram-se com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves (foto), apontando falhas no auxílio doença e na 'desaposentadoria' de soropositivos. Na ocasião, os militantes queixaram-se que mesmo com atestados médicos de inaptidão para trabalhar, portadores do HIV e doentes de aids possuem dificuldade de receber o auxílio financeiro da Previdência. Além disso, muitos daqueles que são aposentados por invalidez estariam sendo convocados a se reapresentarem ao trabalho sem condições físicas para exercerem suas funções.

"A Previdência está usando como critério para avaliar se as pessoas com HIV estão aptas a trabalhar apenas os exames de CD4 e carga viral", avaliou Josimar Pereira, do grupo Pela Vidda de Niterói durante o Programa Cidadania em Destaque, veiculado na allTV. "Não há nenhum tipo de avaliação psicológica para analisar a real situação dos pacientes", acrescentou.

O assunto também foi discutido no Encontro Estadual de ONG/Aids de São Paulo e no Encontro Regional de ONG/Aids do Sudeste, realizados respectivamente em julho e agosto deste ano.


Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Redação
Enviado por: João Geraldo Netto

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Membros de movimentos sociais se encontra com o Ministro da Previdência Social em Brasília

Na tarde de ontem, dia 27, membros do movimento social de luta contra Aids foram recebidos em audiência pelo Ministro da Previdência Social, Sr. Garibaldi Alves

Durante audiência de cerca de 50 minutos foram apresentados problemas que tem afetado as pessoas vivendo com HIV/AIDS, no que se refere às perícias médicas realizadas junto à autarquia federal previdenciária - INSS.

Tem sido recorrente a não concessão/manutenção de auxílios doença com atestados médicos assinados por profissionais que realizam o acompanhamento clínico destes portadores(as) indicando a incapacidade para o trabalho, assim como o cancelamento de aposentadorias por invalidez de pessoas sem condições para o retorno ao trabalho.

Juntamente com o Ministro, entre outros assessores, participaram a Dra. Filomena Gomes, diretora de saúde do trabalhador do INSS, o Dr. Alessandro Stefanutto, procurador chefe da procuradoria federal especializada junto ao INSS, Dr. Alexandre Coimbra, coordenador geral de perícias médicas do INSS e Sr. Gilvane Casemiro, representante do Departamento de AIDS do Ministério da Saúde.

Uma das solicitações do movimento social foi uma reavaliação da Resolução INSS/DC nº 89/2002, que trata da questão específica dos portadores do HIV/AIDS, e que segundo a dra. Filomena estará aberta em consulta pública no site do INSS no próximo mês de agosto.

O Dr. Alessandro informou que ao mês são realizadas 700 mil perícias, e indicou que podem ocorrer falhas. Disse tambem que o INSS irá realizar 500 mil perícias em cidadãos afastados por medida judicial.

A assessoria do Ministro solicitou que seja enviado relatório com casos concretos de perícias que atestaram como aptos ao trabalho pessoas sem capacidade laborativa.

Participaram da audiência, Cláudio Pereira (Fórum de ONGs AIDS/SP), Fátima Baião (Grupo Pela Vidda/RJ), Josimar Pereira (Grupo Pela Vidda/Niterói), Renato da Matta (RNP+ Núcleo Rio de Janeiro) e Willian Amaral (Fórum de ONG AIDS/RJ).


Fonte: Rnp Rio de Janeiro no Facebook
Enviado pelo jovem: João Geraldo Netto

Desabastecimento do Fosamprenavir continua no Rio de Janeiro, denuncia paciente

Comprimido de Fosamprenavir
Alister Rafael tem 27 anos e mora na cidade do Rio de Janeiro. Ele está procurando a imprensa, o movimento social ou alguém que o ajude a tornar público seu problema. Pela segunda vez, em menos de uma semana, ele esteve no Instituto de Pesquisas Evandro Chagas (IPEC) - ligado à Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) - e saiu sem o kit completo de comprimidos que usa para o tratamento da Aids.

Há cerca de um ano tomando o antirretroviral Fosamprenavir, Alister teme agora uma baixa na sua adesão ao tratamento devido à escassez deste medicamento no Estado. "Na terça-feira passada fui pegar meus remédios e me deram um montante suficiente para apenas cinco dias. Me disseram que da próxima vez a situação já estaria regularizada, mas hoje voltei lá para pegar os medicamentos e a situação continua igual", conta.

O jovem foi informado pelo pessoal da logística de medicamentos do IPEC que não havia previsão de regularização. Não contente com a resposta foi à Secretaria Estadual de Saúde e recebeu a notícia de que os lotes do Fosamprenavir estavam parados na alfândega.

"O governo está brincando com a vida humana. Ganha trilhões com impostos e deixa faltar medicamentos. Nós pagamos impostos e temos esse direito do acesso universal", criticou. "É inconcebível que o Brasil doe medicamentos para outros países, mas deixe faltar medicamentos aqui", acrescentou.

Até o momento, Alister não ficou sem o medicamento, mas queixa-se de ter que ir constantemente ao IPEC para pegar apenas alguns comprimidos.

Quando não há desabastecimento, os pacientes podem retirar montantes suficientes para mais de um mês. Isso é o que chamam de entrega fracionada de medicamentos.

O problema com a distribuição do Fosamprenavir foi denunciado por ativistas no dia 17 deste mês. Em nota, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informou que mil frascos do antirretroviral tinham sido enviados aos Estados, e que uma outra remessa de nove mil frascos seriam enviadas na sequência para regularizar a situação. "O Ministério da Saúde empenhou-se em agilizar as entregas e, assim, a partir de 15 de julho, não haverá mais a necessidade de fracionamento do antirretroviral", informava a nota.

No entanto, segundo a Assessoria de Imprensa do Departamento de Aids, esses nove mil frascos ficaram presos na alfândega por conta de uma exigência de documentos feita pela Receita Federal à fabricante GlaxoSmithKline. Espera-se que o medicamento seja liberado e chegue a Brasília nesta quinta-feira e até a próxima segunda-feira aos Estados.

DICA DE ENTREVISTA:
Alister Rafael (Rede Estadual de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids - RJ)
Tel.: (21) 8765-1033
E-mail: alister.r@bol.com.br

Fonte: Agência de Notícias da Aids
Enviado pelo jovem: João Geraldo Netto

Ativistas criticam novo prazo para regularização de testes de carga viral

Em resposta ao novo prazo do Ministério da Saúde para a regularização do estoque de exames de carga viral (Leia aqui), ativistas reforçaram a necessidade de estoques reguladores e pediram a reestruturação do SUS. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a situação estará normalizada até o final de agosto. O prazo inicial, divulgado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais na semana passada, era o começo do próximo mês.

"Quem conhece a logística do Ministério da Saúde sabe que seria impossível acabar com o problema nas primeiras semanas de agosto. Uma coisa é o material chegar aos Estados e municípios, outra é estar disponível aos usuários", disse o representante do Fórum de ONG/Aids do Estado do Rio de Janeiro, William Amaral.

As explicações oficiais de que a falta de kits para os exames aconteceu porque algumas empresas que participavam da licitação de compra entraram com recursos, atrasando o processo,  não serviram como justificativa para William. "O governo precisa estar preparado para essas situações. Mais uma vez fica clara a necessidade de estoques emergenciais", afirmou. Segundo o ativista, "o Departamento de Aids está desaprendendo como combater a doença."

Já o integrante do GIV (Grupo de Incentivo à Vida), Jorge Beloqui, avaliou que a situação não pode ser vista com um problema pontual. "Esta não é uma dificuldade isolada da resposta brasileira à aids. Recentemente faltaram vários remédios", lembou.  "É preciso reestruturar o SUS, desde o Ministério até o municípios".

Beloqui também cobrou informações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais de um diagnóstico que seria realizado pelo órgão sobre o fluxo de medicamentos. Em março deste ano, quando o antirretroviral atazanavir 300mg teve a distribuição fracionada para evitar o desabastecimento, o diretor do Departamento, Dirceu Greco, afirmou à Agência Aids que em cerca de 30 dias essa análise seria concluída.


Dica de Entrevista
William Amaral (Fórum de ONG/Aids do RJ)
Tel.: (21) 3563-6440
Jorge Beloqui (GIV)
Tel.: (11) 5084-0255 / (11) 5084-7465

Fonte: Agência de Notícias da Aids
Por: Fábio Serrato
Enviado pelo jovem: João Geraldo Netto